Luz e Sombra

Friday, May 13, 2005

A Vertigem

Voar alto. Voar até onde os sonhos percam de vista a realidade. Até onde o oxigénio inunde os meus pulmões e me faça sentir a vertigem do risco. Fecho os olhos. Flutuo. As lágrimas caem no vazio da ausência e alimentam as interrogações. Rodeiam-me como espinhos, mas os gritos não se propagam no ar...serpenteiam e arremessam-me para um fundo de silêncio. E fecho as asas e fecho os olhos...deixo-me cair. Sinto o ar fresco que dilacera a minha fragilidade. Rodopio ao sabor do vento, não sei para onde me leva. Não sei por onde vou. Não sei para onde vou. Deixo que o sonho me leve no vento e que a eternidade interrogue o tempo. Estico-me devagar para aproveitar o embalo da queda, mas os sonhos atiram-me, de novo, para um voo rasante e cresce em mim a vertigem de voar. Grito no vazio e o eco devolve-me a voz. Sinto que pertenço à vertigem, ao frio, ao ar. Sei que a realidade é sonho e que curto é o tempo para a alma sonhar. Respiro fundo. Fecho os olhos. Seco as lágrimas. Abro as asas...VOAR!

2 Comments:

  • Bem-Vinda Isabel,

    Gostei muito deste teu primeiro post, lembrou-me o "Given to fly" -dos Pearl Jam.

    Quem me dera atirar de uma ravina e Voar, Voar, Voar...

    Já agora o que significa redbackspider?

    By Blogger Eduarda Sousa, at 11:44 AM  

  • A mim faz-me lembrar uma menina pequenina com uma caixa de música. Sabem tão bem voar os meninos pequeninos. Nunca escondem as asas para nada.

    Muito bonito o teu texto.

    By Blogger Sílvio Mendes, at 7:56 PM  

Post a Comment

<< Home


 

referer referrer referers referrers http_referer