<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562</id><updated>2011-07-08T02:02:53.223+01:00</updated><title type='text'>Luz e Sombra</title><subtitle type='html'>e-mails: eduardapsousa@gmail.com(booklover) ou ngoli12@yahoo.com.br(Der Uberlende)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>350</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-3540696995639647739</id><published>2009-05-29T20:24:00.001+01:00</published><updated>2009-05-30T22:34:32.084+01:00</updated><title type='text'>Electróide</title><content type='html'>É nesse momento que tudo ocorre&lt;br /&gt;É quando a pele se despega da dormente carne&lt;br /&gt;Quando o meu ventre arde e o mundo me abafa&lt;br /&gt;Quando o meu olhar de esperança enfim morre&lt;br /&gt;Deixo que o eu que sente por fim hiberne&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é quando eu sei que estou frio e só&lt;br /&gt;Quando a boca cerrada me sabe a pó&lt;br /&gt;Lanço a mão para te alcançar&lt;br /&gt;A minha voz soa muda, sem ar&lt;br /&gt;Sei que é hora de me entregar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vago no olhar contemplo a sorte&lt;br /&gt;Beijos secos na pele definham vazios&lt;br /&gt;Anseio que explode, aperta o momento&lt;br /&gt;Agarras a vida e desejas a morte&lt;br /&gt;Relembras teus sonhos distantes e frios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida passa pelo estreito da ampulheta&lt;br /&gt;Como areia fina do deserto esquizóide&lt;br /&gt;Procuras consolo no fundo da valeta&lt;br /&gt;Danças perdido a valsa electróide&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo a passo, degrau a degrau&lt;br /&gt;A cada passo respirar o fedor a pânico&lt;br /&gt;Passas mais um passo, assomes a porta&lt;br /&gt;Já não te interessa se é bom ou mau&lt;br /&gt;Apenas a antecipação do delírio orgânico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som da mala pesada a cair no chão&lt;br /&gt;Enche a sala de caos e horror&lt;br /&gt;Agora chegou o momento a sós&lt;br /&gt;A cabeça que estala como um trovão&lt;br /&gt;O coração que dispara como um tambor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quando te sentas e contemplas o horizonte&lt;br /&gt;Assumes o papel de lacaio debilóide&lt;br /&gt;Lá em baixo fervilha sequiosa Sodoma&lt;br /&gt;Rasgada no ventre pelo Aqueronte&lt;br /&gt;Que imana vibrante um fulgor electróide&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos pesados como as plúmbeas vagas&lt;br /&gt;Do turbilhão dos céus que ora nos cobre&lt;br /&gt;As horas perdidas, as horas esventradas&lt;br /&gt;Por nadas que nos rasgam e enchem de chagas&lt;br /&gt;Apodrecemos defuntos das causas mais nobres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ti, cederei&lt;br /&gt;Por mim, negarei&lt;br /&gt;Por nós, matarei&lt;br /&gt;Por nada, morrerei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ti, meu amor&lt;br /&gt;Serei humanóide&lt;br /&gt;Por mim, meu amor&lt;br /&gt;Não sou matéria nem som&lt;br /&gt;Apenas electróide&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia se apaga sob o cerúleo da abóbada&lt;br /&gt;Outro nascerá radiante de ultra violeta&lt;br /&gt;Como um livro antigo lido e relido&lt;br /&gt;Retiro-me então para outra jogada&lt;br /&gt;Mais uma volta na russa roleta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tráz uma coroa de rosas&lt;br /&gt;Nos bolsos alecrim&lt;br /&gt;Nos lábios belas prosas&lt;br /&gt;Na minha campa jasmim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim avança o filme noir&lt;br /&gt;Gravado em película de celulóide&lt;br /&gt;Assim passamos a outra história&lt;br /&gt;Sem ter que lembrar qualquer pormenor&lt;br /&gt;Enquanto perdura na boca um sabor electróide&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;… e nada mais interessa enquanto mais um dia passa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29 de Maio de 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Der Uberlende&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-3540696995639647739?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/3540696995639647739/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=3540696995639647739&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/3540696995639647739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/3540696995639647739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2009/05/electroide.html' title='Electróide'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-2060635470585725388</id><published>2009-05-08T19:13:00.003+01:00</published><updated>2009-05-08T19:42:54.597+01:00</updated><title type='text'>Is there anybody out there?....</title><content type='html'>- Era uma vez...&lt;br /&gt;- Bem, que início mais aborrecido, não te lembras de nada mais banal!?!&lt;br /&gt;- Sabes, tanto tempo sem dizer nada deixou-me com a boca seca, os olhos vidrados e as mãos inquietas.&lt;br /&gt;- Queres tu dizer sem nada para contar!&lt;br /&gt;- Curioso, quem não te conheça poderá ignorar o nervosismo que tens sentido com o aproximar desta hora, o frémito com que golpeias as meias palavras que balbucias sem nexo, a intolerância que demonstras pelo silêncio que te consome, consome, te abre um buraco na alma e te reduz o estômago a poeira.&lt;br /&gt;- detesto quando fazes isso!&lt;br /&gt;- Isso o quê, lembrar-te o que faz bater o coração e arrepia a espinha de prazer?&lt;br /&gt;- Isso de me quereres controlar, insistires que estás por dentro do jogo, que vives o que eu sinto, que sentes o que já não vivo, que não vives o que eu sonho ou que sonhas delírios de morte e de angústia pela viva que insistes estar por viver. Olha para ti e diz-me o que é real.&lt;br /&gt;- Eu sou real, tu também o és.&lt;br /&gt;- Não sou real, não posso ser! Sou uma aberração, um sabor amargo na boca, o corte do frio na cara nua, o palpitar das sombras e o nada, eu não sou nada!&lt;br /&gt;- E no entanto falas, não é curioso?&lt;br /&gt;- Falo contigo, quem mais está aqui para falar?!?&lt;br /&gt;- Ele.&lt;br /&gt;- Ele quem?&lt;br /&gt;- O que ainda dorme, mas já não por muito tempo...&lt;br /&gt;- Dorme? Queres dizer, que não esta morto?&lt;br /&gt;- Morto!? Morto?... realmente, achavas que seria assim tão simples, morria e era tudo o que havia para dizer.&lt;br /&gt;- Então há esperança, queres tu dizer? Que posso sonhar que irei voltar a ...&lt;br /&gt;- Sentir? Sim, meu caro. Sentir, vibrar, correr, respirar, viver, tocar... matar!&lt;br /&gt;- Troças de mim. Estou triste e doente e gozas com os meus desejos de liberdade.&lt;br /&gt;- Liberta-te aos poucos, meu amigo, não caias no pecado da gula nem da luxúria. O dia de hoje não é igual aos de outros tempos. O mundo é grande e tu és um simples verme cósmico, pequenino, ainda te pisam.&lt;br /&gt;- Sou um traço de giz na negra ardósia, um borrão de tinta nas mãos do incauto, uma mancha de lama nos sapatos do viajante e, no entanto, eu sou.&lt;br /&gt;- Somos!&lt;br /&gt;- Somos...&lt;br /&gt;- Sim, somos. Agora, está na hora.&lt;br /&gt;- Sim, sinto o nervosismo do momento, a febre a subir e o sangue a pulsar violento no coração.&lt;br /&gt;- É tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dr, pode chegar aqui por favor?&lt;br /&gt;- Diga enfermeira, o que se passa?&lt;br /&gt;- Acho que o paciente da cama 129 está com alteração nos sinais vitais, o pulso está a subir para 66 e a pressão a 120/60. Quer que o ligue ao electroencefalograma?&lt;br /&gt;- Deve ser falso alarme, o paciente está em coma profundo há 2 anos, só está vivo porque ainda não chegou autorização para desligar a máquina e, além disso el...&lt;br /&gt;- Dr, venha ver, acho que está a abrir os olhos!&lt;br /&gt;- Enfermeira, chame depressa a equipa de neurologia, parece que o paciente está mesmo a acordar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O mundo é branco, estou cego de tanta luz)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 de Maio de 2008&lt;br /&gt;Der Uberlende&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-2060635470585725388?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/2060635470585725388/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=2060635470585725388&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/2060635470585725388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/2060635470585725388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2009/05/is-there-anybody-out-there.html' title='Is there anybody out there?....'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-147893446168412768</id><published>2009-01-13T10:24:00.002Z</published><updated>2009-01-13T10:27:28.572Z</updated><title type='text'>Saudade</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Quanta saudade dos tempos do luz e sombra. Gostaria de o retornar das cinzas, ouvir falar dos velhos inquisidores da Alma, do Der Uber, do long lost Oliveira que marcou algumas paginas da minha escrita, da Booklover e outros com quem por aqui me cruzei :) Sempre que leio a luz e a sombra dos nossos pensamentos sobe me nostalgia ao peito. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Gostaria de voltar a ouvir falar de vós :) &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Fica o desabafo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;(Vera Fonseca)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-147893446168412768?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/147893446168412768/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=147893446168412768&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/147893446168412768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/147893446168412768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2009/01/saudade.html' title='Saudade'/><author><name>Musera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08479915293211285709</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-115756163296424745</id><published>2006-09-06T17:51:00.000+01:00</published><updated>2006-09-06T17:55:04.246+01:00</updated><title type='text'>Não morremos: só mudamos de sítio</title><content type='html'>A ausência dói: a &lt;em&gt;sombra &lt;/em&gt;do dia carrega o sobrolho e a&lt;em&gt; luz&lt;/em&gt; da noite obscurece o pensamento. Palavras esquizofrénicas morrem de sede. Ecos incitam-nos a regá-las: n’ &lt;a href="http://ooutroladodalua.wordpress.com/"&gt;O Outro Lado da Lua&lt;/a&gt;. O regresso transpirado e desejosos de cuspir sementes apodrecidas na cave das ideias. Não morremos: no fundo &lt;em&gt;«There is no dark side of the Moon really… matter of fact it’s all dark».&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps - o Luz e Sombra encerra aqui. A nova casa é ali: n' &lt;a href="http://ooutroladodalua.wordpress.com/"&gt;O outro Lado da Lua&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-115756163296424745?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/115756163296424745/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=115756163296424745&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/115756163296424745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/115756163296424745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/09/no-morremos-s-mudamos-de-stio.html' title='Não morremos: só mudamos de sítio'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-115575060786262899</id><published>2006-08-16T18:46:00.000+01:00</published><updated>2006-08-16T18:50:07.910+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>... uma das maiores virtudes da Morte é que é ... Imortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando menos se espera aparece, afaga-nos com o seu manto, e leva-nos para longe, para o outro lado do Rio da Eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... e no entanto, a Vida sorri-lhe e acena-lhe do outro lado da margem, do lado onde ainda estamos sentados, confiantes de que só iremos embarcar quando assim o entendermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobres criaturas confusas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há Morte nem Vida, apenas Energia, fluindo entre margens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sentem a estática a sibilar?....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hey, vira-te, estou mesmo atrás de ti!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-115575060786262899?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/115575060786262899/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=115575060786262899&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/115575060786262899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/115575060786262899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/08/blog-post.html' title=''/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-115165627283061352</id><published>2006-06-30T09:23:00.000+01:00</published><updated>2006-06-30T09:34:54.963+01:00</updated><title type='text'>Estatísticas do Luz e Sombra</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1702/474/1600/estatisticas.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 394px; CURSOR: hand; HEIGHT: 184px; TEXT-ALIGN: center" height="197" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1702/474/320/estatisticas.jpg" width="418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mesmo depois de estar “parado” continuamos a receber por dia mais de 30 visitantes.&lt;br /&gt;Não se consegue visualizar muito bem o gráfico mas os resultados mensais são os seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janeiro – 532&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fevereiro – 560&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Março – 856&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abril – 787&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maio – 871&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junho – 583&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Por exemplo, no mês de Março tivemos 856 pessoas que visitaram o Luz e Sombra. Estas visitas não contam as actualizações, são "unique visitors", ou seja, 856 computadores diferentes estiveram aqui... &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-115165627283061352?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/115165627283061352/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=115165627283061352&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/115165627283061352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/115165627283061352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/06/estatsticas-do-luz-e-sombra.html' title='Estatísticas do Luz e Sombra'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-115161838374219444</id><published>2006-06-29T22:56:00.000+01:00</published><updated>2006-06-29T22:59:43.756+01:00</updated><title type='text'>Para que não morra...</title><content type='html'>É...não me conformo com o facto de um lugar como este perder o seu brilho. Por isso vos deixo com um excerto de M.Duras a propósito do que nos une e traz aqui: a escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Um escritor é uma coisa curiosa. É uma contradição e, tembém, um contra-senso. Escrever também é não falar. É calar. É gritar sem ruído.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;M.Duras, &lt;em&gt;Escrever&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Redback&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-115161838374219444?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/115161838374219444/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=115161838374219444&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/115161838374219444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/115161838374219444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/06/para-que-no-morra.html' title='Para que não morra...'/><author><name>redbackspider</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09751631854123391646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-115148114751353184</id><published>2006-06-28T08:51:00.000+01:00</published><updated>2006-06-28T08:52:27.523+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#000099;"&gt;Somos moldados pelo tempo que perseguimos, sem que este nos persiga.Todos nós, escravos da humanidade, pensando ser livres de vontade...Não é assim? Pelo menos o será para mim.E para todos os que, enfim... habitam o Luz &amp;amp; Sombra&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-115148114751353184?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/115148114751353184/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=115148114751353184&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/115148114751353184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/115148114751353184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/06/somos-moldados-pelo-tempo-que.html' title=''/><author><name>Musera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08479915293211285709</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-114501775738068784</id><published>2006-04-14T13:14:00.000+01:00</published><updated>2006-04-14T13:29:37.120+01:00</updated><title type='text'>Der Uber's End pt. II; por lua de inverno</title><content type='html'>Sarah indicou-lhe o bar com um gesto seco e rápido e ela voltou-se, espalhando no ar o seu perfume exótico como uma essência sedutora e venenosa. Por detrás do balcão da recepção, Sarah estremeceu como se pressentisse algo. A mulher caminhou a passos seguros para o bar, na direcção de Uber, como se já soubesse exactamente onde ele estava. Com gestos de precisão cirúrgica, atirou os pesados caracóis para trás e sentou-se no banco alto ao lado dele. A sua presença enchia o bar de tal forma que o rapaz que tagarelava do outro lado de Uber se calou, parecendo quebrar a corrente eléctrica que o animava. Procurou dentro da bolsa de veludo &lt;a style="color: blue; text-decoration: underline; text-underline: single" href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/06/desafio-bi-avio-por-der-uberlende.html"&gt; um objecto pontiagudo para prender os caracóis mais rebeldes&lt;/a&gt; e disse:&lt;br /&gt;“Estavas à minha espera”, ao que ele retorquiu “… desde o início do mundo.” &lt;br /&gt;Ela não conseguiu conter um sorriso, que não entendi se era de escárnio ou de nostalgia, tal era o mistério que lhe velava o rosto. Olhou a velha mala de cabedal e, incisiva, disse-lhe que precisava de estar a sós com ele. Retiraram-se, a passos simétricos, e dirigiram-se ao quarto. Sarah seguiu-os com o olhar, assustada com aquela cumplicidade mortal que os levava a caminhar como espelhos um do outro&lt;br /&gt;“Mafalda…”, começou Uber já dentro do quarto discreto. Ela silenciou-o, tocando com um dedo nos seus lábios, e disse: “Não és digno de pronunciar o meu nome. Aliás, nem sabes se é esse o meu nome, portanto vamos directos ao assunto. Senta-te nessa cadeira, tens muito para ouvir”. &lt;br /&gt;Inesperadamente, Uber calou-se, perdendo toda a energia que antes denotava. Uma &lt;br /&gt;expressão de impotência dorida apoderou-se da sua face e ela, ágil como uma gata, girou para trás dele e prendeu-lhe as mãos atrás das costas com umas algemas&lt;br /&gt;“O que é isto?... O que estás a fazer?”, &lt;br /&gt;perguntou ele, assustado, impotente como &lt;a style="color: blue; text-decoration: underline; text-underline: single" href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/dcp-modelo-por-der-berlende.html"&gt; uma criancinha nas mãos de um adulto inconsequente&lt;/a&gt;. “Nada que nunca tenhas feito antes”, respondeu ela, mordaz, soprando um beijo na ponta dos dedos. Começou a procurar algo na bolsa (como é possível transportar tanta coisa dentro de algo tão pequeno?) e agarrou com muita força num papel dobrado em quatro, muito amachucado e gasto. Abriu-o, deliciada, e leu: &lt;a style="color: blue; text-decoration: underline; text-underline: single" href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/dt-acreditar-por-der-uberlende.html"&gt;&lt;br /&gt;“Todas as mulheres são patéticas, ridículas, execráveis e umas grandes putas”&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;Ele abriu muito os olhos, sem uma palavra. “Foste tu que disseste isto, não &lt;br /&gt;foste...?" Sentou-se em frente dele, esperando uma resposta. &lt;br /&gt;Der Uber entreabriu os lábios num esgar de desprezo e disse: “Se todas as mulheres forem como tu, é verdade.” Ela irritou-se e foi à janela, acenando para baixo. “Espera que já vês mais umas como eu.” E a porta abriu-se, mostrando a &lt;br /&gt;cara triste de &lt;a style="color: blue; text-decoration: underline; text-underline: single" href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/06/desafio-bi-uma-alternativa-em-4-actos.html"&gt; Irene&lt;/a&gt;, uma mulher com um ar desgastado e usado, que envergava vestes muito pouco adequadas ao local e que estariam mais enquadradas numa pensão barata à beira da estrada. Irene trazia na mão &lt;a style="color: blue; text-decoration: underline; text-underline: single" href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/11/dp2-cristal-por-der-berlende.html"&gt; um estranho vaso de cristal&lt;/a&gt; que emitia uma ténue luz branca pulsante do seu interior&lt;br /&gt;“Venho por mim e pela Ângela. Lembras-te dela, certamente...&lt;br /&gt;“Quem és tu? E quem é a Ângela? Eu vinha para uma reunião de negócios, mas isto parece-me tudo menos isso… Provavelmente confundiram-me com outra pessoa”, retorquiu Uber, estranhando toda aquela situação. A sua confusão aumentou quando viu surgir Mary, agarrada ao seu porta-chaves com um cordeirinho, exibindo uma bandeja coberta por um pano de veludo negro&lt;br /&gt;“Eu vi-te lá em baixo… quem és tu?”, inquiriu Uber. “Eu era a inocente que tu manchaste de vermelho sangue. Agora sou uma puta, que é o que tu achas de todas nós que aqui estamos”, respondeu Mary com uma voz de criança revoltada. “Devias saber quem somos nós sem termos de to dizer… afinal, foste tu que nos criaste. A todas. E não só a nós. Há mais desgraçados neste mundo que sofreram às tuas mãos inconsequentes. Está na altura de tu pagares.” &lt;br /&gt;Num gesto decidido, afastou o pano negro da bandeja e Uber pôde ver com toda a clareza uma pequena colecção de instrumentos de tortura, dos quais se destacava uma pequena &lt;a style="color: blue; text-decoration: underline; text-underline: single" href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/02/cordeiro-500-palavras-para-um-blog.html"&gt;&lt;br /&gt;foice&lt;/a&gt;, semelhante às usadas no campo, mas capaz de caber numa mão. Mafalda &lt;br /&gt;aproximou-se dela e acariciou a sua mão, enquanto dizia suavemente: “Cada coisa &lt;br /&gt;a seu tempo, tem calma”. Mary pousou a bandeja em cima de uma mesa e sentou-se  na cama, abanando os pés. Mafalda abriu mais a porta, deixando entrar uma  pequena multidão que fez Mary soltar risinhos de prazer. &lt;br /&gt;“Mas o que é isto?!”, soltou Uber em voz rouca. &lt;br /&gt;“Hoje vais ter o que mereces”, respondeu Mafalda, cintilante. Um conjunto &lt;br /&gt;altamente assimétrico e pavoroso estendeu-se num círculo em torno de Uber. Um a um, mostraram a sua raiva, cuspindo frases de injúria e atirando pés e braços sobre o seu corpo. A realidade da sua fantasia despenhava-se sobre ele,&lt;a style="color: blue; text-decoration: underline; text-underline: single" href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/01/realidade-despenha-se-sobre-mim-500.html"&gt; ora amor raivoso, ora ódio&lt;/a&gt;. Augusta, a menina da foto no corredor, velha e pálida como que saída da cova, segurava, ameaçadora, &lt;a style="color: blue; text-decoration: underline; text-underline: single" href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/04/o-livro-negro-parte-2-500-palavras.html"&gt; um livro negro&lt;/a&gt; e, abrindo na última página, leu: “E aquele que matou pela espada, morrerá pela espada… não, não estou a ler a Bíblia. Não soubeste ver com os olhos fechados. Neste livro está, de facto, o destino de todos nós. E tu, meu filho, vais morrer…" &lt;br /&gt;A gargalhada diabólica que soltou para pontuar a sua frase fez com que Uber estremecesse e empalidecesse. Viu então uma mulher de avental sujo, como se tivesse estado até àquele segundo a &lt;a style="color: blue; text-decoration: underline; text-underline: single" href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/05/interludium-enquanto-decorre-votao.html"&gt; servir num restaurante&lt;/a&gt;, dirigir-se a ele com um copo de uma bebida qualquer. “É Cianeto”, disse ela, “tem quatro sílabas. Como Uberlende!” E também ela começou a rir desenfreadamente. Encostou o copo aos lábios de Uber e este &lt;br /&gt;cerrou-os com a força toda que tinha. Mary precipitou-se para cima deles, retirando o copo das suas mãos rudes. “Também tenho direito a divertir-me, não faças as coisas tão simples para ele.” &lt;br /&gt;Ainda as duas se digladiavam para ver a qual das duas calhava a sorte de torturar o pobre artista, já uma mulher de ar cansado, com um leve cheiro a maresia, se inclinava junto ao ouvido dele e sussurrava: “Lembras-te de mim? &lt;a style="color: blue; text-decoration: underline; text-underline: single" href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/06/desafio-bi-uma-alternativa-em-4-actos.html"&gt; O meu nome é Fernanda…&lt;b&gt; &lt;/b&gt;perdi a minha vida junto ao mar.&lt;/a&gt; Gostavas de te sentir a afogar? Será um prazer dar-te essa experiência fisicamente quando me obrigaste a senti-la com toda a sua crueldade no meu coração.” &lt;br /&gt;Nesse momento, o playboy loiro que estava no átrio pareceu desfigurar-se por um acto de macabra magia; &lt;a style="color: blue; text-decoration: underline; text-underline: single" href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/dcp-predador-por-der-uberlende-j-que.html"&gt; o seu escalpe e os seus olhos desapareceram&lt;/a&gt;, deixando em carne viva a maior parte da sua cabeça. A multidão calou-se, Fernanda afastou-se. Uber soltou um &lt;br /&gt;grito e cerrou os olhos com muita força. &lt;br /&gt;Um momento de silêncio invadiu toda a divisão. Uber tinha medo de abrir os olhos, não sabendo o que o ia esperar quando o fizesse. Uma voz masculina, talhada pelo tempo, disse: “Abre os olhos, meu filho. Tenho aqui a tua salvação.” Uber, hipnotizado pela voz serena, abriu os olhos e, diante dele, um homem segurava&lt;br /&gt;&lt;a style="color: blue; text-decoration: underline; text-underline: single" href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/cristal-o-novo-desafio-parte-2-dp2-por.html"&gt; um estranho Tigre de cristal, luminoso e imponente&lt;/a&gt;. Não conseguiu desviar os olhos daquela esfinge mortal. Ao fitar a estatueta mágica, entrou num transe profundo… e não conseguiu entender o estado em que deixaram o seu corpo todas &lt;br /&gt;aquelas criaturas demasiado reais que o devoraram por dentro e por fora. &lt;br /&gt;Pela janela, entrou um vulto de luz, pálido como uma lua de Inverno. Uber olhou o vulto e perguntou: “Estou morto?” &lt;br /&gt;Ainda não… mas eu estou morta. Tu é que ainda não sabes. &lt;br /&gt;“Eu conheço-te…” &lt;br /&gt;“Shh, não digas nada… estás muito fraco." &lt;br /&gt;&lt;a style="color: blue; text-decoration: underline; text-underline: single" href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/02/podes-entrar-500-palavras-para-um-blog.html"&gt; “Posso entrar no teu mundo?”&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;“Ainda não, não estás pronto. Mas eu fico contigo, não estarás sozinho. Devias ter explicado a todos os que aqui estiveram porque fizeste o que fizeste… devias ter explicado o porquê da tua arte.”&lt;br /&gt;&lt;a style="color: blue; text-decoration: underline; text-underline: single" href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/04/tempus-fugit-parte-iv-e-final-o.html"&gt;&lt;br /&gt;“Não tive tempo… foi tudo tão rápido!...”&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;“Então descansa, o mal já está feito. Mesmo que não o consigas ver, todos os que te tentaram matar estão mortos; destruíram-se mutuamente. Nenhum queria ter uma parte menor na tua morte. Deixa que tratem de ti… o teu tempo chegará.” &lt;br /&gt;Anos depois de uma triste vida catatónica, amarrado a uma cama de hospital sem noção do tempo ou do espaço, nem sequer de si mesmo, Uber definhava. Todos os jornais da área da cultura tinham já esquecido o acontecimento do jovem escritor que, entregue à loucura, se tinha tentado suicidar num quarto de hotel. Os novos intervenientes na cena literária riam-se descaradamente do delírio insano de Uber e faziam disso a sua anedota preferida. Apenas alguns guardavam com respeito a memória do escritor que nunca tinha publicado o seu livro. &lt;br /&gt;&lt;a style="color: blue; text-decoration: underline; text-underline: single" href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/05/silncio-parte-ii-500500-palavras-para.html"&gt; Uma enfermeira de olhar terno&lt;/a&gt; debruçava-se, atenciosa, sobre ele quando as suas pulsações começaram a diminuir de frequência… O vulto luminoso cor de lua deitou a face sobre os lençóis do hospital, acariciando as mãos dele, e num &lt;br /&gt;momento de luz intensa ouviu-se no quarto um leve suspiro: &lt;br /&gt;“Chegou a hora.” &lt;br /&gt;A velha pasta de couro tombou e abriu-se sozinha. De dentro, saiu um enorme maço de folhas… era o livro que Uber nunca chegara a publicar… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lua de inverno&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-114501775738068784?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/114501775738068784/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=114501775738068784&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114501775738068784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114501775738068784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/04/der-ubers-end-pt-ii-por-lua-de-inverno.html' title='Der Uber&apos;s End pt. II; por lua de inverno'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-114419192391986403</id><published>2006-04-04T23:55:00.000+01:00</published><updated>2006-04-05T00:05:28.796+01:00</updated><title type='text'>Der Uberlende's End - parte II, by Stela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A recepcionista encaminhou-a para o bar. A distancia, ela reconheceu o seu alvo, apesar de nunca o ter visto antes. Nem era por nenhuma caracteristica que lhe conhecesse ou um sinal que tivessem combinado. Reconheceu-o porque ele era a unica pessoa em todo aquele hotel que era a sua alma gemea. Por momentos fraquejou, e sentiu algo semelhante a ansiedade, mas rapidamente recuperou o seu porte altivo, e voltou a caminhar com passos decididos e sensuais, cruzando as pernas no seu andar. A medida que ela atravessava a sala, sentia olhos gulosos a segui-la, e a cabeca dele girou, guiada por um qualquer instinto.&lt;br /&gt;Ela sentou-se no banco ao lado dele e dirigiu-se ao barman. "Por favor, de-me um", mas foi interrompida pela voz do homem sentado ao lado dela. "Black Russian". O barman olhou para ela, depois para ele, e confuso, voltou a olhar para ela. Parecia-lhe estar a ver a mesma pessoa em duplicado, mas de sexos opostos. Para minimizar a sua confusao, decidiu olhar apenas para a mulher. Mas a morena tinha finalmente encarado Der Uberlende, com um sorriso felino nos labios. "Prazer, Der Uber", disse ela. "Eh todo meu, Mafalda", disse ele. Sem desviar o olhar dos olhos escuros e insondaveis de Der Uberlende, ela confirmou o seu pedido ao barman. "Um Black Russian, por favor, num copo curto com pouco gelo".&lt;br /&gt;O barman apressou-se a satisfazer-lhe o pedido e rapidamente recuou para o lado oposto do bar, certo de que distancia era a melhor coisa a tomar naquele instante. Havia algo de arrepiante a envolver aquele casal.&lt;br /&gt;"Fizeste boa viagem?", perguntou Der Uber, agora num tom casual. "Sim, nada de mais... Eh uma viagem longa e aborrecida", respondeu ela, tomando um sorvo da sua bebida. Perto do casal, o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/03/rdio-500-palavras-para-um-blog.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;rapaz magro &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;continuava a dissertar sobre pianistas pseudo pop-jazz, sem qualquer interesse aparente na chegada da exotica morena mas a electricidade estatica que se elevava de si nao parecia perturbar mais Der Uberlende, que focava agora toda a sua atencao em Mafalda.&lt;br /&gt;"Porque eh que me chamaste ate aqui?", perguntou Mafalda, intrigada. "Eh tempo...", respondeu ele, e o seu cansaco evidenciava-se com estas palavras.&lt;br /&gt;"Hmmm...", murmurou ela, inclinando para o lado a cabeca e olhando-o atraves de palpebras semicerradas. "Estas um pouco chocho... Mas para mim ainda parece que tens muito para dar. Ja para nao falar de receber." Ele pegou repentinamente na mao dela, sobressaltando-a. "Sentes?", perguntou ele. "Frio...", sussurrou Mafalda. "Sim. Eh tempo, como te disse. Vamos?"&lt;br /&gt;Encaminharam-se para o elevador, e subiram ate ao setimo piso, onde se encontrava o quarto de Der Uberlende. O corredor estava vazio quando sairam do elevador e eles caminharam ate ao quarto, cuja porta se encontrava entreaberta. De repente, a porta abriu-se e uma &lt;/span&gt;&lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/05/interludium-enquanto-decorre-votao.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;empregada de limpeza&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; baixa e rolica apareceu, arrastando atras de si um carrinho com produtos de limpeza e toalhas. Quando viu o casal, estacou, embaracada. "Ah, peco desculpa... Ninguem me disse que o quarto ia ter hospedes esta noite", tartamudeou a mulher. "Na realidade, estamos so de passagem...", respondeu Der Uberlende. Como o barman anteriormente, a mulher ficou confusa na presenca do casal, e pensou para si que provavelmente estariam apenas a gozar com ela, como outros hospedes faziam. Achou por bem ignorar e seguir o seu caminho, arrastando o carrinho atras de si. "Boa noite, senhores", disse ela, sem esperar resposta. Der Uberlende parou na ombreira da porta e sorriu. "Muito obrigada, Mercedes", disse. A empregada virou-se, surpreendida por ter obtido uma resposta e por aquele homem estranho saber o seu nome. A porta, contudo, ja se fechara silenciosamente, escondendo da sua vista o misterioso casal.&lt;br /&gt;"Deixa-me ver a Lua...", disse Der Uber, dirigindo-se a janela. Abriu as cortinas e uma vista excepcionalmente deslumbrante de Lisboa apareceu, banhada pelo luar. "Aqui era o meu sitio preferido para pensar, tanto de dia como de noite", disse ele, melancolicamente. "Daqui veem-se todos os pecados, todas as imoralidades, e as pequenas justicas que ocasionalmente se fazem. Se olhares com atencao, ves tudo... Olha..."&lt;br /&gt;Mafalda aproximou-se da janela. Viu um &lt;/span&gt;&lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2006/01/espera-por-der-uberlende.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;homem idoso &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;na rua por baixo deles, a cambalear e a falar sozinho. Parecia confuso, e dividia-se entre um riso tolo e lagrimas tristes a rolarem-lhe pela cara. "Que achas?", perguntou Der Uberlende. "Acho que podes dar o teu trabalho por terminado. Agora sigo eu sozinha...", respondeu Mafalda, ainda olhando para o homem.&lt;br /&gt;Ele fechou a cortina. La fora, ao mesmo tempo, o velhote tropecava na calcada e caia, batendo com a cabeca num degrau. O sangue comecou a escorrer lentamente nas pedras da calcada.&lt;br /&gt;Os caracois escondiam o rosto de Mafalda. Com a mao, Der Uberlende fe-la virar o rosto para si. "Isso eh tudo tristeza?, perguntou ele. "Isso eh tudo arrependimento?", perguntou ela. Percorreu com os dedos magros e delicados a gravata vermelha, da mesma cor da sua bolsa, da mesma cor do sangue que escorria da cabeca do homem. Der Uberlende sorriu, um sorriso maquiavelico e inocente ao mesmo tempo. Mafalda puxou-o para si e abracou-o. Ficaram envolvidos naquele abraco por segundos que pareceram horas, e depois beijaram-se com urgencia. O abraco tornou-se mais e mais forte.&lt;br /&gt;Mais tarde, Mafalda saiu do quarto sozinha. Desceu ate ao bar e foi-se sentar no mesmo banco onde estivera anteriormente. O rapaz magro continuava ali, mas agora calado. O silencio nao melhorava a estatica. 'Um Black russian", pediu Mafalda ao barman. "Vodka com licor de cafe, certo? Copo curto ou alto?", perguntou o barman. "Curto, com pouco gelo, por favor".&lt;br /&gt;Mafalda focou a sua atencao no rapaz. Sentia-se perturbada pela sua presenca. Interpelou-o. "Como se chama?", perguntou com voz meiga. "Xavier", respondeu ele, mal erguendo os olhos da sua bebida. "Xavier, vamos fazer um brinde... Aos dessintonizados! Que um dia finalmente desistam...", disse Mafalda, num tom candido.&lt;br /&gt;Na manha seguinte, o corpo de um homem de trinta e picos foi encontrado num quarto do setimo andar. Pelo estado avancado de decomposicao, e por nao haver indicios do corpo ter sido trazido de outro lado, a policia determinou que estaria ali ha ja uma semana. Em resultado disto, Mercedes foi despedida, por lhe ter escapado o pormenor obvio de haver um cadaver a apodrecer num dos quartos que ela deveria limpar diariamente. Sentindo-se injusticada, Mercedes resolveu voltar a servir o seu veneno de eleicao, juntando cianeto a uma garrafa de vinho do porto guardada para a celebracao do aniversario do Hotel Cristal, agendada para dai a uma semana.&lt;br /&gt;Quanto a identidade do homem... apesar de todos o ja terem visto, ninguem o soube reconhecer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-114419192391986403?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/114419192391986403/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=114419192391986403&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114419192391986403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114419192391986403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/04/der-uberlendes-end-parte-ii-by-stela.html' title='Der Uberlende&apos;s End - parte II, by Stela'/><author><name>smallworld</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_hBv9V_x9QoQ/SwcSSm9hsUI/AAAAAAAAAiU/q_c6lWqRNHg/S220/PICT1146.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-114376141317730854</id><published>2006-03-31T00:27:00.000+01:00</published><updated>2006-03-31T00:30:13.210+01:00</updated><title type='text'>Um texto...</title><content type='html'>Não estou morta...pode parecer, eu sei. Não me sinto capaz de dar resposta ao desafio de D. U. Todavia, quis deixar aqui um texto...uma continuidade (espero que se sigam mais) de um texto que já aqui publiquei chamado "Corredores". Aqui vai a parte II...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá fora o sentido dilui-se. Cá fora não há sentido. Pelo menos assim o sentia.&lt;br /&gt;            Antónia correu, correu rápida e descoordenadamente, rompendo a chuva, gritando de uma forma lancinante. A segurança dos corredores, o ruído dos passos constantes das enfermeiras que se bamboleavam zombando da nossa (a)normalidade como se dominassem as regras do comportamento esperado, como se soubessem. Os corredores brancos, frios, inóspitos. Os ecos ensurdecedores de quem por ali ora se arrasta, ora se arremessa.&lt;br /&gt;            Correu, correu, correu…&lt;br /&gt;            Não havia ninguém àquela hora. No passadiço da praia não há seres vivos numa madrugada de Outono. Parou. Parou bruscamente e deixou-se cair de joelhos. Levou as mãos à cabeça e acocorou-se. As lágrimas insinuavam-se….regressara tudo outra vez…&lt;br /&gt;            Não sei quanto tempo assim esteve. A chuva havia abrandado. Reparei que Antónia se havia sentado junto do passadiço, meio na areia, meio no passadiço. Olhava, com um olhar incrédulo o mar….altivo, poderoso, ruidoso, descoordenado. Antónia agarra-se à vida por um fio. Desafia o limite. Não consegue dar-se a alguém, falar, de facto, com alguém…entregou-se à única solidão possível, a de nunca se saber só. Não consegue dar. Deu tudo e tudo lhe foi tirado.&lt;br /&gt;            Há quinze dias que é recepcionista de um hotel. Há quinze dias que procura não se esquecer de registar as mensagens na recepção. Há quinze dias que se esforça por não trocar os números dos quartos. Há quinze dias que repete de forma mecânica surda, as mesmas palavras ao telefone. Também há quinze dias que lhe exigem simpatia e dedicação. Como pode? Há quinze dias que vê amores de segunda subirem apressadamente as escadas ou entrarem no elevador. Há quinze dias que vê o amor se confinar ao momento, ao efémero.&lt;br /&gt;            Não era assim…não era assim…lembrava-se de Ana…sem elevador, sem escadas, sem chave do quarto. O amor dava-se no olhar, nas palavras abafadas pelo espanto, pela incógnita. O amor acontecia, embaraçado, no olhar.&lt;br /&gt;            Há quinze dias que se pergunta se o seu amor se renderia ao efémero…&lt;br /&gt;            Ana vivera sempre num mundo que não era o seu. A sua vida era leve, de uma leveza esmagadora que nos fere pela sua superficialidade, mas nos cativa pela sua força arrebatadora. Tudo para Ana tinha fronteiras bem definidas: o bem, o mal, o justo e o injusto. Ana vivia do ar que tragava sofregamente e que lhe inundava o peito de momentos vãos. A leveza estava no toque, no olhar, no andar altivo e saltitante, docemente desengonçado, como se simulasse, a cada passo uma dança qualquer.&lt;br /&gt;            Eu conhecia Ana muito bem, talvez melhor do que a própria Antónia. Costumava vê-las com frequência. Viviam juntas desde os anos da faculdade…seis, se não me engano, seis anos…viveram naquele prédio seis anos…até àquele fim de tarde…&lt;br /&gt;            Nas noites quentes de Verão, Ana vinha sentar-se no passeio a desenhar bonequinhos, no chão, com um pauzinho…aqueles bonecos infantis: uma bola a fazer de cabeça e “galhos” a fazer de mãos e braços…Antónia observava. Antónia era a terra, o peso, a dureza. Muito introspectiva, tragava e digeria cada momento ruminando, lentamente, as emoções. Nessas tardes imprevistas, depois de uma breve e silenciosa companhia a Ana, Antónia costumava subir para casa e deitar-se no chão da sala a ouvir música…Bach. Fechava os olhos e deixava que os acordes lhe trespassassem a carapaça feita de fragilidade recusada. Deixava que a música lhe entrasse pelos poros abertos do calor do dia e lhe causasse aquele formigueiro que gostava de sentir. Bach era o que havia roubado para si. Ana não percebia Bach, Ana não percebia o que era a arte da fuga….logo Ana, que vivia fingindo que a fuga não existe…Ana não entendia que a vida era muito mais do que perder-se no passeio a desenhar bonequinhos estilizados em tardes perdidas e imprevistas. Ana não compreendia que não há bem, nem mal, que há apenas e só, o possível. Ana não via que o mundo é real. Pairava algures, num cenário etéreo feito de leveza e oxigénio. O oxigénio saia-lhe pelos cabelos e inundava a sala de frescura. Era uma corrente de ar com toque de maresia, esse fresco que entrava pela sala, enquanto Bach invadia os poros… Ana era isso…Antónia era espessa.&lt;br /&gt;            Passaram quase oito dias desde que Fernanda, uma ex-vizinha do meu antigo prédio, me ajudou a regressar do passadiço da praia…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-114376141317730854?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/114376141317730854/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=114376141317730854&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114376141317730854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114376141317730854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/03/um-texto.html' title='Um texto...'/><author><name>redbackspider</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09751631854123391646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-114372880042850250</id><published>2006-03-30T15:24:00.000+01:00</published><updated>2006-03-30T15:32:20.380+01:00</updated><title type='text'>Perdi o guarda-chuva e lembrei-me de...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Escrever: apetece. Nem se sabe bem porquê. Não é preciso. Pode ser do fígado ou dos intestinos. Ou simplesmente porque as pontas dos dedos precisam de ser polidas. Por sorte, as impressões digitais gastam-se e passo a ser ninguém. Bem, chega de metáforas e meios sentidos, quando se escreve é para ser a sério. Há que criar respeitabilidade na tasca, mostrar que se é profundo e circunspecto nas palavras. Quanto menos se compreender melhor, ganha-se ares de deprimido, sisudo e sabedor. Convém também cultivar a solidão, confere uma aura penetrante à coisa. E ao falar, carrega-se no sobrolho para a narração fluir erudita. E agora deixo-te um conselho: sempre que te dirigirem a palavra, pede para repetir e dá a entender que os teus pensamentos andavam longe… quem sabe entre Nietzsche ou Platão. E é tudo, por hoje não tenho mais nada a dizer.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-114372880042850250?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/114372880042850250/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=114372880042850250&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114372880042850250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114372880042850250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/03/perdi-o-guarda-chuva-e-lembrei-me-de.html' title='Perdi o guarda-chuva e lembrei-me de...'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-114270793882920326</id><published>2006-03-18T18:49:00.000Z</published><updated>2006-03-18T18:52:18.843Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/04/querido-av-500-palavras-chegaro-para.html"&gt;&lt;strong&gt;Morreste-me&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Não acreditavas que o Homem foi à Lua. Agora chegaste finalmente lá. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-114270793882920326?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/114270793882920326/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=114270793882920326&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114270793882920326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114270793882920326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/03/morreste-me-no-acreditavas-que-o-homem.html' title=''/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-114211117452541295</id><published>2006-03-11T21:06:00.000Z</published><updated>2006-03-11T21:06:14.636Z</updated><title type='text'>O Derradeiro Desafio Parte II: Der Uber's End</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Desafio Parte II Especial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme prometido, aqui está a explicação do que se vai passar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Der Uberlende vai ser &lt;strong&gt;eliminado&lt;/strong&gt;. E a minha proposta é que (além da minha versão) sejam voces a fazê-lo, na sequência de uma primeira parte que vos apresento.&lt;br /&gt;Cabe a cada um dos interessados escrever a segunda e derradeira parte da história do Der Uber, mas com 3 condições:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Esta é a última vez que eu escrevo como Der Uberlende. A morte da personagem vai equivaler ao desaparecimento da blogosfera. O perfil do Der Uber vai ser efectivamente desactivado. No entanto, como dizia Lavoisier, "nada se perde, tudo se transforma..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Na vossa versão da Parte II tem que haver uma referência, directa ou indirecta, a pelo menos uma personagem dos contos do Der Uberlende, com o devido hyperlink para o conto em causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - A 13 de Abril de 2006 publico a minha versão II e dou por encerrado o Desafio. Não vai haver qualquer tipo de extensão do prazo. Mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos os que me acompanharam, o meu sincero agradecimento e reconhecimento por todo o apoio que deram ao longo destes 14 meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cordiais saudações a todos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Der Überlende&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;11 de Março de 2006&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Der Uber’s End (Parte I)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De algum modo, parece que ele sempre soube como ia ser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À primeira vista, não havia nada que o distinguisse dos restantes ‘zés-ninguém’ que passavam ocasionalmente pelo Hotel. No entanto, havia algo naquele homem, algo estranho e docemente perverso se escondia no sorriso assimétrico e no olhar arrepiante, pois tinha tanto de meigo como de sádico. De todas as criaturas iverossímeis que já haviam sido registadas no livro de visitantes do Hotel, este foi o que mais me chamou à atenção. Não porque fosse óbvio o que ele viera ali fazer. Precisamente o oposto. Não conseguia entender se se tratava de mais um&lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/03/estranha-500-palavras-para-um-blog_09.html"&gt; quadro-médio à procura de uma noite de aventura com uma das pegas do bar do lobbie&lt;/a&gt;, se de um desses &lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/05/dp2-presso-parte-ii-por-der-uberlende.html"&gt;engenheiros prepotentes &lt;/a&gt;que viera para o Hotel assistir ao Encontro de Estruturas Anti-Sísmicas que decorria na ‘Sala Golden’, ou simplesmente um viajante, um &lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/01/era-capaz-de-jurar-que-j-te-tinha.html"&gt;vagabundo do limbo &lt;/a&gt;que decidira assentar a poeira e beber um copo no Hotel Cristal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele vestia um fato cinzento escuro de corte italiano, casaco desabotoado a mostrar a camisa branca de seda e a gravata vermelho sangue que parecia escorrer do seu pescoço que rodava suavemente, parecendo querer descontrair a cabeça cansada que procurava repouso ou concentração. O porte elegante, embora pouco vistoso, contrastava fortemente com uma pasta de couro ‘batida’ e velha que segurava com firmeza na mão direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chovia torrencialmente lá fora, a noite fria e tempestuosa dos primeiros dias de Março era o oposto do dia quente e ameno de Sol que estivera poucas horas antes. De facto, se bem me lembro, o temporal parecia rugir baixinho, como um cão ameaçador que permanece deitado e aparentemente calmo enquanto rosna ao se aperceber da chegada de um estranho. Uma das habitués do átrio comentou baixinho que a noite estava a deitar as garras de fora, adivinhando uma madrugada violenta e um alvorecer morbido e frio. Típica observação da &lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/02/cordeiro-500-palavras-para-um-blog.html"&gt;Mary&lt;/a&gt;, sempre agarrada ao seu porta chaves, com um bonequinho de cordeiro meio sujo e desgrenhado, enquanto esperava pelo cliente certo, de preferência bem mais velho que ela, que não devia ter mais do que 20, 21 anos. Ninguém sabia bem de onde ela vinha, mas corriam boatos arrepiantes que crescera no campo no seio de uma família aparentemente pacífica e de boas maneiras. Até que um dia foram dar com eles brutalmente assassinados, despedaçados e desfigurados pela lâmina ferrugenta de uma foice. A Mary teria sido poupada ao massacre, e foi encontrada suja de sangue e catatónica, enrolada sobre si própria por baixo da bancada de ferramentas do avô. Não teria mais de 10, 11 anitos dizem. Nunca se soube quem fora o assassino, um brutal psicopata que se mantem a monte passado todos estes anos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele dirigiu-se à recepcionista e perguntou pelo nome de uma tal Mafalda. &lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/02/tnel-500-palavras-para-um-blog.html"&gt;Sarah&lt;/a&gt;, a recepcionista, afirmou não conhecer ninguém com esse nome, que ele deveria estar a fazer confusão com o Hotel, sugerindo mesmo que essa pessoa pudesse estar registada sobre outro nome, ou fosse apenas uma das frequentadoras do bar. Ele sorriu, com aquele charme oblíquo e quase enternecedor que o caracterizava, afirmando que pretendia um quarto para aquela noite, independentemente de Mafalda lá estar ou não. Sarah anuiu e pediu-lhe o nome. “Uberlende”, respondeu ele entre dentes, fixando os seus olhos escuros nos azuis metálicos de Sarah, que embora já nos seus ‘trintas’, mantinha o charme de criança atrevida que rouba beijos aos seus jovens pretendentes, às escondidas das amigas. A sua jovialidade e electricidade pareciam cativar o visitante, que passando suavemente a sua mão gelada sobre a de Sarah lhe segredou: “Trate-me por Der Uber”. Sarah respondeu com um risinho adolescente, mordiscando o lábio inferior enquanto volteava os olhos e mexia o cabelo, afirmando “Der Uber, bem vindo ao Hotel Cristal. Da minha parte tudo farei para que a sua estadia seja o mais agradável possível!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Der Uber despedia-se de Sarah com um piscar de olhos e voltava-se agora para o bar. Ao passar no átrio não deixou de reparar em Mary, que cantarolava baixinho enquanto afagava o seu cordeiro, do mesmo modo que achou deveras deliciosa a maneira como duas mulheres muito bonitas, com um inconfundível sotaque brasileiro, faziam as delícias do &lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/dcp-predador-por-der-uberlende-j-que.html"&gt;playboy louro e atlético &lt;/a&gt;que as galava de alto a baixo, com a firme convicção de que hoje a caça era a dobrar, e que um festim de sexo sem tabus o esperava no quarto das graciosas garotas. “Hum, carninha fresca e deliciosa”, lia-se nos seus olhos de narciso..&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;No corredor que dava acesso ao bar via-se uma série de antigas fotografias, onde se podia ver a história dos antigos proprietários, com pequenos trechos de texto a acompanhar. Numa das fotos mais antigas, meio desgastada pelo tempo e pela passagem por outros sítios que a dourada moldura não deixava adivinhar, via-se um homem de aspecto duro e austero, bigode revirado e olhos minúsculos, vestido com um pesado fato negro típico dos nobres endinheirados e demasiado tementes a deus que fizeram fortuna e miséria no virar do século passado. Ao seu lado estava uma pequena rapariga, franzina e com um ar assustado, tranças longas e sardas, pálida como cera e com a face da doença estampada no rosto. Pobre criança, que teria sido feito dela, figura patética e fraca agarrada à sua bíblia revestida de couro negro. “&lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/04/o-livro-negro-parte-1-500-palavras.html"&gt;O fundador do Hotel Cristal” D. Damião Trancoso de Arryaga e a sua Filha D. Augusta Benedita, 1919&lt;/a&gt;”. Ao lado, a foto do penúltimo dono, um&lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/04/tempus-fugit-500500500500-palavras_18.html"&gt; empresário de Lisboa, falecido num brutal acidente de automóvel quase à porta da casa &lt;/a&gt;onde vivia a sua mulher e filha. Lá estava ele, com dois amigos ao seu lado, rindo despudoradamente. “Dr. Henrique Silvestre e seus sócios Eng. Braga Magalhães e Dr. José Batalha, Quénia 2001”. Em letra pequena se lia por baixo da legenda principal: “Para nós chegaste a casa, são e salvo, como estarás sempre no nosso coração. Laura e Sofia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uber sentava-se tranquilamente no banco alto do bar, pousando a estoirada mala de couro no chão e esfregando os olhos de um cansaço ligeiro mas indisfarçável. Um &lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/03/rdio-500-palavras-para-um-blog.html"&gt;rapaz magro e macilento &lt;/a&gt;sentava-se dele e com os braços cruzados sobre o balcão comentou “ Não sei como suportam esta música de elevador... a ter que aturar estes pianistas enfadonhos de pseudo-pop-jazz prefiro mil vezes ficar em casa a escutar rádio, de preferencia na solidão e silêcio da noite. Era o que deveria ter ficado a fazer hoje... mas enfim... dizem que mesmo os espectros gostam de companhia uma vez ou outra, não é?”. Uber ouvia-o, sem contudo olhar directamente para ele. Sentia-se incomodado com a sua presença, parecia que o ar se enchia de electricidade estática, crepitando com estalidos secos e gemidos agudos a sibilar baixinho. Devia ser a trovoada que se agravava, enchendo o ar de iões conflituosos à procura de almas instáveis para soltar aderradeira faísca. O barman entretanto aproximou-se deles e perguntou a Uber o que iria ser. Ele pediu um ’black russian’, ao que o barman respondeu “Vodka com licor de café, certo? Em copo alto ou curto?”. “Curto, pouco gelo por favor”, respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, entrava no Hotel uma morena de caracois largos e abundantes, corpo delicado mas extremamente bem torneado, com um vestido negro justo e um longo casaco de cabedal, igualmente negro como a noite que se pusera lá fora. Vinha sozinha e parecia saber perfeitamente ao que vinha. À medida que se aproximava de Sarah, a recepcionista, caminhava majestosamente, como a última das herdeiras de Lucrécia Borgia. Exibia um misto de candura inocente e de instinto assassino, marcando a lume a retina dos que ousavam olhar para ela. Sarah engoliu em seco quando ela chegou ao balcão e pousou a pequena bolsa de veludo vermelho sangue, exactamente da cor da gravata de Uberlende, baixando os óculos de lentes ligeiramente escurecidas enquanto perguntava: “Procuro um senhor chamado Uberlende, Der Uberlende”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Fim da Parte I)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-114211117452541295?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/114211117452541295/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=114211117452541295&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114211117452541295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114211117452541295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/03/o-derradeiro-desafio-parte-ii-der.html' title='O Derradeiro Desafio Parte II: Der Uber&apos;s End'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-114143362287472724</id><published>2006-03-04T00:53:00.000Z</published><updated>2006-03-04T00:53:43.000Z</updated><title type='text'>o último fôlego de Der Uberlende</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;all things come toward their end&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o Der Überlende vai morrer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e vocês vão ser os autores da sua morte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brevemente contarei como vai ser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ave Caesar, Morituri Te Salutam&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.U.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-114143362287472724?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/114143362287472724/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=114143362287472724&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114143362287472724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114143362287472724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/03/o-ltimo-flego-de-der-uberlende.html' title='o último fôlego de Der Uberlende'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-114129448884376978</id><published>2006-03-02T10:14:00.000Z</published><updated>2006-03-02T10:14:48.860Z</updated><title type='text'>As minhas cinco manias; booklover</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;1. Gosto de dormir com uma meia de cada cor. Há anos que faço isto. Um dia calcei um par trocado para dormir e gostei tanto, tanto, tanto… que passei sempre a usar um par de cores diferentes. Não acredito que seja por superstição nem nada que se pareça. Gosto, só isso. E até me começo a sentir mal se, por distracção, me deitar com meias da mesma cor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Quando não tenho nada que fazer e estou numa mesa/secretária começo a limpar o relógio de pulso. Com qualquer coisa que esteja à mão, tipo um clip ou a ponta de uma caneta… limpo minuciosamente todas as frinchas e cantinhos que possam ter acumulado sujidade. E acreditem, é incrível a quantidade de lixo microscópico que o nosso relógio pode acumular. Quando acabo a rotina do relógio, se continuar sem nada para fazer, passo ao telemóvel. E se estiver por casa passo depois para o teclado do computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Material de escrita. Não consigo escrever muito tempo com qualquer caneta. Tem de ter obrigatoriamente a ponta fina, de preferência tamanho 0,7. E não escrevo na primeira linha de qualquer folha, começo sempre pela segunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Tenho a mania que sei tudo sobre literatura. Que conheço todos os autores, todos os livros… E quando alguém me fala num escritor completamente desconhecido para mim, zango-me comigo própria e pergunto-me insistentemente: “Como é que é possível nunca ter ouvido falar dele?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Gosto de dormir com a porta do guarda-fatos aberta. Desde pequenina que o faço. Achava que era um bom esconderijo se assaltassem a casa. Habituei-me e pronto, já a abro mecanicamente quando me vou deitar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-114129448884376978?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/114129448884376978/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=114129448884376978&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114129448884376978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114129448884376978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/03/as-minhas-cinco-manias-booklover.html' title='As minhas cinco manias; booklover'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-114121157770803125</id><published>2006-03-01T10:59:00.000Z</published><updated>2006-03-01T11:12:57.723Z</updated><title type='text'>5 manias...é o fim!</title><content type='html'>Ai...fui desafiada para uma coisa impensável...ainda por cima ando "arredada" do blog por motivos profissionais...agora vou ser banida...depois de toda a gente ficar a saber as minhas manias...ai vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Tenho a mania terrível de não repor as coisas que terminam nas minhas mãos, ou pior, deixar um restinho que não serve para ninguém, do género: acabar o papel higiénico e não repor (ou deixar uma folhinha minúscula!!), acabar a água na garrafa e não repor (ou deixar o miserável restinho....), deixar uma tosta na caixa...ehehe...horrível, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Acumulo no carro caixas de Trident Fruit vazias, bem como moedas da 50 cêntimos para os carros dos hipermercados...(as caixas andam no porta-luvas, na porta do carro, etc...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Tenho a mania de passar "n" tempo a ler os rótulos de tudo quanto é produto que compro para ver se não tem aqueles E cancerígenos (tenho uma lista em miniatura no meu porta-moedas que serve para tirar as dúvidas) e, também, a ver se não tem leite, ovo ou clara de ovos, ou glutamato monossódico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- É horrível...às vezes parece que ando sempre com amesma roupa...tenho a mania de comprar tudo preto/cinza/castanho e ainda por cima, se encontro umas calças que me ficam bem, compro três ou quatro iguaizinhas, dentro dessa vasta paleta de cores...ou seja, tenho várias calças TODAS iguais, inclusive, na cor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Tenho a mania de comer cenouras cruas a toda a hora e arroz  frio, do frigorífico, cada vez que o abro e está por lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xi.....chocados? Pois é...e contei as mais simples...as outras...UI...não me atrevo....&lt;br /&gt;Beijinhos.&lt;br /&gt;Adorei o desafio. Só não convoco outros bloggers porque não conheço...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-114121157770803125?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/114121157770803125/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=114121157770803125&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114121157770803125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114121157770803125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/03/5-manias-o-fim.html' title='5 manias...é o fim!'/><author><name>redbackspider</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09751631854123391646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-114120875648202875</id><published>2006-03-01T10:23:00.000Z</published><updated>2006-03-01T10:25:56.506Z</updated><title type='text'>5 Manias da Vera</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Muito obrigada Der Uberlende por me fazer partir a cabeça a tentar encontrar 5 bloggers a quem passar a batata quente...:)&lt;br /&gt;Bem então vamos lá chocar o pessoal...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;ATENÇÃO tudo o que vai ser dito em seguida é pura verdade, por mais fictício que possa parecer..&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1.        Primeiro, uma das minhas piores manias, é a de falar sozinha, e não é pouco, pareço maluca, mas é de facto algo que não consigo evitar, é tão bom receber sempre as respostas correctas, chegar a conclusões a que não chegaria da forma convencional... Mas não em público, ainda tenho alguma vergonha na cara...Pergunto e respondo a mim própria (talvez seja por ser filha única), o que já me disseram ser sinal de que a minha conversa privada, passou para a próxima fase...&lt;br /&gt;2.        Como tenho uma memória pouco segura, escrevo compulsivamente listas do que tenho para fazer, por mais banal que a coisa seja. já cheguei ao cumulo de programar o dia numa folha A4 com tarefas com o nome almoçar e tomar banho...Já tentei parar, reabilitar-me, mas é mais forte do que eu... e pior ainda, eu nem preciso delas, não as leio...&lt;br /&gt;3.        Sou viciada em pipas de girassol, (são a minha verdadeira heroína), sempre que vejo X-Files, e o Mulder está a comer daquilo, penso, ora aqui está a minha alma gémea... chego a ficar com os lábios cortados e não conseguir parar...&lt;br /&gt;4.        Tenho a mania que canto bem, e acho que canto......mas sou demasiado tímida para cantar em público... por isso quando alguém me pede para cantarolar uma música que ninguém se lembra eu canto muito baixinho, dando a impressão de que sou uma cana rachada... mas não sou... são anos e anos de treino a cantar desde o pop ao fado num sótão com uma acústica maravilhosamente ecoante.&lt;br /&gt;5.        Finalmente, sou altamente crítica, tenho um humor negro, e faço, assim um bocado como Der Uberlende (coincidência que achei engraçada), um papel de analista Freudiana, criticando silenciosamente os desconhecidos que me passam pelos olhos, imaginando-os nas situações mais estranhas, e até chego a rir me sozinha, (em locais públicos), de tão absorta que estou nos meus cógitos...imagino os velhos novos, e os novos velhos, o que estão a pensar, o que pensariam, o que fazem sem ninguém saber, a monótona vida pessoal que levam, ou que não chegam a ter...enfim, é o mal de ser “escritora” J todos os pormenores são arte... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora a parte pior... nomear mais 5... muito sinceramente, não conheço bloggers, sou demasiado leiga nestas coisas de bloggar... por isso vou fazer como costumo fazer àqueles mails que nos mandam a dizer “se não mandares a 10 pessoas vais ter azar” e tal...ignoro a parte que não interessa, neste caso a que não consigo concretizar...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-114120875648202875?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/114120875648202875/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=114120875648202875&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114120875648202875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114120875648202875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/03/5-manias-da-vera.html' title='5 Manias da Vera'/><author><name>Musera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08479915293211285709</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-114080842031766899</id><published>2006-02-24T19:06:00.000Z</published><updated>2006-02-24T19:13:40.336Z</updated><title type='text'>As minhas 5 manias</title><content type='html'>1.Quando guio, abro sempre a janela do carro um pouco, mesmo que chova a potes ou esteja um frio de rachar. Acho que isto herdei do meu pai, que faz exactamente o mesmo e detesta ir no carro com todas as janelas fechadas. Só mesmo se cair granizo do tamanho de bolas de tennis. Mas nesse caso, o mais provável é ficar em casa, pelo que a questão já não se põe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.Tenho a mania de usar sempre os mesmos brincos, ainda que tenha 20 e tal pares diferentes (no outro dia contei-os). Não é uma questão de favoritismo, mas de preguiça em mudar de brincos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.Tenho a mania de analisar tudo e todos, inclusive (e sobretudo) a mim própria. Não há amigo/familiar meu que não tenha passado pelo meu escrutínio de psicóloga da treta. Não fico satisfeita enquanto não chego ao âmago emocional da pessoa (or so I think). Depois, escarafuncho, escarafuncho, escarafuncho nas feridas dessa pessoa e no final, aconselho-a a ir a um psicólogo. Ocasionalmente, recebo agradecimentos por isso. Outras vezes, nem tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.Às vezes tenho a mania de que sou esperta, como o Der Uber. Eu diria até que tenho a mania que sou genial, bué esperta MESMO, embora noutras ocasiões tenha a forte suspeita de que sou brutalmente estúpida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.Tenho a mania de nunca afirmar nada com clareza e exactidão e de encontrar sempre espaço para dúvida razoável. Exemplo típico é quando não gosto de alguém, ser incapaz de dizer “o/a gajo/a é um/uma idiota”. Digo sempre “é um pouco idiota, mas pode ser só impressão minha”, “não foi muito simpático”, não gosto muito dele, mas posso tê-lo apanhado num mau dia”. Mas isto se calhar nem é uma mania, até pode ser uma qualidade, embora outros achem que é falta de personalidade. Vai na volta é personalidade a mais, quem sabe… Já perceberam a coisa, não é? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para responder a este desafio eu escolho: &lt;a href="http://futuroblue.weblog.com.pt/"&gt;Puta_madre&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://wherever-you-are.blogspot.com/"&gt;Guida&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.achasistonormal.blogspot.com/"&gt;Helena&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://bichodoouvido.blogspot.com/"&gt;Earworm&lt;/a&gt;, e &lt;a href="http://correioverde.blogspot.com"&gt;Correio Verde&lt;/a&gt;. E mai nada. Não chorem, que não vale a pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-114080842031766899?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/114080842031766899/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=114080842031766899&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114080842031766899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114080842031766899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/02/as-minhas-5-manias.html' title='As minhas 5 manias'/><author><name>smallworld</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_hBv9V_x9QoQ/SwcSSm9hsUI/AAAAAAAAAiU/q_c6lWqRNHg/S220/PICT1146.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-114071343874346202</id><published>2006-02-23T16:50:00.000Z</published><updated>2006-02-23T16:50:38.836Z</updated><title type='text'>5 Manias; por Der Uberlende</title><content type='html'>Desafio 5 Manias (ou como a Lua de Inverno me decidiu provocar...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5  Manias; por Der Überlende&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Estranhos sabores. Gosto de misturar elementos aparentemente imiscíveis. Já tive a pancada de comer ao lanche um iogurte bebível de limão absolutamente gelado com uma sandes de pão integral torrado com goiabada. Agora ando numa de fazer saladas de pescada cozida, laranja, agrião, rúcula, kivi e pedacinhos de broa torrada in extremo. Outros estranhos menus se seguem, mas nenhum mete cabidela ou chouriço de sangue;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Adoro cortar as unhas bem rente com uma tesoura bem afiada e muito lentamente. Adoro sentir o corte limpo e preciso da queratina, assim como o som das lâminas da tesoura a fechar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Tenho a mania de que sou esperto. Gosto de pensar que serei sempre capaz de argumentar e contra-argumentar com quem quer que se meta comigo. Adoro a discussão e lançar a confusão, provocação e a contradição para cima da mesa. Uma amiga minha chama-me insistentemente Nicolau, ainda não percebi porque... Ah, claro que já me tramei muitas vezes com a mania das espertezas, mas fico sempre com a sensação de que, de algum modo, me safei q.b. Essa mania das espertezas atinge o zénite quando o tema em discussão é música. Ai admito, sou um elitista do c...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Não consigo fazer xixi dentro de água... Posso estar à 18 horas na praia e com os rins a rebentar e estar num sitio semi-deserto sem ninguém à minha volta. Simplesmente o meu sistema urinário recusa-se a responder às minhas preces. Onde é que é a porra da casa de banho mais próximaaaaaaaa!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Adoro observar as pessoas, especialmente desconhecidos no meio do trânsito ou da confusão do metro ou comboio. Gosto de reparar naqueles seres que transpiram perversão, que algo errado lhes vai na alma, que estampam na testa pecados banais ou mesmo algo mais. Gosto de imaginar que estórias guardam, que segredos tem, do que seriam capazes no sítio certo, na altura certa...com as pessoas erradas! Que relatos magníficos devem guardar, que segredos deliciosos, que mentiras cobardes ou medos aterrorizantes guardam dentro daqueles corações palpitantes. Se ao menos eu conseguisse escrever as suas estórias... Ou torturá-los até as sacar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agroa parece que tenho que convocar 5 companheiros. Seja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;booklover;&lt;br /&gt;Vera;&lt;br /&gt;stela;&lt;br /&gt;redbackspider;&lt;br /&gt;silentchild.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As regras:"Cada blogger nomeado tem de enumerar cinco manias suas, hábitos pessoais que os diferenciem do comum dos mortais.E além de tornar público o conhecimento dessas particularidades, terão de nomear cinco outros bloggers para participarem igualmente no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs, aviso do "recrutamento".Além disso cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blog."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-114071343874346202?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/114071343874346202/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=114071343874346202&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114071343874346202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114071343874346202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/02/5-manias-por-der-uberlende.html' title='5 Manias; por Der Uberlende'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-114001325640580442</id><published>2006-02-15T14:16:00.000Z</published><updated>2006-02-15T14:20:56.420Z</updated><title type='text'>Fumei um charro e…</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fui engolido pelo útero materno. Afoguei-me no líquido amniótico. Exausto, compreendi que conseguia flutuar à sua superfície. Carinhosamente, como um afago no pêlo de um cão. Senti-me quentinho e doce no embalo da ternura maternal. Novamente: dois corpos, um só espírito. O cordão umbilical associou-se à minha excrescência. Um só cordel, um só amor: inquebrável. Ouvi, outra vez, uma voz açucarada a sussurrar-me: “meu tesouro, minha alma”. nhac nhac nhac: o filho da p. do cordão enrolou-se no pescoço e pôs-me roxo. boom: fui parido outra vez. Cabrões: pegaram em mim pelas pernas e deram-me uma palmada no rabo. Virei-me e fui-lhes ao focinho: zás. Assim sem mais nem menos! Zás: já está! O meu corpo frio e nu estava coberto de porções carcomidas de sangue. A placenta arrochou e eu arranquei-a furioso como um cão sarnento cheio de comichão. Cambaleei, esqueci-me que já não sabia andar. Oh, teria de reaprender tudo outra vez. Rastejei até dar uma cabeçada na porta. Foi então que abri os olhos enovoados e descobri que estava deitado na posição fetal.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-114001325640580442?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/114001325640580442/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=114001325640580442&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114001325640580442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/114001325640580442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/02/fumei-um-charro-e.html' title='Fumei um charro e…'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113990809060832267</id><published>2006-02-14T09:03:00.000Z</published><updated>2006-02-14T09:08:10.626Z</updated><title type='text'>Vida de Cão – Ilusão ,Desilusão, Realidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1232/1040/1600/cao.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 158px; CURSOR: hand; HEIGHT: 159px" height="254" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1232/1040/320/cao.jpg" width="203" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Poochie era um cachorrinho. Na sua infância, ao lado dos sues três irmãozinhos, julgava-se extremamente fofinho. Ninguém tinha um pelo como ele, mais suave que a relva daquela vizinha rica, uns olhos melosos e matreiros que o levavam a conseguir tudo o que queria, as suas aptidões de caça, dignas de um cão adolescente, e a sua raça, rafeiro, inteligente e filho do povo, selvagem como a Deusa manda...&lt;br /&gt;Sonhava que, um dia quando crescesse, e herdasse o território da sua família, conseguiria conquistar o terreno ao lado do talho àquele gordalhão do bulldog, que a dona abandonou por ser tão feio.&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1232/1040/1600/cao_rodape.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 108px; CURSOR: hand; HEIGHT: 115px" height="147" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1232/1040/320/cao_rodape.jpg" width="134" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Seria um cão rico, oh sim, e respeitado... Multiplicaria a sua família por três, por quatro, não, por cinco vezes.&lt;br /&gt;Teria muitas cadelas, para educar os seus filhos, seria um verdadeiro sultão.&lt;br /&gt;Um a um todos os seu irmãozinhos eram levados, um atrás do outro. O seu irmão Bobby, é hoje um cão polícia, mas está a ficar velho. A Nina foi para a casa da vizinha rica, coitada, cortaram-lhe o pelo todo, e quase jurava tê-la visto com uma coisa cor-de-rosa felpuda agarrada às orelhas.&lt;br /&gt;Mas o seu irmãozinho Snoopy foi o mais desgraçado, só conseguiu arranjar um emprego humilhante a guardar ovelhas. Se conhecêssemos o nosso pai, com certeza que ele iria ficar muito desiludido por saber que ele vive a proteger a caça.&lt;br /&gt;Poochie sabia que com ele seria diferente, tinha de ser.&lt;br /&gt;Com dois anos, era já um jovem cão, o seu pelo branco e felpudo fora substituído por um emaranhado seco com aspecto de pedra pomes, os seus olhos, ainda melosos, contrastavam enormemente com o seu aspecto magro e rafeiro.&lt;br /&gt;Poochie amaldiçoava a Deusa por lhe ter tirado o bom aspecto. Não fora para isto que ele guardara religiosamente, todos os dias, o melhor osso para ela.&lt;br /&gt;Com cinco anos, adulto, tentara a sua sorte ao perseguir o seu sonho. Estava a ficar magro e precisava de viver mais perto do alimento.&lt;br /&gt;Barry o bulldog, deu-lhe uma grande tareia, e Poochie ficou coxo. Sem dúvida isto não estava a correr bem.&lt;br /&gt;Tudo se complicara quando ele se apercebeu que nenhuma jovem cadela voltara a acasalar com ele. Já somente a velha Betsy se mostrava disponível, mas Poochie não queria parecer desesperado.&lt;br /&gt;Resolvera emigrar.&lt;br /&gt;Mudou-se para o quarteirão do parque, onde os humanos costumavam passear os seus amigos.&lt;br /&gt;Hoje Poochie, com doze anos está velho, vivera o resto da sua vida sem ambição, vagueando pelo parque, comendo o que as pessoas gentilmente lhe ofereciam, fugindo todas as noites dos homens do canil, e a sua única conquista fora o pequeno refúgio por detrás dos arbustos onde vivia.&lt;br /&gt;Vira novamente os seus irmãozinhos. O Bobby tivera um funeral de pompa e circunstância, com barulhos assustadores e humanos a deitar agua dos olhos.&lt;br /&gt;A Nina, embora sua irmã gémea, mantera o seu pelo branco macio e bebia água de uma tigela prateada.&lt;br /&gt;Até o Snoopy tivera um destino mais agradável, o seu dono mandara empalhá-lo, será para sempre uma estátua viva da sua memória.&lt;br /&gt;É dura a realidade, porém irreversível.&lt;br /&gt;Poochie enroscara-se no seu monte de folhas secas e adormecera.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113990809060832267?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113990809060832267/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113990809060832267&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113990809060832267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113990809060832267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/02/vida-de-co-iluso-desiluso-realidade.html' title='Vida de Cão – Ilusão ,Desilusão, Realidade'/><author><name>Musera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08479915293211285709</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113899002684330238</id><published>2006-02-03T18:07:00.000Z</published><updated>2006-02-03T18:11:33.613Z</updated><title type='text'>Contradição; por Der Uberlende</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Contradição&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomem este exemplo, por favor&lt;br /&gt;dissequem-no como Galeno fazia aos cadáveres proibidos&lt;br /&gt;e a demais ditadores não deis ouvidos&lt;br /&gt;pois a palavra é a flecha venenosa&lt;br /&gt;que mata o coração de forma vergonhosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se outro vos contar da Desditosa&lt;br /&gt;não lhe tomais atenção, são calúnias&lt;br /&gt;recusai desses abutres as suas pecúnias&lt;br /&gt;ignorai as penas negras da ave agoirenta&lt;br /&gt;que ferem olhos sãos qual negra pimenta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E da voz d’Ela não tomeis conta&lt;br /&gt;são ruídos de animal tomado pela luxúria&lt;br /&gt;não vos deixai levar em tal incúria&lt;br /&gt;e se demais escutardes da Desditosa&lt;br /&gt;preparai vosso coração para morte vergonhosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua pele é ácida como limão&lt;br /&gt;ferrugem e poalha em suas veias&lt;br /&gt;tranças de palha feitas correias&lt;br /&gt;amarram o amante da Venenosa&lt;br /&gt;que lambe a sua pele preciosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus olhos fechei, perdi a coragem&lt;br /&gt;a meu corpo permiti tal desventura&lt;br /&gt;a violência atroz de sua candura&lt;br /&gt;a luz que cega de forma danosa&lt;br /&gt;deixei-me levar qual mariposa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No limbo todo o Homem perde horizonte&lt;br /&gt;do medo que antes o deixava alerta&lt;br /&gt;do horror iminente da morte incerta&lt;br /&gt;da estultícia do vício tornado banal&lt;br /&gt;da pequena morte do delito carnal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu lambi o veneno alarvemente&lt;br /&gt;à medida que sua face se esvanecia&lt;br /&gt;por entre a beleza do acto que então decorria&lt;br /&gt;o corpo terno e quente que antes ardia&lt;br /&gt;gelava em meus braços enquanto morria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu focava minha atenção em sua última palavra&lt;br /&gt;tentando fingir algum interesse&lt;br /&gt;no som asfixiado de sua derradeira prece&lt;br /&gt;até que me aborreci de morte&lt;br /&gt;e arranquei o fôlego da minha jovem consorte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aviso que vos deixo é o seguinte&lt;br /&gt;que tais actos bárbaros sejam jamais permitidos&lt;br /&gt;como os de Galeno com os cadáveres proibidos&lt;br /&gt;e reservai um minuto para reflexão&lt;br /&gt;e descobri-de onde está a contradição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em poucas palavras, o que é o amor&lt;br /&gt;do desejo ao ódio tudo lhe pertence&lt;br /&gt;da imagem poética de que tudo o amor vence&lt;br /&gt;não será em si mesma uma enorme ilusão?&lt;br /&gt;e o amor em si uma contradição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora chega de rimas inúteis!&lt;br /&gt;Já percebeste a minha intenção?&lt;br /&gt;Sim tu, tu mesma!&lt;br /&gt;Não resististe a ler tudo até ao fim, pois não?...&lt;br /&gt;Sabes que tenho andado a reparar em ti?...&lt;br /&gt;Acho que irás ser a minha próxima consorte.&lt;br /&gt;Um dia destes vou esperar à saída da tua casa...&lt;br /&gt;Talvez já amanha, que sabe?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um beijo, de quem te quer muuuuuito&lt;br /&gt;do teu amante,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;G.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;3 de Fevereiro de 2006&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Der Überlende&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113899002684330238?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113899002684330238/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113899002684330238&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113899002684330238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113899002684330238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/02/contradio-por-der-uberlende.html' title='Contradição; por Der Uberlende'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113861635193800408</id><published>2006-01-30T10:16:00.000Z</published><updated>2006-02-01T09:43:30.246Z</updated><title type='text'>Rotina</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em mais uma das minhas rotineiras migrações de regresso a casa, deixo-me embevecer pela suavidade da marcha do comboio, pelo silêncio de uma carruagem vazia, por aquela música de fundo, clássica, que me embala, a que eu conheço já o ritmo de cor.A leve sonolência, controlada, convida-me a reflexões várias, que me adormecem, por breves instantes, despertando-me noutros, com um iluminar veloz e momentâneo.Desperto num ápice, procuro, à deriva e em sobressalto, um pedaço de papel e caneta. “Tenho de escrever antes que me esqueça”. Em vão... não trouxe material de escrita. O pânico cresce, perco o controlo e começo a remexer tudo o que trouxe, a olhar atarantadamente em volta. Alguém poderia ter perdido um lápis, deixado o jornal no banco da carruagem, nada...Pego no telemóvel, abro as mensagens, e tento lembrar-me do que já me tinha esquecido. “Tinha qualquer coisa a ver com...” ... “É isso”, e mais rápido do que os meus dedos permitem, escrevo apressadamente como se uma bomba estivesse prestes a explodir, e só eu a pudesse desarmar. O telemóvel, um pouco lento da memória cheia, sofre ataques de uma dactilografia abreviada e confusa, com alguns erros pelo meio, não fosse tanto o desespero.Aliviada por saber que me irei lembrar, guardo o pequeno aparelho e volto- me novamente para a enublada paisagem.Eu sabia que me iria lembrar, escrevendo ou não, mas precisava de me assegurar. Se me esquecesse era terrível. Algo importante para fazer, não o seria, uma ideia brilhante, não passaria nem para o papel, um texto, um poema, daqueles que surgem e fluem como um rio, por vezes como cascatas, ou mesmo uma resolução que poderia mudar toda a minha vida.Eu lembrar-me-ia, eu sei que sim, mas e se a memória falhava? Justificam-se assim os meus actos, os meus loucos reflexos, em busca de estabilidade e controlo.Admito, sou perfeccionista, teimosa, e talvez maníaca do controlo, pelo menos comigo mesma, com a organização do meu presente, do meu futuro, de tudo o que os rodeia, como reflexos de um passado, organizado, controlado e não deixado ao acaso, á sorte ou ao desvario.“Quando é que chego a casa?”mais 25 minutos de espera pelo autocarro... perdi o anterior por um minuto...Lentamente vão chegando mais pessoas, os velhotes, nas suas lamúrias da velhice: as doenças, e as dores, é ver quem é mais desgraçado que o outro, no meio uma foto do netinho, que bonito, e tão inteligente, mas apanhou uma gripe no fim de semana... pode ser uma desgraça...Os putos da escola, asneira atrás de asneira, na convicção de que são “muita fixes”, populares, rebeldes, na esperança de que um o seu esforço seja reconhecido, e consigam ser interrogados pela polícia como nos filmes americanos, talvez até passar uma noite numa sela imunda, e fazer uns risquinhos e uns grafitis na sua parede.Chega depois uma jovem mãe, carregada até aos cabelos, com o bebé e a parafernália toda, o sacrifício de uma mãe, esperando que o seu filho cresça e seja bem educado, (olhar de soslaio aos putos da escola), não como estes, que lhe dê orgulho, tire o seu curso superior numa universidade de Lisboa e cuide dela na velhice. Seria interessante perguntar-lhe, e ouvir um discurso socialmente correcto de: “O meu filho vai ser o que ele quiser”, e verificar o seu crescente desagrado quando, primeiramente, com cinco anos, ele lhe diz que quer ser homem do lixo, e depois essa é uma das poucas profissões que ele poderá seguir...&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1232/1040/200/Sheep.jpg" border="0" /&gt;Tenho os olhos doridos do cansaço, um peso no estômago vazio, e a coluna dorida e gelada dos bancos metálicos da paragem.Queria tanto chegar a casa, comer, ver televisão e dormir, deixar novamente o estudo para outro dia, e no dia seguinte voltar a esta rotina, sociologicamente tão interessante, completamente revigorada, e enérgica que até irrita, não que eu seja irritante, mas porque todos parecem “zombies” de manha...... 2 minutos atrasado, mas vem aí... a minha salvação. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113861635193800408?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113861635193800408/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113861635193800408&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113861635193800408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113861635193800408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/01/rotina.html' title='Rotina'/><author><name>Musera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08479915293211285709</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113861619606500083</id><published>2006-01-30T10:12:00.000Z</published><updated>2006-01-30T10:19:48.713Z</updated><title type='text'>Alegria – o que sou? (Desafio Temático de Janeiro)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1232/1040/1600/margaridas.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1232/1040/320/margaridas.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Leve, de extrema leveza,&lt;br /&gt;Tão singela é a sua beleza,&lt;br /&gt;Tranquila e criteriosa,&lt;br /&gt;E por isso tão maravilhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que estou eu a falar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um aroma refrescante,&lt;br /&gt;Envolvente, hipnotizante,&lt;br /&gt;De um sabor contagiante,&lt;br /&gt;E viciante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde quero eu chegar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Àquele lugar tão peculiar,&lt;br /&gt;Que adoramos ressuscitar,&lt;br /&gt;Dentro de nós,&lt;br /&gt;Para nos dar uma nova voz;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo alento,&lt;br /&gt;Repleto de contentamento,&lt;br /&gt;Júbilo e satisfação,&lt;br /&gt;Paz e conciliação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a Alegria,&lt;br /&gt;Que vos descrevo...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113861619606500083?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113861619606500083/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113861619606500083&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113861619606500083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113861619606500083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/01/alegria-o-que-sou-desafio-temtico-de.html' title='Alegria – o que sou? (Desafio Temático de Janeiro)'/><author><name>Musera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08479915293211285709</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113809514063228944</id><published>2006-01-24T09:30:00.000Z</published><updated>2006-01-24T09:46:44.203Z</updated><title type='text'>Palavras</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Brincar com as palavras. Fazer brilharetes. Metáforas, comparações, personificações e loucuras. Tudo serve. A nossa alma estará em cada sílaba, vírgula, palavra, frase e suspiro. Ao ler-te saberei que foste Tu. Os sulcos cravados nas teclas do computador, as migalhas caídas nas frinchas do teclado, a poeira acumulada no ecrã, os milhões de pixels reflectidos nos teus olhos que compõem todos os vocábulos imperceptíveis para os leigos mas cristalinos para nós. Saberei saborear cada palavra não escrita, cada gemido não dado, cada sussurro não comunicado. Interpretarei a doçura de todas as letras delineadas pela tua mestria de pianista. Dedos delicados e suaves. Entre o cheiro de café, os livros espalhados pelo chão, os papéis, a caneta, o iPOD, e as sebentas de Geografia Humana concentrarei toda a minha atenção nos montículos de tinta-da-china que primorosamente me delineaste na última noite. Por cima do guarda-fatos guardo todas as locuções que me deixaste ao partir. Boca seca. Palavras que me aprisionam na ilusão da tua presença ausente. Por isso decido queimar tudo o que me deixaste. Só a memória permanece.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113809514063228944?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113809514063228944/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113809514063228944&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113809514063228944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113809514063228944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/01/palavras.html' title='Palavras'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113757863216280848</id><published>2006-01-18T09:49:00.000Z</published><updated>2006-01-18T10:10:22.300Z</updated><title type='text'>O Caos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Levantei-me. Dia de exame. Horas angustiantes de saber que nada sei. Mas fui e fiz a prova. Como correu? Isso não interessa nada. Ao regressar vinha no autocarro quando uma mulherzinha de buço viçoso grita aflitivamente: "Oh Sô Xofer impertei a mão na porta. Abra! Abra! Abra!" Quando dei por mim já estávamos todos a gritar "Abra, Abra". Vou antes falar do segundo autocarro que apanhei. Fiquei sem pilhas no discman a meio do caminho. Azar o meu. Vou antes falar do Isacc. Tem um tique estranho: ao falar, entre as palavras faz um movimento notoriamente ascendente e descendente com as sobrancelhas. Torna-se irritante. Azar o dele. Vou antes falar da minha vizinha que chama "pardelho" ao piriquito e que me veio dizer que "é um pardelho muito biqueiro, só come as sementes que lhe agradam". Por falar em pardelhos lembrei-me da minha avô e do que costuma dizer da nossa gata: "Raça da gata que é cavaca". E a seguir... Esqueci-me de tudo o que tinha para contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps - à memória de &lt;em&gt;Daniil Harms&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113757863216280848?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113757863216280848/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113757863216280848&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113757863216280848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113757863216280848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/01/o-caos.html' title='O Caos'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113757775347883772</id><published>2006-01-18T09:46:00.000Z</published><updated>2006-01-18T09:49:13.493Z</updated><title type='text'>Veracidade</title><content type='html'>Caros bloggers chamo a vossa atenção para um blog novo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://vera-veracidade.blogspot.com/"&gt;http://vera-veracidade.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É da nossa Vera Fonseca que já publicou muitos poemas/textos no Luz e Sombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconselho-o vivamente!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113757775347883772?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113757775347883772/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113757775347883772&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113757775347883772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113757775347883772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/01/veracidade.html' title='Veracidade'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113727281395198599</id><published>2006-01-14T20:50:00.000Z</published><updated>2006-01-14T21:06:54.030Z</updated><title type='text'>Uma Sombra</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://osonho.blogs.sapo.pt/arquivo/Picture%20071.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://osonho.blogs.sapo.pt/arquivo/Picture%20071.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Correm boatos vagos, por vezes mesmo pseudo-testemunhos,&lt;br /&gt;acerca de uma criatura gigantesca, quase humana, que vagueia só&lt;br /&gt;pelas montanhas do Tibete. Só e livre. Por duas ou três vezes&lt;br /&gt;fotografaram pegadas na neve, em lugares inacessíveis&lt;br /&gt;onde nem o mais intrépido alpinista&lt;br /&gt;ousa aventurar-se. Provavelmente&lt;br /&gt;não passa de uma lenda local: como o monstro de Loch Ness&lt;br /&gt;ou o Ciclope da Antiguidade. A mãe, que bordou&lt;br /&gt;até quase à hora da morte, o pai taciturno e melancólico,&lt;br /&gt;que passa as noites ao computador à procura de evasões fiscais,&lt;br /&gt;todos nós estamos, de facto, condenados a esperar a morte&lt;br /&gt;encerrados na nossa cela. Tu também, na tua errância,&lt;br /&gt;na tua obsessão de ir cada vez mais longe e coleccionar experiências,&lt;br /&gt;carregas contigo a tua própria jaula até ao outro extremo do zoo.&lt;br /&gt;Cada qual com o seu cativeiro. Com grades que nos separam&lt;br /&gt;uns dos outros. E se o abominável homem das neves existir realmente&lt;br /&gt;sem sexo nem par, privado de nascimento, descendência ou morte,&lt;br /&gt;a calcorrear estas montanhas há mil anos, leve e nu,&lt;br /&gt;há-de rir a bom rir ao passar por entre as jaulas."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;retirado de “O Mesmo Mar” - Amos Oz &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113727281395198599?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113727281395198599/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113727281395198599&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113727281395198599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113727281395198599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/01/uma-sombra.html' title='Uma Sombra'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113679951282567302</id><published>2006-01-09T09:37:00.000Z</published><updated>2006-01-09T09:48:34.553Z</updated><title type='text'>Um longo dia de Frio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acordar. Abrir a janela. Sentir o frio na cara. Tiritar. Bocejar. Cambalear. Espreguiçar. Um novo dia começa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embalar gaiola do canário com papel aderente para proteger do frio. Não esquecer de fazer buracos com palito para respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá fora. Vento glacial corta a respiração. Sentir o bafo das nossas palavras quando abrimos a boca. Espirrar. Escabrosa labuta: tirar luvas, colocá-las nos bolsos, pegar no saco, abri-lo, revolver com uma mão até encontrar plástico. Desespero: o ranho começa a vazar. Êxtase: os lenços aparecem. Limpar e guardar no bolso para futuros assaltos mucosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Café. Retirar casaco, luvas, cachecol e sentir o corpo a estrebuchar de arrepios. Pedir bebida quente e friccionar as frieiras. As dos pés também reclamam mas não há solução. Suportar a comichão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Repente: sentir o nariz regelado. Desejar um carapuço para o aquecer. Intelectos ignóbeis que só inventam coisas que não interessam a ninguém. A penca não terá direito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espirros na mesa ao lado. Importante: proteger a bebida de possíveis partículas microscópicas salivares com fragmentos de ADN de outro ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não aguentar frio nas mãos e calçar luvas. Tentar pegar em moedas para pagar bebida. Impossível. Carteira desliza. Cascalho espalha-se pelo chão. Vergonha. Temperatura a subir em flecha. Rosto escarlate. Penca a latejar. Abaixar para apanhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regressar a casa. Tirar botas e calçar pantufas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite. Botija de água quente na cama. Aquecer pés em primeiro lugar. Tentativa de ler: frustrada. Mãos solidificam ao ar livre: dedos enrijecidos. Resultado final: mãos dormentes. Solução: pousar livro. Resolução: dormir! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113679951282567302?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113679951282567302/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113679951282567302&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113679951282567302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113679951282567302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/01/um-longo-dia-de-frio.html' title='Um longo dia de Frio'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113630453234958673</id><published>2006-01-03T16:08:00.000Z</published><updated>2006-01-03T16:08:52.370Z</updated><title type='text'>Espera...; por Der Uberlende</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Espera&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O dia está cortante. Sopra um vento frio que arrepia o mais intrépido viajante, mas eu não me demovo. Sei que ela vai chegar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi num distante Novembro que a vi pela primeira vez, qual anjo a descer dos céus, vi-a a descer do eléctrico no Terreiro do Paço, tinha eu acabado de desembarcar. Depois das atrocidades e paisagens inesquecíveis que vira durante a minha estada em Moçambique, deparo-me com uma visão de doçura imensa e perturbante inquietude. Lembro-me de vislumbrar por instantes um branco e torneado tornozelo que espreitara por entre a alpergata e a saia negra rodada, que durante aquele efémero pedaço decidiu não a cobrir até aos pés. Ao subir os meus olhos fui devorando avidamente cada centímetro da bela criatura, com a gula de quem jamais vira tão bela donzela e a cobiça infantil pelo brinquedo proibido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, este cachecol de lã é tão aconchegante. Foi o meu neto Jorge que mo deu, num destes natais já idos. Ele sempre foi o neto que mais me apaparicou.&lt;br /&gt;Oh céus, porque acena aquela senhora para mim?&lt;br /&gt;O que diz ela? Que é hora de almoçar?....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que ela vai chegar, espero não estar atrasado! Porque é que não me deixam estar aqui em paz?!?! Que raiva, dá-me vontade de os esbofetear, como os cabrões dos pretos quando não queriam dizer onde andava a Renamo. Aqueles filhos da puta, iam buscar as armas à África do Sul e depois entravam pelo mato adentro, matavam tudo o que viam da Frelimo, ou branco. Nem as impalas e as palancas escapavam, serviam de pasto aos esquadrões de ladrões e assassinos. O Cabo Pimenta é que a sabia bem, era espancar os gajos e queimar-lhes as palhotas, desatavam a palrar feito loucos, pena que não se percebesse quase nada do que os farruscos diziam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela está atrasada, tal como da outra vez. Iamo-nos casar daqui a uma semana, e ficámos de ir comprar as alianças ali na Rua do Ouro, num ourives amigo do meu pai, cujo filho, o Raimundo, também estivera comigo em Tete. Mas esse desgraçado não voltou. Uma mina arrancou-lhe as pernas, a virilidade e a alma. Tinha a mulher e duas gémeas de 1 ano à espera. Não aguentou o desespero e a angústia. Dois dias depois do acidente enfiou a Mauser na boca e nem se despediu de mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de quando a Laurinha nasceu. Claro que lembro! Como me haveria de esquecer desse dia...  Vinha eu a correr pela Fontes Pereira de Mello acima em direcção à Maternidade, depois da tia Aurora ter mandado o ajudante de mercearia avisar lá na redacção do jornal “O Século”, onde agora me dedicava à tipografia. Logo eu, um catraio nascido em Montelavar com ambições de ser marinheiro, fui parar ao Exército onde servi 3 anos e andava agora a montar as páginas de um jornal que nunca antes lera...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A menina está cheia de febre, Augusto! Vai-me ali à botica e pede para falar com o Sr. Gentil. Ele que te dê o chá e que ponha lá na conta. Augusto? Augusto!?!? Estás a ouvir?? –&lt;br /&gt;Não era só a menina. Volta e meia eu tinha um violento ataque de febres, era a malária, uma velha companheira que viajou comigo para além das margens do Limpopo. 3 Semanas de espera desesperante, a ser atacado por mosquitos e ‘turras’. Curioso, foi do inimigo mais pequeno que levei a maior mossa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ainda deve vir antes das 7. Já era costume atrasar-se, punha-se à conversa com as colegas no portão da fábrica de bolachas da Aliança, ali para os lados de Alcântara. Era matemático, mulheres a dar à língua, eléctrico perdido. E eu a moe-las no Cais do Sodré, a andar d’um lado p’ró outro, saltando até à Ribeira para um pastelito de bacalhau ou um pratito de jaquinzinhos. Eu chegava sempre às 6 em ponto, tinha tempo para tudo, quase que dava para ir até ao Comércio e meter-me no Cacilheiro, ir até à outra banda e voltar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está cada vez mais frio, começo a enregelar. Ah, valha-me este cachecol de lã quentinho. Foi o Jorge que mo deu, o meu neto Jorge, o filho da Laurinha. Por falar nela, por onde anda?... Nunca mais me veio visitar! Aquela menina, eu que esfarrapei a cuidar dela, a pô-la na escola comercial para ela aprender a ser Secretária. Agora, que é chefe de repartição ali nos Fanqueiros nunca mais teve tempo para o velhote. O que diria a mãe dela se fosse viva! A minha Eugénia, a mulher mais boa e generosa deste mundo,... Nunca me hei-de esquecer de quando a vi a sair do eléctrico, naquela manhã de Novembro, um sorriso de fazer os anjos da Sé roerem-se de inveja, linda que ela era. Chegava sempre atrasada, abençoada. E eu ali a moe-las, a passarinhar de um lado para o outro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela deve estar mesmo ai a chegar, está quase na hora. Depois vamos até ao Rossio comer castanhas e dar um pulo à Ginjinha antes de ir para casa. Como eu gosto do mês de Novembro, mesmo com o frio e a saudade. Resta-me esperar por ela, aqui encostado ao varão da paragem do eléctrico. Tenho que ser paciente. O Doutor está sempre a recomendar-me paciência, para eu tomar os comprimidos, para eu não estar sempre a fugir para a rua, que eu tenho que fazer um diário, que me ajudava a combater a doença. Ele diz que o meu cérebro está a morrer e que eu vou perder a memória, e por fim a mobilidade, até à morte. Perder a memória, como se eu me fosse esquecer da Laurinha, da Tia Aurora, do Raimundo, de Moçambique, do Jorge, e da Eugénia, da minha querida Eugénia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que frio que está aqui fora, mas porque é que o malvado eléctrico nunca mais chega?!?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;3 de Janeiro de 2006,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Der Uberlende&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PS: dedicado à minha amiga 'rebaptizada' Bicho do Mato. Obrigado pela inspiração e pelas estórias de África.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113630453234958673?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113630453234958673/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113630453234958673&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113630453234958673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113630453234958673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/01/espera-por-der-uberlende.html' title='Espera...; por Der Uberlende'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113613050365490183</id><published>2006-01-01T15:41:00.000Z</published><updated>2006-01-02T09:36:15.036Z</updated><title type='text'>Diário de um louco</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;12 de Dezembro de 2005&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei. Vesti três camisolas de lã grossa e fui para as aulas. A minha mãe, entre gritos, recusou-se a dar-me boleia. Deve ter vergonha, não sei, isso também pouco importa. Ontem resolvi pintar o cabelo de loiro, chateia-me ter renascido moreno. Está frio. Tenho ensaiado muito para o próximo concerto. A minha miúda tem me chateado o juízo, não compreende a minha dedicação quase exclusiva ao grupo. A banda é tudo para mim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;1 de Janeiro de 2006&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ontem à noite vieram buscar-me para o concerto. A carrinha fazia um barulho estranho mas não me preocupei muito com isso, apêndices da fama. Os seguranças estavam vestidos de branco, colocaram-me um colete para me proteger de possíveis fãs fanáticos. A minha mãe chorava histericamente, não deve ser fácil ter um filho sempre a viajar pelo mundo.&lt;br /&gt;Cheguei ao hotel onde iria repousar e preparar-me para a actuação de hoje. Hotel esquisito: amarelo! Fui conduzido pelos seguranças até ao quarto. Hoje tive uma reunião logo pela manhã com o meu agente para acertar os últimos pormenores. Era um agente novo, o anterior foi despedido por acordo conjunto da banda. A primeira coisa que me disse foi "Entra Pedro e senta". Fiquei imediatamente estacado, será que não me reconheceu? Respondi-lhe bem alto: “O meu nome é Kurt, Kurt Cobain”. Perante a insistência dele recusei-me a sentar até me tratar pelo verdadeiro nome. Estranho, tal como os seguranças também estava vestido de branco. Acabamos por não falar muito, porque foi chamado de emergência por outra banda que estava instalada no hotel. Fiquei um bocadinho chateado, qualquer que tivesse sido o problema, não era mais importante do que nós Nirvana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de sair ainda me deu uns comprimidos para descansar, o desgaste da banda obriga-me a repouso reforçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acordei eram já 15h! O concerto estava marcado para as 13h. Entrei em pânico, como foi possível deixar-me adormecer? Tentei sair do quarto mas a porta estava fechado, zelo excessivo dos seguranças. Depois de dar alguns pontapés apareceu o agente. Pediu para me acalmar e descansar. O concerto fora cancelado devido às más condições atmosféricas. Senti-me cansado, muito cansado e adormeci. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113613050365490183?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113613050365490183/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113613050365490183&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113613050365490183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113613050365490183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2006/01/dirio-de-um-louco.html' title='Diário de um louco'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113535638826659983</id><published>2005-12-23T16:46:00.000Z</published><updated>2005-12-23T16:46:33.346Z</updated><title type='text'>Luz e Sombra sobre 2006</title><content type='html'>Para além da óbvia mentira e do engano&lt;br /&gt;da vil crueldade que nos faz sorrir&lt;br /&gt;da malícia de cada carícia (in)desejada&lt;br /&gt;para além do vicioso ritmo dos nossos corpos&lt;br /&gt;da demência dormente da mente inconstante&lt;br /&gt;de tudo aquilo que desejamos ter&lt;br /&gt;dar, comer, partir, rasgar&lt;br /&gt;de tudo o que temos para pedir&lt;br /&gt;de tudo o que há para desejar&lt;br /&gt;de toda a delícia da carne com que nos consigamos lambuzar&lt;br /&gt;de todo o sexo, sem nexo, mais ou menos complexo&lt;br /&gt;de tudo aquilo com que possamos sonhar&lt;br /&gt;para além de tudo o que algum dia iremos, ou não, alcançar&lt;br /&gt;temos tudo &lt;br /&gt;crédito, débito, televisão, prato cheio&lt;br /&gt;temos um mundo de ilusões partido ao meio&lt;br /&gt;e de tudo aquilo que construímos&lt;br /&gt;de toda a nossa vida, da nascente a jusante&lt;br /&gt;só não temos amor suficiente&lt;br /&gt;para que tudo isto se torne irrelevante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...e qual é o vosso desejo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Der Überlende&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113535638826659983?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113535638826659983/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113535638826659983&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113535638826659983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113535638826659983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/12/luz-e-sombra-sobre-2006.html' title='Luz e Sombra sobre 2006'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113507374234723359</id><published>2005-12-20T10:10:00.000Z</published><updated>2005-12-20T10:17:22.060Z</updated><title type='text'>«Daqui ninguém sai vivo»</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.theretropostershop.com/Images/450x320/jimMorrisonBW.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 236px; CURSOR: hand; HEIGHT: 339px" height="406" alt="" src="http://www.theretropostershop.com/Images/450x320/jimMorrisonBW.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cheguei à música dos “The Doors” através da biografia de Jim Morrison: ”Daqui ninguém sai vivo” (Jerry Hopkins, Daniel Sugerman). Foram longas as noites em que me deixei adormecer ao som de Rider on The storm, The End, When the music’s over, Light my fire, Break on Through… Foi a primeira vez que não me preocupei com a letra das músicas, abandonei-me apenas a uma voz grossa, sensual e visceral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Daqui ninguém sai vivo” apresenta-nos Jim Morrison como Deus! O livro está carregado de diálogos pormenorizados e por mais entrevistas que os autores tenham feito não acredito que conseguissem chegar a tais detalhes. É uma biografia exageradamente divinizada o que não nos impede de ficar imediatamente presos ao livro, maravilhados com Jim, sempre pronto a quebrar as normas e regras vigentes… Morrison era um bibliófilo compulsivo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dos seus autores preferidos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nietzche (o supra-sumo, influenciou-o bastante)&lt;br /&gt;- Plutarco&lt;br /&gt;- Rimbaud&lt;br /&gt;- Jack Kerouac; o mítico pelo “Pela estrada fora”&lt;br /&gt;- Allen Ginsberg&lt;br /&gt;- Ferlinghetti&lt;br /&gt;- Kenneth Patchen&lt;br /&gt;- Michael Mclure&lt;br /&gt;- Gregory Corso&lt;br /&gt;- Norman O. Brien; cita várias vezes “Life against death”&lt;br /&gt;- Jones T. Farrel&lt;br /&gt;- Colin Wilson; “The outsider”&lt;br /&gt;- Lovecraft&lt;br /&gt;- (…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro peca, para além da desproporcionada efabulação, por uma péssima tradução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas serviu para me aproximar definitivamente dos The Doors.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosidade: o nome “The Doors” foi escolhido por Jim por causa do livro “As portas da percepção” de Aldous Huxley&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113507374234723359?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113507374234723359/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113507374234723359&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113507374234723359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113507374234723359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/12/daqui-ningum-sai-vivo.html' title='«Daqui ninguém sai vivo»'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113503592203107083</id><published>2005-12-19T23:45:00.000Z</published><updated>2005-12-19T23:45:22.133Z</updated><title type='text'>DT Dezembro: mentira, hipocrisia, cumplicidade </title><content type='html'>&lt;em&gt;"As notícias da minha morte foram amplamente exageradas"&lt;/em&gt; (Mark Twain, 1897)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bela Lugosi's dead... not me!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Der Uberrrrrrrrrrr&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dead Can Dance&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;How Fortunate the Man With None&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;From album "Into The Labyrinth", Track 11.   1993&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You saw sagacious Solomon&lt;br /&gt;You know what came of him,&lt;br /&gt;To him complexities seemed plain.&lt;br /&gt;He cursed the hour that gave birth to him&lt;br /&gt;And saw that everything was vain.&lt;br /&gt;How great and wise was Solomon.&lt;br /&gt;The world however did not wait&lt;br /&gt;But soon observed what followed on.&lt;br /&gt;It's wisdom that had brought him to this state.&lt;br /&gt;How fortunate the man with none. &lt;br /&gt;You saw courageous Caesar next&lt;br /&gt;You know what he became.&lt;br /&gt;They deified him in his life&lt;br /&gt;Then had him murdered just the same.&lt;br /&gt;And as they raised the fatal knife&lt;br /&gt;How loud he cried: you too my son!&lt;br /&gt;The world however did not wait&lt;br /&gt;But soon observed what followed on.&lt;br /&gt;It's courage that had brought him to that state.&lt;br /&gt;How fortunate the man with none.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You heard of honest Socrates&lt;br /&gt;The man who never lied:&lt;br /&gt;They weren't so grateful as you'd think&lt;br /&gt;Instead the rulers fixed to have him tried&lt;br /&gt;And handed him the poisoned drink.&lt;br /&gt;How honest was the people's noble son.&lt;br /&gt;The world however did not wait&lt;br /&gt;But soon observed what followed on.&lt;br /&gt;It's honesty that brought him to that state.&lt;br /&gt;How fortunate the man with none.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Here you can see respectable folk&lt;br /&gt;Keeping to God's own laws.&lt;br /&gt;So far he hasn't taken heed.&lt;br /&gt;You who sit safe and warm indoors&lt;br /&gt;Help to relieve out bitter need.&lt;br /&gt;How virtuously we had begun.&lt;br /&gt;The world however did not wait&lt;br /&gt;But soon observed what followed on.&lt;br /&gt;It's fear of god that brought us to that state.&lt;br /&gt;How fortunate the man with none.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113503592203107083?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113503592203107083/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113503592203107083&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113503592203107083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113503592203107083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/12/dt-dezembro-mentira-hipocrisia.html' title='DT Dezembro: mentira, hipocrisia, cumplicidade '/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113452160162091169</id><published>2005-12-14T00:53:00.000Z</published><updated>2005-12-14T00:53:21.620Z</updated><title type='text'>(des)controlo; Por Vera Fonseca</title><content type='html'>&lt;strong&gt;(Des)controlo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corro, fujo,&lt;br /&gt;Noite e dia,&lt;br /&gt;Mergulho fundo,&lt;br /&gt;E em demasia,&lt;br /&gt;Nesse algo mais,&lt;br /&gt;Que eu tanto queria,&lt;br /&gt;Sem me importar&lt;br /&gt;Se me perdia,&lt;br /&gt;Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nada importa,&lt;br /&gt;Tudo é fútil,&lt;br /&gt;Porquê seguir,&lt;br /&gt;Um rumo inútil,&lt;br /&gt;Dar importância&lt;br /&gt;A opinantes,&lt;br /&gt;Bem mais errantes&lt;br /&gt;E sem relevância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quê lutar,&lt;br /&gt;Para quê lamentar,&lt;br /&gt;Se tudo anda para trás&lt;br /&gt;Ao querer tentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque tento&lt;br /&gt;Acreditar no mal,&lt;br /&gt;Porque teimo&lt;br /&gt;Em duvidar do bem,&lt;br /&gt;Porque quero&lt;br /&gt;Controlar o sal,&lt;br /&gt;Tão natural,&lt;br /&gt;Que toda a vida tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero então,&lt;br /&gt;Deixar tudo fluir,&lt;br /&gt;Por pouco tempo,&lt;br /&gt;Quase desistir,&lt;br /&gt;Para retomar&lt;br /&gt;Depois a busca,&lt;br /&gt;Com um novo olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vera Fonseca&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113452160162091169?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113452160162091169/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113452160162091169&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113452160162091169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113452160162091169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/12/descontrolo-por-vera-fonseca.html' title='(des)controlo; Por Vera Fonseca'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113452152150712747</id><published>2005-12-14T00:52:00.000Z</published><updated>2005-12-14T00:52:01.533Z</updated><title type='text'>A Ordem do Povo; Por Vera Fonseca</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A Ordem do Povo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos frutos&lt;br /&gt;De uma mentira conturbada,&lt;br /&gt;Ao longo dos tempos cultivada,&lt;br /&gt;Para nos multiplicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma eterna&lt;br /&gt;Cumplicidade secreta,&lt;br /&gt;Entre o natural e o recriado,&lt;br /&gt;Constituem o corolário&lt;br /&gt;Para a génese da nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodeados de idióticas&lt;br /&gt;Mensagens,&lt;br /&gt;Que sublimares ou explícitas,&lt;br /&gt;Nos distorcem a razão;&lt;br /&gt;Crescemos como fantasmas&lt;br /&gt;Que seguem a aparição,&lt;br /&gt;Que se regem por dogmas&lt;br /&gt;Impostos pela sociedade,&lt;br /&gt;Que crêem ver&lt;br /&gt;O que é de facto a realidade,&lt;br /&gt;Mas que na verdade,&lt;br /&gt;Apenas vêem,&lt;br /&gt;O que tão cautelosamente&lt;br /&gt;Lhes é mostrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São séculos de mitos,&lt;br /&gt;Contos e ditados,&lt;br /&gt;São milhas de História,&lt;br /&gt;De heróis e dos seus fados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhões de convertidos&lt;br /&gt;À cultura das massas,&lt;br /&gt;Inoculados à nascença&lt;br /&gt;Contra a descrença&lt;br /&gt;No infalível sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formam a Ordem,&lt;br /&gt;Julgam-se o Povo,&lt;br /&gt;E submissos e vigilantes,&lt;br /&gt;Transmitem o velho ao novo,&lt;br /&gt;Julgando que o estavam a combater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lê-se revolta em cada olhar,&lt;br /&gt;Conformismo em cada acto,&lt;br /&gt;Mas porém, a velha Ordem,&lt;br /&gt;Cumprirá mais um “mandato”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vera Fonseca&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113452152150712747?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113452152150712747/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113452152150712747&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113452152150712747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113452152150712747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/12/ordem-do-povo-por-vera-fonseca.html' title='A Ordem do Povo; Por Vera Fonseca'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113416346635052225</id><published>2005-12-09T21:19:00.000Z</published><updated>2005-12-09T21:25:45.446Z</updated><title type='text'>DT Dezembro - Um Conto de Natal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/259/815/1600/natal.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/259/815/320/natal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Mãe, conta-me outra vez do Pai Natal. É verdade que ele vem do Pólo Norte?&lt;br /&gt;- Sim, querida, vem do Pólo Norte num trenó puxado por renas. É ele que traz todos os presentes para os meninos e meninas, mas só para aqueles que se portarem bem!!&lt;br /&gt;- Não sei se acredito, mãe.&lt;br /&gt;Carolina calou-se, pensativa. Luísa levantou os olhos do livro que estava a ler, temendo que a sua filha tivesse perdido a fé no Pai Natal, como acontece a todas as crianças um dia. A sua filha era uma privilegiada, considerava ela, porque já tinha oito anos e ainda acreditava no Pai Natal. Metade dos seus amiguinhos já sabia que o Pai Natal não existia, mas Luísa tinha conseguido convencer a sua filha de que eles estavam enganados, com a ajuda do marido João. Todos os anos se disfarçava de Pai Natal, e fingia entrar sorrateiramente na casa, deixando os presentes na sala, ao pé da árvore. Luísa fazia com que Carolina tivesse apenas um vislumbre do homem de barbas brancas vestido de veludo vermelho, deixando-a completamente convencida de que o Pai Natal existia mesmo, apesar de tudo o que os colegas lhe diziam na escola.&lt;br /&gt;- Porquê, filha? Não o viste no ano passado? Olha, tiveste muita sorte, os teus amigos não o vêem porque não são rápidos o suficiente para o apanhar…&lt;br /&gt;- Não, mãe, não é isso… O Pai Natal não sabe se os meninos são bons ou não… Essa é que é essa…&lt;br /&gt;- Porque é que dizes isso?&lt;br /&gt;- Mãe… o João Paulo recebe todos os anos presentes lindos, mas ele é mau! Está sempre a bater noutros meninos, e pensas que o Pai Natal se importa?! Não. Eu não sei se quero receber mais presentes do Pai Natal… Parece-me que ele não é justo. Porque a Matilde, por exemplo, é uma menina sempre bem-comportada, mas nunca recebe prendas tão bonitas como o João Paulo. Como é que isto pode ser?...&lt;br /&gt;Luísa ouvia a sua filha discursar sobre a injusta distribuição de presentes levada a cabo pelo Pai Natal e sentiu um misto de orgulho e de piedade da sua filha. Se calhar, a bem da sua saúde mental, devia deixar Carolina descobrir a dura realidade, de que os meninos recebem os presentes que os pais lhes podem ou querem dar.&lt;br /&gt;- A não ser… que não seja o Pai Natal quem dá os presentes ao João Paulo… - uma luz acendeu-se nos olhos de Carolina.&lt;br /&gt;- Filha… - começou Luísa.&lt;br /&gt;- Já entendi tudo!! Ele é tão mau que o Pai Natal não lhe traz presentes, por isso têm de ser os pais dele a comprar aquelas coisas todas! Por isso é que a bicicleta que a Matilde recebeu tinha um aspecto tão enferrujado… Como não, se veio do Pólo Norte até aqui??? Não é, mãe? – rejubilava Carolina, contente com a sua teoria.&lt;br /&gt;- Sim, Carolina, deve ser isso… Não consigo ver outra explicação.&lt;br /&gt;Só mais um ano, pensou Luísa… Qual é o mal de querer fazer magia para uma criança?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113416346635052225?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113416346635052225/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113416346635052225&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113416346635052225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113416346635052225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/12/dt-dezembro-um-conto-de-natal.html' title='DT Dezembro - Um Conto de Natal'/><author><name>smallworld</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_hBv9V_x9QoQ/SwcSSm9hsUI/AAAAAAAAAiU/q_c6lWqRNHg/S220/PICT1146.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113365024964678054</id><published>2005-12-03T22:48:00.000Z</published><updated>2005-12-03T22:50:49.660Z</updated><title type='text'>Um texto saído do "baú"...</title><content type='html'>Este texto nada tem a ver com o actual desafio. É só um texto que encontrei por aqui, portanto, saído do "baú"...decidi partilhar convosco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Algo de meu&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não sinto que tenha algo de meu, algo que valha a pena,&lt;br /&gt;Algo que realmente fique depois de eu ser EU.&lt;br /&gt;Há um divórcio entre mim e a vida, entre mim e o mundo,&lt;br /&gt;Entre o que quero e o que posso ter,&lt;br /&gt;Entre o que tenho e o que queria ter,&lt;br /&gt;Uma angústia permanente, um loucura lúcida,&lt;br /&gt;Uma estranha forma de ser.&lt;br /&gt;E as paredes recontam as vezes&lt;br /&gt;Em que a fúria arremessou sonhos adiados&lt;br /&gt;E as manhãs se erguem para SER outra vez,&lt;br /&gt;mas nada acalma, nada sossega, nada adormece.&lt;br /&gt;E cada vez que toco os sonhos perdidos,&lt;br /&gt;Sinto que algo se esvai e sufoca&lt;br /&gt;E volto a fazer de contas que a vida&lt;br /&gt;É construir tudo sobre momentos idos.&lt;br /&gt;Não tenho nada de meu, apenas silêncios roucos.&lt;br /&gt;Não me tenho sequer, não sou nem mesmo o que julgo ser…&lt;br /&gt;Eu sou uma vontade imensa de gritar mais alto,&lt;br /&gt;De gritar tão alto, mas tão alto…&lt;br /&gt;De atirar para longe os silêncios roucos&lt;br /&gt;Para ser apenas eu, apenas eu…no meio dos outros…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113365024964678054?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113365024964678054/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113365024964678054&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113365024964678054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113365024964678054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/12/um-texto-sado-do-ba.html' title='Um texto saído do &quot;baú&quot;...'/><author><name>redbackspider</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09751631854123391646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113318455846218244</id><published>2005-11-28T13:27:00.000Z</published><updated>2005-11-28T13:29:18.466Z</updated><title type='text'>DT Novembro: Beleza, Equilíbrio, Harmonia; por Silent Child</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Olhar Interior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escalámos altas montanhas&lt;br /&gt;mergulhámos no mar profundo&lt;br /&gt;e auscultámos&lt;br /&gt;o imenso espaço sideral&lt;br /&gt;(até aqui tudo normal...)&lt;br /&gt;mas mal olhámos o mundo&lt;br /&gt;em que a nossa existência&lt;br /&gt;(tem magnificência e onde)&lt;br /&gt;perdura sob um alento imortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos rodeados de seres&lt;br /&gt;(e cada um de nós é... mais um)&lt;br /&gt;navegamos num mar de informação&lt;br /&gt;mas... mantemo-nos em comunicação?&lt;br /&gt;Sobrevalorizamos os prazeres&lt;br /&gt;mas... quando paramos&lt;br /&gt;sentimos a sombria solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se na cega vertigem&lt;br /&gt;a que chamamos viver&lt;br /&gt;nos afastamos do centro&lt;br /&gt;como podemos perceber&lt;br /&gt;tudo o que temos cá dentro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na busca do poder e da certeza&lt;br /&gt;encontramos a insegurança,&lt;br /&gt;acabamos por nos perder&lt;br /&gt;e escamoteamos a Beleza.&lt;br /&gt;Perante o fervor&lt;br /&gt;para conseguir triunfar&lt;br /&gt;onde fica o amor?&lt;br /&gt;O que estamos a realizar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuramos ardentemente&lt;br /&gt;no exterior&lt;br /&gt;e vedamos, comodamente,&lt;br /&gt;o Olhar Interior.&lt;br /&gt;Na hesitação em procurar&lt;br /&gt;um ponto de equilíbrio&lt;br /&gt;pensamos andar equilibrados&lt;br /&gt;mas continuamos a marchar&lt;br /&gt;confortavelmente anestesiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há&lt;br /&gt;para lá desta capa?&lt;br /&gt;Que roupa é esta&lt;br /&gt;que me tapa?&lt;br /&gt;O que teimo&lt;br /&gt;em esconder?&lt;br /&gt;Não haverá um momento&lt;br /&gt;para olhar&lt;br /&gt;com olhos de ver&lt;br /&gt;tudo o que há cá por dentro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade que eu busco&lt;br /&gt;estará na identidade&lt;br /&gt;que eu ofusco?&lt;br /&gt;A minha identidade&lt;br /&gt;não está no que querem&lt;br /&gt;que eu seja&lt;br /&gt;e que seja fácil&lt;br /&gt;de classificar,&lt;br /&gt;está além do desafio&lt;br /&gt;para que eu seja&lt;br /&gt;capaz de me observar&lt;br /&gt;e sintonizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No encalce&lt;br /&gt;do que em si vibra&lt;br /&gt;numa derradeira tentativa&lt;br /&gt;de o observar&lt;br /&gt;no limiar da vida&lt;br /&gt;por abraçar&lt;br /&gt;o Homem resolve matar(-se)&lt;br /&gt;sem saber que asssim&lt;br /&gt;nunca O irá abraçar&lt;br /&gt;e jamais irá libertar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante a morte&lt;br /&gt;perdemos o norte.&lt;br /&gt;No suicídio&lt;br /&gt;vemos um martírio.&lt;br /&gt;Face à Vida...&lt;br /&gt;oh, nobreza escondida!&lt;br /&gt;Onde está o tal portal?&lt;br /&gt;Quem somos nós afinal?&lt;br /&gt;Meros seres mortais?&lt;br /&gt;Entregues à sorte aleatória...&lt;br /&gt;oh, ignorância ignóbil!&lt;br /&gt;Enoja-me esta história.&lt;br /&gt;Mostra-me o reverso desta tristeza...&lt;br /&gt;Encontrarei lá a Beleza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os sonhos não são reais&lt;br /&gt;então&lt;br /&gt;deixem-nos ser anormais.&lt;br /&gt;Entre a ilusão&lt;br /&gt;e a (suposta) realidade&lt;br /&gt;aspiramos o (doce) aroma&lt;br /&gt;da eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A beleza é&lt;br /&gt;tudo o que fica por (querermos) entender&lt;br /&gt;quando julgavamos já tudo&lt;br /&gt;ter pensado e sentido&lt;br /&gt;(de coração aberto).&lt;br /&gt;O equilíbrio é&lt;br /&gt;o ponto no qual quase caímos&lt;br /&gt;e nele caminhamos (e arriscamos) sem hesitar&lt;br /&gt;(de mente alerta).&lt;br /&gt;A harmonia é&lt;br /&gt;o momento em que nos revemos claramente&lt;br /&gt;na pequenez que não ousaramos ver&lt;br /&gt;(e admitimos a grandeza ainda por florescer).&lt;br /&gt;Com os olhos encantados&lt;br /&gt;pela beleza&lt;br /&gt;e os ideais alimentados&lt;br /&gt;pelo equilíbrio&lt;br /&gt;podemos afirmar a vontade&lt;br /&gt;e podemos aspirar à harmonia&lt;br /&gt;da verdade&lt;br /&gt;e ao fogo da sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito que nos perdemos&lt;br /&gt;numa vivência oca e vazia.&lt;br /&gt;É tempo de entendermos&lt;br /&gt;O que nós temos cá dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Si&lt;/em&gt;lent Child&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113318455846218244?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113318455846218244/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113318455846218244&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113318455846218244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113318455846218244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/11/dt-novembro-beleza-equilbrio-harmonia_28.html' title='DT Novembro: Beleza, Equilíbrio, Harmonia; por Silent Child'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113295857197966307</id><published>2005-11-25T22:34:00.000Z</published><updated>2005-11-25T22:42:51.996Z</updated><title type='text'>Can´t take my mind of you..</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2351/1108/1600/redback.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 60px; CURSOR: hand; HEIGHT: 80px" height="183" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2351/1108/320/redback.jpg" width="106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imersa num trabalho alucinante, pareço ter desaparecido, mas não...vou escrever, prometo, prometo...agora deixo-vos, a todos, com o que sinto agora, nas palavras do D. Rice: &lt;em&gt;I can't take my eyes off of you...I can't take my eyes off you...I can't take my mind off of you...I can't take my mind off you..&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113295857197966307?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113295857197966307/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113295857197966307&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113295857197966307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113295857197966307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/11/cant-take-my-mind-of-you.html' title='Can´t take my mind of you..'/><author><name>redbackspider</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09751631854123391646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113257191844623384</id><published>2005-11-21T11:09:00.000Z</published><updated>2005-11-21T11:24:22.183Z</updated><title type='text'>O Covil</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.toothpastefordinner.com/111401/hole.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 208px; CURSOR: hand; HEIGHT: 181px" height="299" alt="" src="http://www.toothpastefordinner.com/111401/hole.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;«Arranjei o covil e parece que me saí bem. Do exterior vê-se apenas um grande buraco, mas na realidade esse buraco não conduz a parte nenhuma (…) Porém, a uns passos do buraco, abre-se a verdadeira entrada, coberta por uma camada de musgo, que eu posso levantar: se há neste mundo alguma coisa segura é este lugar.»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Franz Kafka - “O Covil”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Q&lt;/span&gt;ue buraco seguro e quentinho que eu arranjei… É o meu abrigo e não há cerco mais sólido, tranquilo e doce que este. Quando o mundo exterior me aborrece, importuna ou consome fujo para este recanto, rodeado por sebes que há muito deixei de podar. Para proteger o meu casebre construí várias armadilhas aptas a deglutir o inimigo num segundo. O pior é que por vezes me distraio na vigia e tropeço nos meus próprios artifícios. Tenho então que lutar para me tentar livrar do covil, de proprietária passo a prisioneira e para conseguir fugir tenho de deitar abaixo os muros que com tanto cuidado e estima construí. Depois quando me apetece regressar há que voltar a reerguer as barreiras para mais tarde as destruir. Trabalho árduo, cansativo e repetitivo...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Oh, I really wish&lt;br /&gt;“Break on through to the other side” &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113257191844623384?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113257191844623384/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113257191844623384&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113257191844623384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113257191844623384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/11/o-covil.html' title='O Covil'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113235738221596367</id><published>2005-11-18T23:32:00.000Z</published><updated>2005-11-18T23:44:31.016Z</updated><title type='text'>DT Novembro: Beleza, Equilíbrio, Harmonia?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Aviso:&lt;/strong&gt; Este texto não é inocente. Não o aconselho DE TODO a pessoas mais sensíveis. Não é &lt;em&gt;gore&lt;/em&gt;, nem terror ...nem muito óbvio porque faço este aviso...&lt;br /&gt;É apenas um aviso 'à navegação', o lado emerso do iceberg é 9 vezes menor que a parte submersa&lt;br /&gt;&lt;em&gt;agora seguem por vossa conta e risco&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;D&lt;/em&gt;&lt;em&gt;er Überrr&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ritual da Dissolução&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I Momentum&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Abre a porta da Mente&lt;br /&gt;Liberta os grilhões da Alma&lt;br /&gt;Agora és vulnerável&lt;br /&gt;Oferece o peito à Tempestade que se aproxima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;II Momentum&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O medo não tem lugar aqui&lt;br /&gt;O amor não tem lugar aqui&lt;br /&gt;A piedade não tem lugar aqui&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;III Momentum&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Observa a Luz que transita&lt;br /&gt;Sente o calor que irradia&lt;br /&gt;Prova o sal das minhas feridas&lt;br /&gt;Estás cada vez mais perto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;IV Momentum&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;O medo não tem lugar aqui&lt;br /&gt;Se sentes medo desiste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;V Momentum&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O Amor não tem lugar aqui&lt;br /&gt;Se tens amor por ti desiste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;VI Momentum&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A piedade não tem lugar aqui&lt;br /&gt;Se acreditas que serei piedoso desiste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;VII Momentum&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Se resististe até aqui já não podes desistir&lt;br /&gt;Eis que chegamos ao Ponto de Não Retorno&lt;br /&gt;Agora começa o Grande Ritual da Dissolução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;VIII Momentum&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Pão, Carne, Vinho, Sangue&lt;br /&gt;Sémen, Terra, Leite, Mercúrio&lt;br /&gt;No teu peito está a Chave&lt;br /&gt;Para aceder à Câmara Secreta&lt;br /&gt;Onde Ela nos Ilude e Se esconde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;IX Momentum&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Onde havia calor é agora gélido&lt;br /&gt;Pois eu penetrei nos Seus aposentos&lt;br /&gt;E ela sorriu para Mim&lt;br /&gt;E Ofereceu-se a Mim&lt;br /&gt;E Ligou-se a Mim&lt;br /&gt;E Abandona-te a Ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;X Momentum&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ela dança no Jardim da Eternidade&lt;br /&gt;Ela bebe da Fonte da Imortalidade&lt;br /&gt;Ela controla a Força e a Virtude&lt;br /&gt;Ela é a Luz&lt;br /&gt;Ela saiu da Câmara&lt;br /&gt;E deixou lá o Negro e o Vazio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;XI Momentum&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Maria chora no seu trono de pedras e espinhos&lt;br /&gt;Ela sabe que a Tempestade chegou aos Céus&lt;br /&gt;E o seu Filho será para sempre impotente&lt;br /&gt;A Guerra pelas Almas dos Mortais está aberta&lt;br /&gt;E uma a uma são colhidas e levadas&lt;br /&gt;Mas o Grande Paraíso está vazio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;XII Momentum&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Estamos juntos no Jardim da Eternidade&lt;br /&gt;Bebemos todos da Fonte da Imortalidade&lt;br /&gt;A Grande Mãe é a nossa Força e Virtude&lt;br /&gt;Pão, Carne, Vinho, Sangue&lt;br /&gt;Sémen, Terra, Leite, Mercúrio&lt;br /&gt;Não mais vestiremos Carne Mortal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;XIII Momentum&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;É tudo uma Fantasia&lt;br /&gt;Imagens, Formas e Sensações&lt;br /&gt;Tudo Ilusões&lt;br /&gt;Agora dorme&lt;br /&gt;Pois quando acordares estarás completamente só&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;18 de Novembro de 2005,&lt;br /&gt;Der Überlende&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113235738221596367?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113235738221596367/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113235738221596367&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113235738221596367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113235738221596367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/11/dt-novembro-beleza-equilbrio-harmonia_18.html' title='DT Novembro: Beleza, Equilíbrio, Harmonia?'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113210338910343165</id><published>2005-11-16T01:00:00.000Z</published><updated>2005-11-16T01:15:27.080Z</updated><title type='text'>D.T. Novembro: Beleza, Equilíbrio, Harmonia; por Earworm</title><content type='html'>&lt;em&gt;Olá a todos. Já tinha saudades de aqui deixar qualquer coisita. Respondendo ao desafio de Novembro, decidi dar a minha versão (pouco ortodoxa) de Beleza, Equilíbrio e Harmonia. Para a próxima sai melhor. Por enquanto, é isto que estas 3 palavras juntas me fazem lembrar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um abraço a todos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ZEN&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo aqui é branco; as paredes, as cortinas, o edredão da cama alta e larga onde só eu durmo, as orquídeas japonesas, o tapete de lã virgem, a cama de dossel comprada num antiquário (disseram-me que pertenceu a uma raínha-por-ser, suicida).&lt;br /&gt;Tenho um armário para a roupa de Inverno (que é toda preta), outro para a roupa de Verão (que é toda branca).&lt;br /&gt;Tenho um jardim de Inverno com Aves do Paraíso e begónias e estrelícias e outras flores alienígenas e hera a trepar pelas paredes e aranhas a fazer ninhos entre ela.&lt;br /&gt;E um gato persa que vê fantasmas.&lt;br /&gt;Tenho este espaço todo só para mim. Tenho silêncio. O silêncio é branco, sempre achei, e feito da luz das manhãs de Inverno, quando te enrolas na cama e cegas de tanto sol.&lt;br /&gt;Não como carne nem peixe. Só sementes, como os pássaros. Só vegetais e fruta que caiu dos ramos. Como Newton.&lt;br /&gt;Mas, ao contrário dele, engano a gravidade. Engano os anos. A minha pele é alabastro. Não apanho sol. Não fumo, não bebo, não reparto fluidos, não rezo. (Deus morreu. Deus sou eu.) Prezo muito a minha espitualidade. Cultivo-a como um bonsai. (Vou podando... podando... podando...) Mil cuidados.&lt;br /&gt;Os homens são máquinas movidas a raiva e sangue e sémen. Poluem tudo. Poluem o silêncio. Ocupam espaço. Por isso sei estar comigo. Por isso aprendi a amar-me. O maior amor de uma mulher deve começar nela.&lt;br /&gt;A minha vida é um poema Zen.&lt;br /&gt;A minha vida é caligrafia japonesa: requer todo um ritual, horas de concentração e depois faz-se num só suspiro, numa exalação apenas. O resultado final está sempre a um passo da perfeição, negro sobre o branco. Irrepreensível, organizada. Pontual ao passo dos ponteiros. Uma bailarina numa caixa de música, numa redoma. Virem-me ao contrário, agitem-me e cairá neve.&lt;br /&gt;Branca e silenciosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113210338910343165?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113210338910343165/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113210338910343165&amp;isPopup=true' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113210338910343165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113210338910343165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/11/dt-novembro-beleza-equilbrio-harmonia_16.html' title='D.T. Novembro: Beleza, Equilíbrio, Harmonia; por Earworm'/><author><name>Earworm</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10750763264850379791</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113181577189184098</id><published>2005-11-12T17:06:00.000Z</published><updated>2005-11-12T17:32:56.886Z</updated><title type='text'>DT: Novembro - Amor Utópico, por booklover</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.michellegottlieb.com/graphics/sunset.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 222px; CURSOR: hand; HEIGHT: 156px" height="188" alt="" src="http://www.michellegottlieb.com/graphics%5Csunset.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;A&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;guardo a tua chegada, fervo interiormente para te conhecer, os teus olhos, as tuas expressões, a tua pele, o teu cheiro. Nos primeiros encontros iremos tremer só de estar na presença um do outro, a paixão cegar-nos-á para tudo o resto, só existiremos nós no mundo, nada perturbará a nossa paixão… Passarei noites em branco a pensar em ti, a desejar ouvir a tua voz e em ver a tua face. Vamos amar como nunca ninguém amou. Iremos descobrir-nos aos poucos, reconheceremos os nossos defeitos mas até esses serão insignificantes perante o nosso afecto. Vamos acender as nossas chamas interiores, tudo nos parecerá possível, não haverá obstáculos, afinal temo-nos um ao outro e o nosso amor, inquebrável, resistirá a todas as provações da vida. Banhados pela luz da lua, comunicaremos sem ser preciso falar. Quando não estiveres bem, eu sentirei imediatamente no meu coração sedento da tua presença, triste pela saudade. Suportaremos os momentos afastados com a certeza que os momentos juntos serão intensos, cheios de vida e energia. Como seremos felizes, poderemos viver na mais completa miséria material mas juntos sugaremos a vida até ao íntimo da nossa existência. Meu amor, espero por ti, aqui. Seremos uma só alma, um só coração. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;“I just want something&lt;br /&gt;I can never have…” &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113181577189184098?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113181577189184098/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113181577189184098&amp;isPopup=true' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113181577189184098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113181577189184098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/11/dt-novembro-amor-utpico-por-booklover.html' title='DT: Novembro - Amor Utópico, por booklover'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113166385929586639</id><published>2005-11-10T23:02:00.000Z</published><updated>2005-11-10T23:07:59.080Z</updated><title type='text'>DT Novembro - Beleza, Equilíbrio, Harmonia - by Stela</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Beleza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas amigas na praia. O sol já quase se pôs, mas como é pleno Agosto, ainda se vê uma luz púrpura, apesar de já serem quase nove horas da noite. O mar está sereno, e as amigas riem-se.&lt;br /&gt;Passaram um dia bom. Caminharam por sítios únicos, viram bichos e flores. Uma descobriu finalmente a flor que origina o cheiro característico das dunas, que sempre a confortou. A outra finalmente viu e identificou os famosos caimões que sempre quisera ver. «Acho que sim, estou a ver um!! Confirma lá…», pediu à amiga, dando-lhe os binóculos. A outra sorriu. «São lindos, não são?». Depois, cansadas, em passagem pela praia, decidiram parar.&lt;br /&gt;A praia está vazia. Sem estranhos para observar, tiram as roupas suadas e entram no mar, os corpos absorvidos pelo lusco-fusco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Equilíbrio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que andei de bicicleta, achei que nunca ia conseguir aprender… Aquilo não era para mim. Tinha 4 anos. E a bicicleta tinha rodinhas de lado. A segunda vez que tive que aprender a andar de bicicleta, já não podia pôr rodinhas de lado sem causar gargalhada geral. Tinha 24 anos. Hoje, vou de bicicleta para todo o lado. Mas às vezes ainda perco o equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Harmonia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Repara bem, hoje é dia 7.&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Do mês quê?&lt;br /&gt;(silêncio)&lt;br /&gt;- Junho?&lt;br /&gt;- Exacto, Junho! Mês 6!! E que ano?&lt;br /&gt;- Oh pá, não me venhas com merdas…&lt;br /&gt;- 2005!!! Já estás a ver?&lt;br /&gt;- A ver o quê?...&lt;br /&gt;- Eu nasci em Maio – mês 5 – de 76! Não é incrível??&lt;br /&gt;- Tu fumaste alguma coisa antes de vires para aqui?&lt;br /&gt;- Não. Quer dizer, sim… Mas isso não importa! É que… tipo… epá… às vezes parece que o universo está todo em harmonia…&lt;br /&gt;- Claro…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113166385929586639?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113166385929586639/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113166385929586639&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113166385929586639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113166385929586639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/11/dt-novembro-beleza-equilbrio-harmonia.html' title='DT Novembro - Beleza, Equilíbrio, Harmonia - by Stela'/><author><name>smallworld</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_hBv9V_x9QoQ/SwcSSm9hsUI/AAAAAAAAAiU/q_c6lWqRNHg/S220/PICT1146.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113153445413850501</id><published>2005-11-09T10:45:00.000Z</published><updated>2005-11-09T11:09:38.820Z</updated><title type='text'>Autobiografia em Cinco Capítulos</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.thousandimages.com/fotos/a252/f252064.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 242px; CURSOR: hand; HEIGHT: 349px" height="443" alt="" src="http://www.thousandimages.com/fotos/a252/f252064.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;“1) Caminho pela rua.&lt;br /&gt;Há um profundo buraco no passeio&lt;br /&gt;E caio lá dentro&lt;br /&gt;Estou perdido… não sei que fazer.&lt;br /&gt;A culpa não é minha,&lt;br /&gt;Preciso de uma eternidade para descobrir a saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Caminho pela mesma rua.&lt;br /&gt;E lá está um grande buraco no passeio.&lt;br /&gt;Finjo que não o vejo.&lt;br /&gt;Caio outra vez.&lt;br /&gt;Custa-me a acreditar que esteja no mesmo lugar,&lt;br /&gt;Mas a culpa não é minha.&lt;br /&gt;Ainda preciso de muito tempo para sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Caminhando pela mesma rua&lt;br /&gt;Há um profundo buraco no passeio.&lt;br /&gt;Vejo que lá está.&lt;br /&gt;Mas caio… Já é um hábito&lt;br /&gt;Tenho os olhos abertos,&lt;br /&gt;Sei onde estou&lt;br /&gt;Mas a culpa é minha&lt;br /&gt;E saio imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Caminho pela mesma rua&lt;br /&gt;Há um grande buraco no passeio,&lt;br /&gt;E passo ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Caminho por outra rua.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;retirado d' “O Livro Tibetano da Vida e da Morte” - Sogyal Rinpoche&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113153445413850501?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113153445413850501/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113153445413850501&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113153445413850501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113153445413850501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/11/autobiografia-em-cinco-captulos.html' title='Autobiografia em Cinco Capítulos'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113149050605988956</id><published>2005-11-08T22:48:00.000Z</published><updated>2005-11-08T22:55:06.133Z</updated><title type='text'>is there anybody out there?</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/550/792/1600/mist-mono.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/550/792/400/mist-mono.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; ...are you there?...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113149050605988956?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113149050605988956/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113149050605988956&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113149050605988956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113149050605988956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/11/is-there-anybody-out-there.html' title='is there anybody out there?'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113123312445879829</id><published>2005-11-05T23:25:00.000Z</published><updated>2005-11-05T23:25:24.540Z</updated><title type='text'>“Inconvencionalmente” belo; por Vera</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Inconvencionalmente” belo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha-vos preparado um poema muito harmónico e bonitinho mas depois perguntei-me: “A quem é que queres enganar? Não é isso que tu realmente &lt;br /&gt;pensas :) Não há nada mais belo para mim, hoje, do que encontrar beleza em algo que não o sugere...”&lt;br /&gt;Beleza é encontrar equilíbrio em algo sem harmonia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Luz Palavra Música Cor Alegria&lt;br /&gt;Pétala  Beijo  Sorriso&lt;br /&gt;Sol   Virtude&lt;br /&gt;Confiança&lt;br /&gt;Medo&lt;br /&gt;Chuva ignorância&lt;br /&gt;Folha  Insulto  Lágrima&lt;br /&gt;Sombra Silêncio Grito Escuro Tristeza&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia descrever-vos uma bela paisagem, uma romântica história de amor, uma fantástica corrida mágica à felicidade, todas essas imagens convencionais de beleza e todos concordariam... Mas não existiria equilíbrio... &lt;br /&gt;Existe o Outro lado, para mim, o mais Belo e fascinante... Que acentua a beleza do que nos parece tão Harmonioso.&lt;br /&gt;Seria uma palavra tão bela se não soubéssemos o que é o silêncio? Ou um beijo tão apetecível se não conhecêssemos a sua ausência? Como conheceríamos o Belo sem conhecer o Feio? É nesta harmonia que reside a Beleza...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vera Fonseca&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113123312445879829?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113123312445879829/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113123312445879829&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113123312445879829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113123312445879829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/11/inconvencionalmente-belo-por-vera.html' title='“Inconvencionalmente” belo; por Vera'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113080416379532239</id><published>2005-11-01T00:09:00.000Z</published><updated>2005-11-01T00:16:03.873Z</updated><title type='text'>DP2 - Cristal; por Der Überlende</title><content type='html'>o prometido é devido, aqui está a minha versão&lt;br /&gt;O prazo para participar neste DP2 foi estendido até 17 de Novembro&lt;br /&gt;Boas escritas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Cristal – Parte II&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela representava os restos mortais de uma linha aristocrática extinta e esquecida. O sangue que lhe corria nas artérias empedernidas pela velhice avançada era o último vestígio dos Khroner, a família maldita que regera aquele pequeno condado durante mais de 500 anos. No entanto, Angela era uma mulher altiva, muito segura de si e que nunca hesitava em fazer-se valer dos seus privilégios de derradeira Duquesa de Khroner. Era a primeira a ser atendida nas lojas da aldeia ou da vila, era-lhe reservado o que de mais fino havia para degustar e o que de melhor recorte havia para vestir ao seu corpo encurvado e senescente. Ela era gentil para quem se dirigisse a ela como Sr.ª Duquesa, admitindo mesmo que por uma vez ou outra se dirigissem a si como Sua Senhoria ou Sr.ª Khroner. Em relação a este último epíteto, o melhor era não abusar, pois mesmo Angela não gostava de ouvir o apelido infame demasiadas vezes, por muito estatuto que este tivesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela manhã fria de Novembro, a Duquesa acordara com um solavanco violento que a fez erguer da cama repentinamente. Qual louva-a-deus bêbado, esbracejou inconsequentemente em busca dos óculos enquanto volteava a cabeça para um lado e para outro numa tentativa desesperada de perceber o que se estava a passar nos seus aposentos embebidos na obscuridade da pré aurora. Mas apenas o silêncio ensurdecedor se sucedeu ao tremendo baque abafado... E contudo, Angela sabia que já não estava sozinha... Levantou-se com a calma a que a &lt;em&gt;nobilitas&lt;/em&gt; obriga e iniciou o seu ritual diário de &lt;em&gt;toilette&lt;/em&gt;. Ao dirigir-se ao espelho de madeira de cerejeira do século XVII que tinha sobre o toucador com igual antiguidade verificou algo muito invulgar. A sua imagem não aparecia nítida e contrastante com o luminar bruxuleante das velas espetadas no tridente de prata brasonado dos Khroner. Ela mal se vislumbrava na superfície de cristal e prata, apenas uma névoa aparecia, e rodopiava no sentido contrário aos ponteiros do relógio, arrastando o tempo consigo para um ponto branco baço que era o centro de toda a actividade. Angela assustou-se e num acto de pânico atirou com o castiçal para o chão. Felizmente, as velas apagaram-se com o embate, não causando maiores estragos. Na penumbra de seu boudoir ela tentava recuperar lentamente o fôlego, quando subitamente lhe ocorreu uma antiga história que seu tio, o venerável Conde de Chambourcy, lhe contara:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Vaso Eterno&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Era um segredo antigo, dos tempos imemoriais que se sucederam à queda do Império Romano, quando os bárbaros saqueavam os despojos de &lt;em&gt;Roma, Antioquia, Mediolanum,  Carthago, Lutecia, Londinium&lt;/em&gt;... e o mundo civilizado entrava na agonizante primeira fase da idade das trevas, a era Medieval. Era o início da Escola Universal Alquimista, onde sábios romanos, persas, orientais, árabes, hebraicos, gregos, germanos, egípcios, normandos entre outros  se uniram pela primeira e última vez.  O intuito final era atingir os segredos maiores da magia divina, da alquimia dos soberanos do Universo, o segredo da imortalidade da alma, a pedra filosofal. Numa primeira fase, muitos destes sábios morreram em resultado de experiências mal sucedidas, de misturas mortais de componentes, vítimas de conspirações entre facções...Ah, sim, a humanidade sempre fora pródiga em traição e jogos de poder.&lt;br /&gt;Gaudentio era um patrício romano, filho bastardo de um poderoso senador e da sua amante dalmace, uma digna representante do povo eslavo que tanto sangue e suor romano exigiu em troca do controlo de suas terras a sudeste dos Alpes. Seus antepassados maternos eram artífices do metal, fogo... e cristal. Gaudentio aprendera com sua mãe alguns dos segredos incontáveis de como tratar, talhar e polir cristal, e como curioso inato, aprendera nas ruas e mercados muita da sabedoria antiga dos múltiplos povos que antes enxamearam a gorda e velha Roma. Era um virtuoso da magia prática com seres e objectos, e aquilo que hoje se poderia chamar de um brilhante químico. Sabia quais os segredos que o fogo revelava, quais os elementos que viviam no âmago do cristal, e como os poderia invocar. No seu laboratório trabalhava juntamente com um foragido príncipe nardo e um velho alquimista egípcio. Juntos, trabalhavam o cristal na perfeição e criaram a solução para o tempo de espera que dizimava os clarividentes anciãos que aguardavam e desesperavam pela descoberta da matéria mágica que lhes conferiria vita aeterna, a Pedra Filosofal. Gaudentio, Augutinius e El-Ashmeed construíram um vaso mágico de cristal, onde a alma se poderia refugiar durante séculos ou milénios até que fosse descoberto o segredo da carne imortal. Só então se poderia proceder ao transvase, o acto de passar a alma guardada no vaso para o novo corpo imortal.&lt;br /&gt;O tempo tratou de fazer desaparecer completamente a Escola de Gaudentio e seus pares, e levou consigo o mistério do Vaso Eterno...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angela sabia que era feita de carne mortal, e sabia que o fim estava próximo. Aquele estranho e insano episódio matinal poderia não ser mais do que um sonho que se arrastou para além do fim da narcose nocturna, mas era sem dúvida um aviso. A Duquesa de Khroner não iria durar muito mais tempo à superfície da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspirada na antiga história que seu tio lhe contara, decidiu que era hora de visitar aquele homem tenebroso, aquela criatura que tanto transtorno lhe causava. Era hora de ir bater à porta de Mestre Fausto. Ia confrontá-lo, e perguntar-lhe que segredos guardavam aqueles cacos de vidro glorificado, aquela abonecada resplandecente, aqueles incómodos seres de cristal. Tudo na esperança de encontrar entre a parafernália de bibelôs desalmados uma última morada para o seu sopro imortal. O horror alimentado pelo catolicismo vigente de que um Inferno em chamas a poderia engolir para toda a eternidade fê-la tomar atitudes drásticas, tudo em nome da salvação da última das Khroner.&lt;br /&gt;Mal Angela se aproximou da loja de Mestre Fausto ouviu a pesada porta de carvalho ranger e entreabrir-se. Ela sabia que era esperada, ainda que em mais de 40 anos nunca pusera os pés lá dentro mais do que 2 ou 3 vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aproxime-se Sr.ª Khroner, estava à sua espera – Disse Fausto, com a sua voz seca e profunda como a caverna da Alegoria.&lt;br /&gt;- Salve velho diabo, fostes vós quem andou a zombar de mim com partidas infantis para me despertar do meu sono? –&lt;br /&gt;- Não fui eu, mas sou capaz de saber que tenha sido. Ela passou por mim esta noite para me cumprimentar e disse que ia a tua casa. –&lt;br /&gt;- De quem falais? – Disse Angela tentando-se passar por mais surpreendida do que de facto estava.&lt;br /&gt;- Da Ceifeira, daquela que a todos visita pelo menos uma vez. –&lt;br /&gt;- Um dos seus bonequitos assustadores, é isso que me estais a insinuar? –&lt;br /&gt;- Vossa Senhoria viu do que falo, quando se mirou ao espelho, quando sentiu o seu sopro gélido ao despertar, quando ouviu o cabo de sua gadanha a bater no solo carcomido de térmitas de seu quarto. –&lt;br /&gt;- Fantasmas? Pensais que me assusto assim tão facilmente? Não sou nenhuma catraia para me impressionar com estorietas de tigres e traças e outras assombrações para tirar sono a crianças, ficai sabendo...-&lt;br /&gt;- Não diga mais nada Sr.ª Duquesa. Não é a primeira vez que tenho um Khroner na minha loja a tentar convencer-me que seus intentos são outros dos que o cá trouxeram. Quereis ver uma peça em particular, um artefacto arcaico do tempo das primeiras trevas, um pequeno e delicado objecto, um vaso. –&lt;br /&gt;- Não.... Sim,... como sabeis?!?&lt;br /&gt;- Foi vosso tio quem mo deixou à guarda, com o aviso de que mais tarde a Sr.ª Duquesa o viria buscar. Pois aqui está ele, este pequeno vaso de cristal antigo. É vosso, para fazerdes dele conforme seja vosso desejo.-&lt;br /&gt;Angela olhou para o vaso, surpreendida com o desfecho excessivamente rápido de sua visita. Aparentemente era apenas um vaso de cristal, simples e translúcido, sem nada que o denunciasse como mágico ou com poderes para enganar a eternidade. Fausto sorria tranquilamente, permitindo a seu corpo magro e alto alguns momentos de descanso num velho cadeirão de veludo carmim.&lt;br /&gt;- Mas estais seguramente a gozar com a minha pessoa. Para que quero eu isto? É alguma piada, estais a divertir-vos às minhas custas, é isso, não é? –&lt;br /&gt;- Adeus Angela, a nossa conversa terminou! –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela manhã fria de Novembro, a Duquesa acordara com um solavanco violento que a fez erguer da cama repentinamente. Qual louva-a-deus bêbado, esbracejou inconsequentemente em busca dos óculos enquanto volteava a cabeça para um lado e para outro numa tentativa desesperada de perceber o que se estava a passar nos seus aposentos embebidos na obscuridade da pré aurora. Mas apenas o silêncio ensurdecedor se sucedeu ao tremendo baque abafado...&lt;br /&gt;Angela ergueu-se e lentamente compôs-se do susto. Acendeu o castiçal de prata brasonado e aproximou-se do espelho de madeira de cerejeira do século XVII. Mirou-se e viu a sua cara pálida e ainda trémula do susto que a despertara. Tinha a cabeça pesada, como acontece quando temos um sonho demasiado intenso e perturbador. Estava tudo no seu lugar, tudo na mesma... ela procurava por perturbações e parecia que nada se tinha alterado. Mas não era bem assim. Sobre o seu toucador, na intimidade de seu &lt;em&gt;boudoir&lt;/em&gt;, havia agora um pequeno vaso de cristal que luzia com a primeira claridade do dealbar frio. Angela aproximou-se dele, primeiro com receio, depois, lentamente, com uma sensação de esperança e desafio. Ela estava pronta a fazê-lo, a tocar no vaso eterno e a saltar para dentro deste, e para sempre iludir a morte. Era o momento, ela estava convencida de que era isso que desejava, e nada a iria demover. Adeus carne fraca, a eternidade de Gaudentio seria o jardim de sua alma. Angela soluçava e seu corpo tremia de antecipação. Mas a sofreguidão paga-se cara, e, num gesto de amplitude desmedida fez cair o candelabro no chão, onde a chama das velas foi encontrar pasto para progredir sobre o tapete persa do Século XVI. Em menos de 3 minutos todo o &lt;em&gt;boudoir&lt;/em&gt; estava em chamas, ardendo como se fosse o dia do juízo final para a Duquesa de Khroner. Em menos de nada estava tudo acabado, toda a casa reduzida a escombros e cinzas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só no dia seguinte é que a polícia e os bombeiros poderam começar à procura dos vestígios mortais da Sr.ª Khroner. Encontraram apenas os restos calcinados de seus ossos e alguns vestígios do que antes foram os seus pertences. Pouco havia para reconhecer: os suportes da cama antiga, o espelho quebrado com a prata enegrecida pelo fumo e um curioso pequeno vaso de cristal, que dava a ilusão de ter no seu interior uma ténue luz branca a pulsar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;31 de Outubro de 2005,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Der Überlende&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113080416379532239?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113080416379532239/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113080416379532239&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113080416379532239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113080416379532239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/11/dp2-cristal-por-der-berlende.html' title='DP2 - Cristal; por Der Überlende'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113071523171143769</id><published>2005-10-30T23:33:00.000Z</published><updated>2005-10-30T23:33:55.843Z</updated><title type='text'>DP2 - Extensão do prazo...</title><content type='html'>... se houver &lt;strong&gt;massa crítica suficiente &lt;/strong&gt;a querer responder!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quanta gente ainda quer participar?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Vá, respondam lá....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso se justifique, &lt;strong&gt;fica alargado o prazo de resposta ao DP2 - Cristais até dia 17 de Novembro, 2ªf.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... agora toca a escrever!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Der Uber&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113071523171143769?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113071523171143769/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113071523171143769&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113071523171143769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113071523171143769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/10/dp2-extenso-do-prazo.html' title='DP2 - Extensão do prazo...'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113069523709062679</id><published>2005-10-30T17:37:00.000Z</published><updated>2005-10-30T18:00:40.093Z</updated><title type='text'>DP2 - Cristal, by Stela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;            A Angela tinha os olhos castanhos escuros, fazendo com que mal se distinguisse a pupila da íris do olho. Entrou pela primeira vez na loja num sábado à tarde particularmente chuvoso, em que a maior parte das pessoas preferira ficar em casa. O Outono tinha feito recentemente a sua chegada inevitável. O Sol, que brilhara tão arrogantemente todo o Verão, incendiando aqui e ali matas inteiras, parecia agora tímido e arrependido, de tão débil que era a sua luz. Quando a campainha da porta soou, mestre Fausto não ergueu a cabeça do que estava a fazer. Acabara de receber uma encomenda particularmente importante, e afadigava-se a desempacotá-la para a examinar convenientemente. Ouviu a porta fechar, e passinhos miúdos. «Se precisar de alguma coisa, espere só 5 minutinhos, está bem?», disse, sem erguer os olhos. «Sim senhor, era para lhe perguntar se pode reparar o meu cisne…» Fausto olhou em frente, mas não viu ninguém em toda a loja. De repente apercebeu-se de que a voz miudinha vinha de trás do balcão onde estava a trabalhar. Ali, muito composta, estava a menina mais pequena que Fausto alguma vez vira. «Cisne? Mostra-me lá…», disse com um sorriso. Angela retirou do bolso um embrulho castanho. «Mas não diga nada à minha mãe», disse num sussurro, «é que… parti-o…» e os dois olhos castanhos como bolotas desviaram-se para o chão, procurando esconder a vergonha de ter feito tal coisa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As mãos experientes do mestre Fausto abriram o embrulho e admiraram o pequeno cisne de cristal, decapitado. Os dois pedaços em que se partira complementavam-se perfeitamente, era apenas necessário aplicar uma cola especial com muito cuidado e o cisne ficaria como novo. Angela olhava-o agora com olhos suplicantes. «Não te preocupes, isto é um instante! A tua mãe nem vai perceber!», disse-lhe, tranquilizante. Virou costas ao balcão e dirigiu-se à sala das traseiras da loja, onde tinha o seu arsenal de utensílios para melhor cuidar, avaliar, restaurar todas as figuras de cristal que lhe vinham parar à mão. Colocou o cisne partido debaixo da lupa para poder aplicar cuidadosamente a cola. Reparou que Angela o tinha seguido. «Entao? Receosa?... Olha que pior do que está não fica de certeza…» disse-lhe Fausto rindo. «Não… é que é uma coisa tão frágil e tão bonita… Parecia-me que se iria partir em trinta mil bocadinhos… Mas afinal foi só em dois.», disse Angela, parecendo recordar o susto que apanhara quando vira o pequeno cisne voar para o chão. «Ah, não te preocupes… Este cristal é de uma excelente qualidade, por isso não se estilhaça assim tão facilmente. Além disso, sabes que o cisne é uma das formas que o deus grego Zeus pode assumir? Portanto, já vês, não era assim qualquer coisinha que o deitaria abaixo!», reconfortou-a Fausto.&lt;br /&gt;Angela sorriu e olhou em volta. Abrindo os olhos e a boca de espanto, disse «Uau!», quando viu a magnifica colecção de Fausto, normalmente afastada dos olhos dos clientes. Cirandou pela oficina, e às tantas os seus olhos pareceram fixar-se numa figura em especial, com umas asas do cristal mais transparente que vira. «Que animal é aquele atrás deste elefante?», perguntou. «Parece que brilha de forma diferente…». A voz de Fausto soou repentinamente ríspida. «Menina, já tenho aqui o cisne pronto. Acho que é altura de o devolveres à tua mãe.» Angela anuiu com a cabeça, um pouco amedrontada, e voltou à parte pública da loja. «Quanto lhe devo?», inquiriu numa vozinha ainda mais tímida. «Nada, não te preocupes, é por conta da casa» disse Fausto, sorrindo novamente. Disseram adeus, e Angela saiu para o frio mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda vez que Angela entrou na loja foi 7 anos mais tarde. O calor de Agosto fazia da loja mais uma vez um local protector, fresco por causa da penumbra onde os cristais brilhavam. Fausto não reconheceu a jovem de t-shirt de alças preta e calças de ganga senão pelo boneco de cristal que lhe trazia – o cisne, outra vez quebrado. «Finalmente, a cola que lhe pôs há anos cedeu… Desta vez a culpa não foi minha, foi do meu irmãozinho… É tão traquinas como eu era!», disse Angela a rir. Fausto riu-se também calorosamente, e olhou pela segunda vez para aquele cisne torturado por crianças brincalhonas. «Desta vez vai ser mais difícil… A sua mãe devia guardar isto noutro sítio, senão da próxima vez não há mestre Fausto que lhe valha…». E deslocou-se para a oficina. Angela seguiu-o, como fizera 7 anos antes. «Já me tinha esquecido… Tem aqui um verdadeiro tesouro, mestre Fausto», disse. «Aposto que estas prateleiras guardam segredos do arco da velha!». Mas Fausto não respondeu, ocupado com a reparação do velho cisne. «É curioso…», disse Angela poucos momentos depois. «O meu avô também tinha uma paixão enorme por cristais. Talvez o conheça. Victor de Chambourcy?».&lt;br /&gt;Fausto ficou estático. «Sim, conheço», respondeu de forma seca. Angela continuou a falar. «O meu avo falou-me de um cristal especial… pensei que o mestre seria a melhor pessoa para me dizer se tal cristal existe de facto ou não. Aparentemente, o meu avô acreditava que o cristal estava amaldiçoado. A Aqueronte?...», inquiriu.&lt;br /&gt;«Duvido que Victor de Chambourcy falasse desse cristal a seja quem for… muito menos à sua neta. O Conde era um homem extremamente zeloso para com a sua família, e esse cristal de que me fala é tudo menos um objecto seguro. Por isso lhe digo que é melhor ir-se embora e não me procurar mais!», afirmou Fausto, olhando com suspeita para Angela. Mas desta vez a rapariga não arredou pé. De mãos nos bolsos e olhar provocador, disse: «Oh, o avozinho falou, sim. Não havia nada que ele não me dissesse. Quanto ao zelo familiar do meu avô, eu se fosse a si, não tinha tanta certeza…» Aproximou-se de Fausto, olhando-o directamente. «Onde está o cristal?», perguntou.&lt;br /&gt;«O que é que aconteceu ao Conde?! O que é que fizeste ao Conde? Ele nunca iria mencionar a Aqueronte, se não fosse ameaçado…», balbuciou o mestre, mãos suando, com o cisne ainda entre elas. «Digamos que ele sofreu… », disse Angela, olhando para o cisne nas mãos trémulas de Fausto, «… um acidente. Ou dois».&lt;br /&gt;Os olhos de Fausto luziram de compreensão, e o cisne caiu-lhe das mãos, estilhaçando-se de vez no chão da oficina. «Como?... Como?!», exclamou horrorizado. «Ninguém mais devia ter esse poder… Pensámos que estava tudo acabado, tudo!».&lt;br /&gt;Angela riu-se, e por uns momentos podia ter voltado a ser uma simples rapariga de 14 anos. Mas quando olhou para Fausto, tinha olhos empedernidos, vazios de humanidade. «O primeiro erro foi o mesmo de sempre… A curiosidade. O meu querido avô quis continuar a investigar sobre estes cristais amaldiçoados e finalmente conseguiu descobrir os rituais que permitiam a captura de determinadas energias nos elementos do cristal. Daí a perceber como capturar a energia espiritual de alguém dentro de um cristal, foi um passo pequeno. Pena que na sua ânsia de descobrir se o processo funcionava, tenha usado a minha mãe como cobaia. Foi o seu segundo erro… Sim, ele disse que tinha sido um acidente… Não me leve a mal, ela não está mal como bailarina, mas continuo a achar que o meu avô faz um cisne de primeira!» Parecia agora ligeiramente aborrecida. «Vou repetir mais uma vez. Onde está a Aqueronte? Se não respondes rápido, podes substituir o meu querido avô nas brincadeiras do meu irmão… Ele tem mesmo mãos de manteiga!», disse ela, franzindo o sobrolho.b&lt;br /&gt;Fausto fechou os olhos, anuindo. «Não fazia ideia… Assim seja… espero que te arrependas e te apercebas de que o poder destes cristais não é para ser usado no mundo de hoje.» Puxou do molho de chaves que trazia à cintura e abriu uma das gavetas de um armário alto de carvalho.&lt;br /&gt;Tirou de lá de dentro um pequeno embrulho, e retirou o pano que o protegia. As asas da Aqueronte brilharam, mais uma vez livres. Evitando olhar o cristal de frente, estendeu-o a Angela, que o recebeu também baixando os olhos. «Bom, velhote, o nosso negócio termina aqui. Foi um prazer não te ter como bibelot…» Virou costas e ia a sair da oficina quando ouviu palavras familiares, embora para qualquer outra pessoa pudessem parecer apenas sussurros numa língua desconhecida. Encarou de novo o mestre Fausto e viu-o de joelhos, com uma mão em cima do pano de onde retirara a Aqueronte. Agora via claramente traçado no pano o selo usado para efectuar a captura de energias em cristal. Nos seus olhos um misto de medo e incredulidade, a última coisa que ouviu foi mestre Fausto a dizer «A curiosidade matou o gato…».          &lt;br /&gt;À frente de Fausto restava agora apenas o cristal, tilintando no chão. Rapidamente, cobriu-o com o pano antigo, e voltou a guardá-lo na mesma gaveta. Parecendo dez anos mais velho, Fausto arrastou as pernas cansadas até à porta da loja, e virou a tabuleta de forma a que se visse do lado de fora «Fechado». Por hoje era tudo… &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113069523709062679?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113069523709062679/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113069523709062679&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113069523709062679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113069523709062679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/10/dp2-cristal-by-stela.html' title='DP2 - Cristal, by Stela'/><author><name>smallworld</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_hBv9V_x9QoQ/SwcSSm9hsUI/AAAAAAAAAiU/q_c6lWqRNHg/S220/PICT1146.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113042021507612589</id><published>2005-10-27T14:25:00.000+01:00</published><updated>2005-10-27T14:47:10.063+01:00</updated><title type='text'>DT Outubro - Geração Popstar; por booklover</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;THE ORDINARY BOYS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;em&gt;(Morrissey)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ordinary boys, happy knowing nothing&lt;br /&gt;happy being no one, but themselves&lt;br /&gt;Ordinary girls, supermarket clothes&lt;br /&gt;who think it's very clever to be cruel to you&lt;br /&gt;for you were so different&lt;br /&gt;you stood all alone&lt;br /&gt;and you know&lt;br /&gt;that it had to be so&lt;br /&gt;avoiding ordinary boys&lt;br /&gt;happy going nowhere, just around here&lt;br /&gt;in their rattling cars&lt;br /&gt;and ordinary girls&lt;br /&gt;never seeing further&lt;br /&gt;than the cold, small streets&lt;br /&gt;that trap them&lt;br /&gt;but you were so different&lt;br /&gt;you had to say no&lt;br /&gt;when those empty fools&lt;br /&gt;tried to change you, and claim you&lt;br /&gt;for the lair of their ordinary world&lt;br /&gt;where they feel so lucky&lt;br /&gt;so lucky, so lucky&lt;br /&gt;with their lives laid out before them&lt;br /&gt;they're so lucky, so lucky&lt;br /&gt;so lucky, so lucky&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;Geração Popstar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Atenção texto extremamente subjectivo e opinativo que pode chocar alguém. Se és uma popstar não leias!!!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo do nosso percurso escolar deparamo-nos em todas as turmas com os clubes das “betas” ou “vip´s” ou como hoje lhes chamam (denominação impingida pelos “Moranguitos com Açúcar”) as “popstars”.&lt;br /&gt;Estas agremiações mantêm sempre as mesmas linhas gerais de carácter, apenas o &lt;em&gt;look&lt;/em&gt; varia com as tendências da moda.&lt;br /&gt;Neste momento, uma Popstar apresenta-se ordinariamente com franja e cabelo esticado, argolas nas orelhas (a sua origem remonta aos brindes dos pacotes de Matutano), botas obrigatoriamente bicudas, bolsa do tamanho do telemóvel 3G, unhas pintadas e levemente compridas, óculos escuros gigantes e finalmente, pormenor indispensável, peito firme e bem arreganhado para cima (se o peito for pequeno usam-se pequenos truques).&lt;br /&gt;Este é o &lt;em&gt;look&lt;/em&gt; que está a dar, claro que as betas de uns anos atrás aparentavam estilos diferentes…&lt;br /&gt;Aspectos psicológicos? Uma VIP, logo pela manhã, quando te apresentas a uma aula das 8:00 com os olhos inchados e vermelhos e o cabelo meio despenteado, olha-te com um ar de desprezo de cima abaixo para conseguir registar se o cinto que trouxeste ontem é o mesmo que trazes hoje, nenhum pormenor é deixado ao acaso… se as meias que calças-te ainda de olhos fechados não condizerem com o resto da roupa estás tramada! Na sala de aula juntam-se nas filas de trás para poderem cochichar à vontade sobre os outros. Por vezes traem-se umas às outras mas acabam por fazer as pazes. Os rapazes mais bonitos e abastados, &lt;em&gt;plaboys&lt;/em&gt; da noite, (geralmente andam com os botões da camisa desapertados até meio da barriga) não lhes escapam, é-lhes feita marcação cerrada. Geralmente entendem-se: plaboy com popstar dá resultado! Os plaboys não falam com todas as raparigas da turma, só com as popstars e se estiveres ao lado delas, chegam ao cúmulo de as cumprimentarem e deixarem-te de fora. Intelectos tristemente vazios e fúteis. Um bacalhoeiro de Popstars identifica-se a longas distâncias, estão sempre às gargalhar forçadamente alto, com gritinhos e guinchos histéricos pelo meio. São tão felizes, tão felizes, tão felizes… Se te metes com elas estás fodida(o). Gozam de grande poder e estrelato na turma e num piscar de olhos conseguem pôr toda a gente contra ti. Conduta típica é organizarem saídas ao cinema ou festas de anos, bastante alto, para tu as ouvires a convidarem toda a gente menos tu, tomá lá para aprenderes: ou te comportas com um cão a fazer e pensar tudo o que elas querem ou arriscas-te a teres a tua própria personalidade e ficas sozinha(o).&lt;br /&gt;Toda a gente já foi vitima destes grupinhos maquiavélicos mas as adolescentes de 13, 14, 15 anos… são quem mais sofrem. À procura do grupo de pares, com as caras em erupção borbulhosa, sentem-se diferentes e sofrem silenciosamente, porque se recusam a serem árvores de natal, enfeitadas com todos os quincarelhos inimagináveis, nem querem gozar com a rapariga ranhosa da turma porque sentem a injustiça, não querem ser cruéis, mas também querem ser aceites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Texto dedicado à prima teen R., tímida, insegura e cheia de dúvidas…&lt;br /&gt;Porque não és diferente de ninguém, apenas igual a ti própria…&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113042021507612589?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113042021507612589/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113042021507612589&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113042021507612589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113042021507612589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/10/dt-outubro-gerao-popstar-por-booklover.html' title='DT Outubro - Geração Popstar; por booklover'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-113008604497045379</id><published>2005-10-23T17:42:00.000+01:00</published><updated>2005-10-23T17:47:24.980+01:00</updated><title type='text'>J.M.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para mim J.M. era um louco, sempre disposto a provocar-me, a desafiar todos os meus limites, a testar a minha paciência e resistência, a exigir-me o conhecimento de coisas novas, a fazer guerrilhas intelectuais comigo, doido varrido, desejoso de sugar a vida até ao âmago da sua existência. Para ele o conhecimento era tudo, lia cerca de quatro horas diárias ou mais, espicaçava-me, não com a intenção de me inferiorizar mas de o acompanhar na aventura louca do conhecimento… Todos os livros que lia passavam para mim com resumos e questões, provocador inato gozava-me a moleza física. Ardia de vida, exalava folia, contagiava com um humor acutilante e sarcástico… Descuidado no aspecto, para ele os amigos eram tudo, mais os livros e o desporto. Zombava dos professores, a escola dizia-o - atrofiava-lhe a criatividade - a vida de que precisava estava cá fora, na natureza, nas pessoas, nos animais… Amante das horas vagas, do silêncio e da companhia. Embora não o desejasse era o centro das atenções em todos os círculos sociais, tinha o poder de magnetizar as pessoas com a sua graça, sabedoria e perícia. Um dia fartou-se da rotina, começou a sentir-se agrilhoado em todo o seu potencial, queria mais, muito mais da vida e não uma existência trivial e ordinária. Pegou na mochila e partiu rumo ao desconhecido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-113008604497045379?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/113008604497045379/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=113008604497045379&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113008604497045379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/113008604497045379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/10/jm.html' title='J.M.'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112994129521394762</id><published>2005-10-22T01:34:00.000+01:00</published><updated>2005-10-22T01:34:55.286+01:00</updated><title type='text'>DT Outubro - Boleia; por Der Uberlende</title><content type='html'>Ora viva,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui vai o meu contributo para o &lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/desafios-200506-por-silent-child.html"&gt;&lt;strong&gt;Desafio Temático de Outubro&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; - &lt;em&gt;egoísmo, ignorância, maldade.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;boas escritas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Der Uber.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Boleia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certeza que já vos aconteceu... irem a andar descansados da vossa vida e, subitamente, sentirem um enorme calafrio espinha abaixo. Sabem o que é? Eu também não sabia, ou melhor, julgava que sabia. Seria uma corrente de ar, uma gripezita a pegar, falta de sono, um pressentimento...&lt;br /&gt;Um dia, há já vários anos atrás, descobri tudo, o que queria saber e o que desejava nunca ter conhecido.&lt;br /&gt;Estávamos no primeiro ano da década de 80, num Portugal ignorante e desorientado que não sabia o que fazer com o bebé da democracia que agora lhe berrava aos ouvidos com fome. Eu já tinha experimentado de tudo quanto o PREC tinha para oferecer, desde a aventura fácil com as subalternas da repartição até às novas alternativas para inebriar a mente e confundir os sentidos.  Sexo, drogas e rock &amp; roll, yeah, era isso mesmo. Curtir os Stones, Genesis, Floyd, o Zeca e os cantares do Rancho folclórico de Arganil, isso é que era vida. Os russos tinham a sua olimpíada, onde passeavam o fervor soviete pelas pistas e estádios livres de americanos capitalistas. Nesse ano o mundo perderia o Sartre, o Vinícius, o Piaget, o Lennon e o Hitchcock. Nós por cá descobríamos uma nova receita de borrego assado quando o nosso então Primeiro Ministro caia das alturas sobre os céus de Camarate. Também morreria o Caetano, mas não seria a última vez que os Portugueses teriam que aturar um Marcelo com queda para falar na TV. Algures nos mares do sul nascia uma estranha nova nação chamada Vanuatu, e no Brasil nasciam dois monstros do princípio do Séc. XXI: o PT de Lulla da Silva e a Gisele Bündchen. Em Portugal haveria de nascer muita gente da qual eu nunca iria ouvir falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era madrugada de dia 12 de Novembro, e a tenaz da ressaca ainda me recordava uma piela em nome de um general romano que supostamente cortou a capa em dois para abrigar um pedinte. Eram 6 horas da madrugada quando saia da casa de uns amigos lá para os lados de Sesimbra. Esperava-me uma viagem tranquila, umas curvitas para sair da vila e uma longa recta até chegar à ponte rebaptizada que era então a única a atravessar o Tejo dos lisboetas. A cabeça cambaleava e os olhos ameaçavam fechar. Piscava-os numa tentativa vã de comunicar em morse o que a boca já não tinha coragem de proferir: estou morto de sono. Tinha andado poucos quilómetros quando fui surpreendido por uma luz forte que me fez guinar o carro para a berma. Travei a fundo, ao mesmo tempo que o despertar violento da iminência de acidente me lembrava as palavras do filósofo. Eu era de facto mortal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recompus-me calmamente. Peguei no volante, dei um toque no acelerador e preparava-me para engatar a marcha quando senti um enorme calafrio e olhei pelo retrovisor. No banco de trás do meu carro, antes deserto, estava agora uma jovem magra e sorridente, tez morena e cabelo liso, que me pedia lume com a maior das tranquilidades.&lt;br /&gt;- Quem é você??!?!? – disse eu num tom apavorado enquanto a garganta secava e me virava apavorado para trás.&lt;br /&gt;- Sou a tua boleia. Deste-me cabo do carro agora levas-me para casa ! Dás-me lume?&lt;br /&gt;- Mas como é que entrou no carro? Não me lembro de ter...-&lt;br /&gt;- ... deixado ninguém entrar? Eu até me espanto que já estejas acordado, tal o bafo a pinga que vai para ai.-&lt;br /&gt;- Mas o que foi que aconteceu afinal? E quem diabo és tu???-&lt;br /&gt;- Sou a tua ‘pendura’, já te disse. Vinhas em contramão e fizeste-me sair da estrada. Bati com o carro num pinheiro e fiquei sem saber o que fazer. Até que reparei que estavas ainda aqui e decidi que me irias levar de volta à casa do meu namorado. Não quero ficar sozinha esta noite depois do que me fizeste.-&lt;br /&gt;- Ok, ok, peço-te imensa desculpa.... mas estás bem? É preciso ir ao hospital ou...-&lt;br /&gt;- Não, não vale a pena irmos para hospital nenhum. Anda lá, e vê lá se te despachas com o bendito lume!-&lt;br /&gt;- Mas não preferes passar para o banco da frente?-&lt;br /&gt;- Não, gosto que sejas o meu chauffer. Tens pinta de ‘marialva’ e não me apetece que te ponhas com tentativas de apalpanços.-&lt;br /&gt;- Mas o que dizes tu? Não sabes nada...-&lt;br /&gt;-... sobre ti? Ah, és tão transparente! Topa-se logo que és do tipo dado a brincadeiras, e por hoje já brincaste o suficiente. Agora guia, e tira-nos daqui.&lt;br /&gt;- Pronto pá, também não é preciso pores-te com tretas e insultos. Mas não queres ir dar uma olhada no carro antes?-&lt;br /&gt;- Não merda, anda lá com isso! E essa porra do isqueiro vem ou não?!?!?&lt;br /&gt;- Calma, ‘tá aqui! Vamos lá então... Como te chamas?&lt;br /&gt;- Maria.&lt;br /&gt;- Simplesmente?&lt;br /&gt;- Isso é alguma das tuas piadinhas? Não, Maria de Jesus.&lt;br /&gt;- Meu Deus – disse com um sorriso idiota e inevitavelmente engatarão – Não sabia que levava aqui a Nossa Senhora! Hehe&lt;br /&gt;Ela inclinou a cabeça para o lado, puxou profundamente por uma passa e libertou o fumo com lânguida lentidão. Olhou para os meus olhos no retrovisor e disse.&lt;br /&gt;- Por acaso vês algum halo? &lt;br /&gt;O mais surpreendente é que vi mesmo uma auréola verde bafienta a cobrir-lhe o alto da cabeça. Mas que bomba, aquela jeropiga....&lt;br /&gt;- Então Maria, também vinhas da festa?&lt;br /&gt;- Se podes chamar festa ao que faço, sim, vinha da festa.&lt;br /&gt;- E o que fazes?&lt;br /&gt;- Sou puta. Mas ‘tás com azar, já acabou a hora de expediente e fechou a loja.&lt;br /&gt;- A sério?!? Isto é, ... desculpa, não queria ser intrometido, mas também não é preciso ‘tares a gozar com a minha cara. Não queres que faça mas conversa eu calo-me, mas respostas dessas dispenso.&lt;br /&gt;- Não acreditas, hein?-&lt;br /&gt;- É pá, deixa lá isso. Levo-te para casa e depois ligas-me amanhã a dizer a que oficina foi parar o teu carro.-&lt;br /&gt;- O tipo não acredita, olha-me só... É uma profissão como qualquer outra. E tu, deves ser menino de escritório, todo ‘boneco’ de gravatinha, a andar a papar dactilógrafas na casa de banho da repartição... És tão puta como eu, só não cobras dinheiro, antes queres fazeres uns favorezitos a promover as tipas do que aceitares uma milena pelos teus serviços de boi de cobertura.-&lt;br /&gt;- Oi, calminha ai com a conversa. Tu não me conheces de lado nenhum!&lt;br /&gt;- Não? Tens a certeza?-&lt;br /&gt;- Que queres dizer com isso???-&lt;br /&gt;- A minha cara não te é familiar?-&lt;br /&gt;- Ah?-&lt;br /&gt;- Olha lá bem! – &lt;br /&gt;Travei a fundo. Aquela brincadeira estava a ir longe de mais! Mas o que vinha a ser aquilo, uma gaja marada enfiou-se à socapa no meu carro enquanto eu recuperava do susto do quase-acidente e agora punha-se com merdas de me conhecer?!?... Virei-me para trás para lhe dizer das boas&lt;br /&gt;- Ouve lá ó cabr...-&lt;br /&gt;Desapareceu! Sem eu conseguir perceber o que acontecera, ela já não estava lá! Desapertei o cinto e enfiei-me entre os bancos para poder ver melhor. Esfumou-se. Teria sido tudo um sonho?  Bem, a pinga estava boa e a noite ia longa. Coisas estranhas acontecem nas nossas cabeças. Volto para o meu posto de condutor e preparo-me para seguir viagem. &lt;br /&gt;Mas está tudo calmo de mais. Não se ouve nada. Nem o barulho do vento a sussurrar na folhagem dos pinheiros. Nada. O meu estômago embrulha-se e a boca encortiça. Os olhos abrem-se desmedidamente e as palmas das mãos suam. De repente viro-me para a direita, e vejo-a sentada ao meu lado, no ‘lugar do morto’. Esta absolutamente estática. Congelam-me as veias e empalideço de horror. Estendo a mão para lhe tocar no ombro, mas a pele antes morena era agora cinzenta-esverdeada, encarquilhada e coberta de muco. Sem saber o que fazer, toco-lhe no ombro  sinto-a fria como pedra. Retrai-o a mão bruscamente e grito. Lentamente, ela vira-se para mim, rodando o pescoço numa sequência de gemidos silenciosos e estalidos secos.&lt;br /&gt;- E agora, já me reconheces? –&lt;br /&gt;Onde antes estavam olhos viam-se cavados buracos que emitiam uma luminosidade verde e demoníaca. Os meus intestinos cederam, e desfiz-me ali mesmo num frémito de pânico e terror.&lt;br /&gt;- O que és?! O que queres de mim!??! –&lt;br /&gt;- Não te preocupaste com isso enquanto me fodias na casa de banho. Nem te ralaste quando o meu namorado entrou e me viu de perna aberta a levar contigo. Levantaste as calças e desapareceste como se não fosse nada contigo. Ele levou-me dali calmamente e meteu-me no carro. E ali naquele ponto da estrada onde me apanhaste, levou-me para a mata e espancou-me até à morte.&lt;br /&gt;- Mas o que dizes tu? Isso é mentira, eu... - &lt;br /&gt;- CALA-TE! Hoje é dia de pagares. Hoje é o dia da puta receber o que deve!&lt;br /&gt;Desmaiei. Não sei o que se passou a seguir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acordei estava sozinho numa cama. Tentei mexer-me mas não consegui. Chamei por ajuda e lá apareceu uma enfermeira.&lt;br /&gt;- Onde estou, onde estou eu?!!?? –&lt;br /&gt;- Ora viva! Que bela surpresa!&lt;br /&gt;- Que surpresa?- &lt;br /&gt;- O Sr. finalmente acordou! Sabe quanto tempo se passou?-&lt;br /&gt;- Tempo? De que fala a Sr.ª... o que é que me está a dizer!??!-&lt;br /&gt;- Há uns 20 anos atrás foi dado como morto num acidente de automóvel. Aparentemente despistou-se sozinho quando vinha de uma festa ou lá o que era –&lt;br /&gt;- Mas isso foi ontem! ‘Tá a gozar com a minha cara!??-&lt;br /&gt;- Não, não estou. FNão morreu mas entrou em coma. Infelizmente, sabemos que o acidente o deixou tetraplégico.  &lt;br /&gt;- Como assim?? Onde está a minha mulher?-&lt;br /&gt;- O Sr. não tem família conhecida. Aliás, já não há propriamente amigos a aparecerem aos domingos para o ver. Sabe, é o drama dos comas prolongados... é uma tristeza. Agora tenho que sair, mas volto já.-&lt;br /&gt;- Srª enfermeira, não se vá embora, por favor! – &lt;br /&gt;- Tenho que ir avisar os médicos que acordou. Mas se precisar de alguma coisa chame por mim – &lt;br /&gt;- Como se chama? – &lt;br /&gt;- Maria. Simplesmente Maria. -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22 de Outubro de 2005-10-22&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Der Überlende&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112994129521394762?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112994129521394762/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112994129521394762&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112994129521394762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112994129521394762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/10/dt-outubro-boleia-por-der-uberlende.html' title='DT Outubro - Boleia; por Der Uberlende'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112985036076287505</id><published>2005-10-21T00:19:00.000+01:00</published><updated>2005-10-21T00:19:20.846+01:00</updated><title type='text'>DT Outubro - Egoísmo: Equilíbrio; por Vera Fonseca</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Equilíbrio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É infindável o abismo&lt;br /&gt;Que se expande entre nós.&lt;br /&gt;Tão perto, mas tão longe...&lt;br /&gt;Não ouço a tua voz,&lt;br /&gt;Não a quero ouvir,&lt;br /&gt;Quero sorrir, fugir da tua maldade,&lt;br /&gt;Mostrar a tua ignorância,&lt;br /&gt;Evidenciar o teu egoísmo,&lt;br /&gt;Quebrar este paralelismo,&lt;br /&gt;Antagónico,&lt;br /&gt;Que é o teu ser e o meu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensas que és tu que vives,&lt;br /&gt;Que és tu que sabes,&lt;br /&gt;Por mostrares viver,&lt;br /&gt;E dizeres saber,&lt;br /&gt;Mas ignoras,&lt;br /&gt;A evidência para além do evidente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu não vives,&lt;br /&gt;Não deixas viver,&lt;br /&gt;Aprisionas o teu ser,&lt;br /&gt;Num remoinho rotineiro&lt;br /&gt;De prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizes saber,&lt;br /&gt;Ser experiente e culto,&lt;br /&gt;Mas o que sabes?&lt;br /&gt;Que sabes tu do que é importante?&lt;br /&gt;Que sabes da vida?&lt;br /&gt;Do ser, do sofrer,&lt;br /&gt;Do mundo e do seu sentido?&lt;br /&gt;Da virtude e do altruísmo,&lt;br /&gt;Daquilo que nos faz viver,&lt;br /&gt;Ou morrer?&lt;br /&gt;Não sabes, nem um pouco,&lt;br /&gt;Porque nunca tiveste de saber...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu talvez não saiba,&lt;br /&gt;Não Tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria talvez irónico&lt;br /&gt;Poder afirmar isto,&lt;br /&gt;Mas tu, qual ser real&lt;br /&gt;Ou platónico,&lt;br /&gt;Ensinas-me a perceber...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No teu mundo,&lt;br /&gt;És só tu,&lt;br /&gt;Enrolado na tua ignorância,&lt;br /&gt;Afirmas viver e aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu, porém,&lt;br /&gt;Existe sempre alguém,&lt;br /&gt;Que com bondade,&lt;br /&gt;Me demonstra a sua maldade,&lt;br /&gt;E reduz a minha ignorância,&lt;br /&gt;Fazendo de mim alguém melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Universo é polarizado,&lt;br /&gt;Tudo o que é mau é também bom,&lt;br /&gt;E equilibrado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha calma,&lt;br /&gt;Por vezes hiatos de euforia&lt;br /&gt;Recordam-me quem sou,&lt;br /&gt;São o meu guia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perfeita Utopia...&lt;br /&gt;O egoísmo de alguém tornar-me altruísta,&lt;br /&gt;A sua maldade ensinar-me a bondade,&lt;br /&gt;E a sua ignorância...&lt;br /&gt;... Mostrar-me o caminho para a iluminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vera&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112985036076287505?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112985036076287505/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112985036076287505&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112985036076287505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112985036076287505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/10/dt-outubro-egosmo-equilbrio-por-vera.html' title='DT Outubro - Egoísmo: Equilíbrio; por Vera Fonseca'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112957169850564564</id><published>2005-10-17T18:54:00.000+01:00</published><updated>2005-10-17T18:55:02.396+01:00</updated><title type='text'>Food for Thought - Excerto de Rilke, selecção de sweetserenity</title><content type='html'>“Pergunta-me se os seus versos são bons. Pergunta-me a mim. Já perguntou a outros. Enviou-os a revistas. Comparou-os com outros poemas, e sente-se incomodado quando alguns editores rejeitam o seu esforço. Ora, (uma vez que me permite o conselho) peço-lhe que desista de tudo isso. Está a olhar à sua volta e acima de tudo não o deve fazer agora. Ninguém pode aconselhá-lo ou ajudá-lo, ninguém. Existe apenas um único caminho. Olhe para dentro de si. Procure a razão que o impele a escrever; descubra se essas raízes estão profundamente implantadas no mais recôndito do seu coração, pergunte-se a si próprio se morreria caso fosse impedido de escrever. Isto, acima de tudo – questione-se no silêncio mais profundo da noite: tenho que escrever? Procure a resposta no mais profundo do seu ser. E caso esta seja afirmativa, se responder a esta simples pergunta com um forte e decidido – Sim, então construa a sua vida de acordo com esta necessidade; a sua vida, mesmo nas suas horas mais insignificantes e ligeiras deve ser um sinal desta necessidade e um testemunho dela própria. Então comungue com a Natureza. Depois tente, tal como o primeiro ser humano, dizer o que vê e sente e ama e perde. Não escreva poemas de amor: evite de início aquelas formas demasiado fáceis e os lugares comuns; são os mais difíceis, pois exigem um poder enorme e completamente maduro para dar algo de si, quando a boa ou até mesmo excelente tradição nos ocorre em quantidade. Assim, poupe-se a esses temas gerais e procure aqueles que a vida do dia a dia lhe oferece: descreva os seus desgostos e desejos, os pensamentos que lhe ocorrem e as suas crenças nalgum tipo de beleza – descreva tudo isto com ternura e humilde sinceridade e utilize para se expressar as coisas que o rodeiam, as imagens dos seis sonhos e os objectos da sua memória. Se a sua vida lhe parece pobre não a culpe; culpe-se a si próprio, convença-se de que não é poeta o suficiente para perceber as suas riquezas, pois para o criador não existe pobreza nem lugares pobres e indiferentes. E, mesmo que encontrasse nalguma prisão, cujas paredes impedissem que qualquer som do mundo chegasse ais seus sentidos - não teria então ainda a sua infância, esse precioso e real bem, essa caixa de tesouro das memórias? Volte a sua atenção para ela. Tente extrair as sensações adormecidas desse amplo passado; a sua personalidade crescerá mais firme, a sua solidão diminuirá e tornar-se-à um passado turvo que o som dos outros que passam não poderá perturbar. E, se deste regresso a si próprio, desta absorção no seu próprio mundo, os versos nascerem, então não lhe ocorrerá perguntar aos outros se são bons versos. Nem tentará despertar o interesse de uma qualquer revista para os seus poemas: pois reconhecerá neles o seu poder natural, um fragmento e uma voz da sua vida. Uma obra de arte é boa se nascei da necessidade. Nesta natureza da sua origem se baseia o seu julgamento: não existe qualquer outro. Portanto, meu caro senhor, não sei que conselho lhe posso dar a não ser este: mergulhe em si próprio e reste as profundezas onde a sua vida encontra as suas raízes; e na sua fonte encontrará a resposta à pergunta se tem de criar. Aceite-a tal como é, sem se questionar. Talvez sinta o chamamento do artista. Então, aceite o destino que lhe está reservado e carregue-o, no seu fardo e na sua grandeza, sem nunca perguntar que recompensas poderão vir do exterior. Para o criador tem de existir um mundo próprio e descobrir tudo em si próprio e na Natureza à qual se ligou.&lt;br /&gt;Mas talvez após esta descida ao seu eu e à sua solidão interior tenha de desistir de ser poeta; (é suficiente, como já disse, sentir que poderia viver sem escrever; então não deve mesmo tentar). Mas mesmo assim esta procura interior que lhe peço não terá sido em vão. A sua vida encontrará o seu próprio rumo a partir daqui e que seja boa, rica e longa é o que eu lhe desejo mais do que posso dizer.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Rainer Maria Rilke, in “Cartas a um Jovem Poeta” (excerto da primeira carta)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112957169850564564?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112957169850564564/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112957169850564564&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112957169850564564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112957169850564564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/10/food-for-thought-excerto-de-rilke.html' title='Food for Thought - Excerto de Rilke, selecção de sweetserenity'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112947453493059281</id><published>2005-10-16T15:55:00.000+01:00</published><updated>2005-10-16T15:55:35.020+01:00</updated><title type='text'>and now for something completely different...</title><content type='html'>Ora viva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é que me explica como é que se faz para colocar temas de mp3 disponíveis para escuta aqui no blog, via windows media player ou similar?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já que isto tá dificil para escrever pode ser que vos vá dando música! :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;blessed be&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Der Uber&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112947453493059281?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112947453493059281/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112947453493059281&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112947453493059281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112947453493059281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/10/and-now-for-something-completely.html' title='and now for something completely different...'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112928289930866918</id><published>2005-10-14T10:40:00.000+01:00</published><updated>2005-10-14T10:41:39.316+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;O Luz e Sombra estará a morrer?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112928289930866918?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112928289930866918/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112928289930866918&amp;isPopup=true' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112928289930866918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112928289930866918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/10/o-luz-e-sombra-estar-morrer.html' title=''/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112887157406704422</id><published>2005-10-09T16:26:00.000+01:00</published><updated>2005-10-09T16:26:18.676+01:00</updated><title type='text'>DP2 - Cristal; por PiP</title><content type='html'>E eis que surge a primeira resposta à 3ª edição do Desafio Parte 2 (DP2)&lt;br /&gt;Srs e Sras, deixo-vos com a &lt;a href="http://pipmts.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;PiP&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desejos de uma óptima semana,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Der U.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cristal - Parte II&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ângela chegara à aldeia no Verão anterior, a pé, vestida singela e pobremente com uma única sacola a tiracolo. De onde vinha, nunca ninguém soube nem ninguém perguntou, ou, se o fez, não se sabia a resposta. Apareceu na aldeia num dia de feira e foi logo aí que começou a falar com as pessoas da terra. Fez perguntas, ouviu histórias, acalmou crianças impacientes que berravam pelas mães, e ofereceu ajuda a quem parecia precisar. Esta era uma novidade na aldeia. Muito raramente apareciam forasteiros e esta rapariga, de idade indefinida, esperta e viva, que apareceu sozinha, era motivo para especial curiosidade. Muito se falou, mas as perguntas directas foram evitadas e as suas ajudas sempre prontas, bem recebidas.&lt;br /&gt;Ninguém sabia onde Ângela passava a noite, mas com o passar do tempo, a população foi-se habituando a vê-la na rua, logo de manhã, sempre com um sorriso simpático, ainda que algo misterioso. Ângela passava ao dia a prestar os seus serviços a quem lhe desse comida em troca do seu trabalho, e cedo se descobriu que aquela rapariga era uma excelente contadora de histórias. Nos dias de festa do fim do Verão, lá estava ela, ao entardecer, rodeada de crianças, velhos e adultos, a contar mais uma história maravilhosa, no largo da aldeia.&lt;br /&gt;Com a chegada das primeiras chuvas algumas pessoas pensaram se não poderiam dar abrigo àquela desconhecida que já era como se ali tivesse nascido. A partir daí, Ângela teve sempre um pequeno quarto à sua espera, na casa de uma das famílias as aldeia. Mas nem todas as noites lá dormia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num destes primeiros dias de Novembro, numa manhã em que não chovia, Ângela foi bater à porta do Mestre Fausto. Já tinha ouvido algumas histórias sobre este homem na aldeia, mas nunca tinha trocado nenhuma palavra com o velho. Seria por isso estranho que o fosse visitar, mas ninguém por ali estava naquela manhã, para se questionar.&lt;br /&gt;O Mestre abriu a porta e desta vez usava o seu rosto de esfinge, talvez tocado pelas dores de ossos que esta altura do ano traz aos mais velhos. No entanto, não escondeu uma expressão de surpresa ao ver Ângela, mas chegou-se para trás para a deixar entrar.&lt;br /&gt;Ângela entrou rapidamente e lançou um olhar rápido à sala escura. As paredes cobertas de prateleiras cheias de relíquias inesperadas e algumas muito curvadas, sob o peso de centenas de livros. Depois do rápido reconhecimento da sala, que não era tão pequena quanto isso, mas cheia de coisas, tomou a liberdade de se sentar num banco de madeira baixo, que estava encostado à parede, sob uma janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De início nenhum dos dois falou e nem sequer parecia necessário, ou lógico, dizer alguma coisa. Por fim, Ângela rompeu o silêncio:&lt;br /&gt;- Mestre Fausto, eu sou a Ângela. Fale-me, por favor, da sua colecção de bonecos de cristal.&lt;br /&gt;O velho Mestre teria achado a frase impertinente, se tivesse vindo de outra pessoa qualquer. Mas, estranhamente, sentiu-se bem perante a visão de falar dos seus cristais àquela criatura estranha e inocente, mas que parecia tão segura de si. Já sabia o pouco que havia a saber sobre ela, pelas poucas pessoas com quem falava e que geralmente o punham ao corrente das novidades da vida da pequena aldeia.&lt;br /&gt;- Muito bem, - disse, sentando-se numa cadeira de pau, no centro da sala – traz-me esse cavalo da prateleira ao teu lado.&lt;br /&gt;E assim começou uma série de conversas entre Ângela e o sábio Mestre, qual deles melhor contador de histórias fantásticas, reais ou mais fantasiosas. Ângela passou a ir visitar o Mestre Fausto quando podia e passavam grandes serões os dois, ele a falar, ela a aprender e a questionar, com os olhos a brilhar como os bonecos de cristal à luz das velas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se dias semanas assim, cheias das histórias das figuras de vidro, algumas mais complexas e misteriosas que outras. Percorreram as prateleiras de relíquias, uma a uma, mas houve uma que permaneceu intocada, até uma noite em que Ângela fez a pergunta:&lt;br /&gt;- Mestre, pode falar-me do Tigre e do Grifo Assírio?&lt;br /&gt;- Quem é que te falou deles? O que é que tu sabes?&lt;br /&gt;- Então sou eu que lhe vou agora contar a minha história. O meu pai e a minha mãe eram de uma terra não muito longe daqui. Mas não eram pessoas de ficar a viver ali para sempre, queriam sair e conhecer o mundo. Acabaram por ir para a Índia... Foi lá que o meu pai fez o melhor amigo da sua vida, O senhor Jean. Apesar do nome, ele vivia na Índia desde criança e tinha uma colecção de animais de cristal verdadeiramente admirável. A maioria, ou mesmo todos, eram figurinhas vulgares de elefantes, cavalos... Mas entre eles havia um cristal especial. Chamava-se simplesmente Tigre era efectivamente uma figura de um tigre, mas mais perfeita do que o humanamente possível. Segundo Jean, aquela peça teria pertencido a um inglês, mas nunca soube como é que ele a tinha conseguido.&lt;br /&gt;«O meu pai adorava aquele Tigre, mas sempre teve dificuldade em acreditar nos seus poderes, os quais o Mestre deve conhecer. Evitava olhar demoradamente para a figura só por respeito ao amigo que acreditava no mito. Mas um dia o meu pai ficou sozinho na sala de Jean, com toda a colecção à sua frente. Por mais que quisesse, não conseguia desviar os olhos do Tigre e, afinal, aqueles poderes deviam ser apenas dizeres populares. Quando Jean chegou, já o meu pai estava no chão , em transe, todo transpirado e ofegante. Depois disto nunca o meu pai foi o mesmo e acabou por pôr termo à sua vida, depois de pedir desculpa a minha mãe.»&lt;br /&gt;«Eu nasci na Índia, poucos anos antes disto acontecer. Pouco me lembro, mas a minha mãe conto-me a história. Quando comecei a questionar-me mais a sério, procurei Jean. Estava velho, muito mais velho do que o meu pai seria se vivesse. Não queria contar-me nada, mas acabei por saber que o Tigre já não fazia parte da sua colecção. Também soube que agora possuía uma peça, o Grifo Assírio, com estranhos poderes.»&lt;br /&gt;«Comecei a investigar o desaparecimento do Tigre e acabei aqui, agora.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mestre Fausto levantou-se, muito sério, e foi até à prateleira que faltava explorar. Tirou de lá uma figura maravilhosa de um tigre e entregou-a a Ângela. Tão leve e fino que era aquele cristal! E o seu brilho! Mas Ângela levantou a cabeça para o Mestre, logo que este começou a falar.&lt;br /&gt;- A verdade é que o Grifo Assírio não desapareceu há muito tempo, ao contrário do que se pensa. O Conde de Chambourcy deu-mo também juntamente com a Aqueronte. – e apontou para uma grande traça, com uma caveira gravado no dorso, na prateleira do Tigre. – Acontece que o Grifo e a Aqueronte são poderosos só por si, mas quando juntos tornam-se ainda mais destrutivos. Por outro lado, levam à tortura mais profunda quem tente destruir qualquer um deles. A única solução que encontrei foi separá-los, e a maneira mais segura de garantir que não iam parar a mãos que não deviam, era confiar uma deles à alguém que conhecesse bem o seu poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Quando fui à Índia, ouvi por mero acaso, a história que agora concluo ser a do teu pai. Quando a ouvi fiquei logo interessado em conhecer a pessoa que possuía tal cristal, embora ainda tenha pensado que não devia ser alguém muito cuidadoso, para ter deixado acontecer aquilo. Conheci Jean e mudei de ideias a história do amigo estava marcada em cada expressão sua e o peso da responsabilidade e da culpa vergava-o. Ofereci-lhe o Grifo mas quis aceitar. A responsabilidade por um poder daqueles era já monstruosa. Não queria mais. No entanto, odiava aquele Tigre e começou a ter uma ideia. Acabou por propor uma troca e foi isso que fizemos.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Como vês, a pose do poder não compensa a responsabilidade que se tem, para se impedir que aconteçam catástrofes.»&lt;br /&gt;Ângela acenou, sem expressão, rodando o Tigre nas mãos e sem olhar para ele, até que o ancião lho retirou cuidadosamente e o colocou na prateleira mais alta, bem lá atrás, escondido pelos brilhos inofensivos do ganso, do lobo e da borboleta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;7 de Outubro de 2005,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pipmts.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;PiP&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112887157406704422?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112887157406704422/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112887157406704422&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112887157406704422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112887157406704422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/10/dp2-cristal-por-pip.html' title='DP2 - Cristal; por PiP'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112868427017812925</id><published>2005-10-07T12:20:00.000+01:00</published><updated>2005-10-07T12:28:39.400+01:00</updated><title type='text'>"Terrores Antigos", por Janary</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aqui vai mais uma contribuição poética para o Luz e Sombra e desta vez directamente do outro lado do Atlântico (Brasil) :) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além da barreira dos sonhos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejo névoas sublimes, pesadas,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De horrores obscuros,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que nos fogem aos olhos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E com altivez descomunal,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O inominável eleva nossos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Temores ao ápice,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os instalando cada vez mais forte,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enraizado na mente humana,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E de nossas almas pútridas&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Exalam sonhos de conquista,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais reais que a própria verdade,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixando os ainda não despertos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De mundos antigos e imemoráveis,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Presos por barreiras invisíveis,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sufocantes e aterradoras&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com lágrimas no escuro,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A insanidade paira no ar,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após a descoberta, de que,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não somos nós que definimos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;nossos medos...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...O medo é que nos define!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;por &lt;a href="http://cronicasdoincontavel.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Janary&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112868427017812925?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112868427017812925/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112868427017812925&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112868427017812925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112868427017812925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/10/terrores-antigos-por-janary.html' title='&quot;Terrores Antigos&quot;, por Janary'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112829755959774237</id><published>2005-10-03T00:59:00.000+01:00</published><updated>2005-10-03T00:59:19.680+01:00</updated><title type='text'>Luz e Sombra</title><content type='html'>&lt;em&gt;Ora viva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aqui vai o contributo da nossa "vizinha do lado", a &lt;strong&gt;Perséfone &lt;/strong&gt;;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um belo e saboroso Outono para todos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Der Uberrrrr.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Às vezes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Apetece-me riscar as palavras&lt;br /&gt;E rasgar as páginas&lt;br /&gt;Do livro da vida&lt;br /&gt;Que todos os dias escrevo&lt;br /&gt;Sobre o joelho&lt;br /&gt;Num esforço sobrehumano&lt;br /&gt;Para que saia direito.&lt;br /&gt;Tenho desgosto em não ter&lt;br /&gt;Uma letra bonita&lt;br /&gt;E não saber&lt;br /&gt;quando fazer&lt;br /&gt;ponto final. paragrafo.&lt;br /&gt;Baloiço nas linhas e&lt;br /&gt;nas curvas sombrias.&lt;br /&gt;Faço silêncio ao fim do dia.&lt;br /&gt;Mais um dia que se acaba,&lt;br /&gt;Mais uma folha manchada&lt;br /&gt;que se vira.&lt;br /&gt;É sempre assim,&lt;br /&gt;Neste eixo, neste ritmo&lt;br /&gt;que a minha vida gira.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112829755959774237?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112829755959774237/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112829755959774237&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112829755959774237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112829755959774237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/10/luz-e-sombra.html' title='Luz e Sombra'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112811000889636134</id><published>2005-09-30T20:53:00.000+01:00</published><updated>2005-09-30T20:53:28.993+01:00</updated><title type='text'>Cristal - O Novo Desafio Parte 2 (DP2), por Der Uberlende</title><content type='html'>E não resisto a voltar a lançar o &lt;strong&gt;Desafio Parte II &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Este modelo é já bem conhecido de (quase) toda a gente, todavia o bom senso manda-me ditar as regras, que são as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O texto que se segue representa a Parte I de uma estória em dois actos (apenas dois)&lt;br /&gt;2. O que eu sugiro é que cada um de vós escreva a Parte II, que tem que ser a parte final&lt;br /&gt;3. Cada pessoa escreve a sua versão da Parte II, ao seu estilo, à sua maneira, com o final que entender. &lt;br /&gt;4. No dia 31 de Outubro (Halloween) eu publico a minha versão, apenas por devoção. Não se trata da versão correcta nem da melhor versão. Será apenas isso, a minha versão! &lt;br /&gt;5. Ai, na noite de Halloween, termina a submissão de textos.&lt;br /&gt;6. No dia 2 de Novembro será publicada uma mensagem onde, através dos vossos comentários, será votada a vossa versão favorita.&lt;br /&gt;7. No dia 10 de Novembro  é publicada a versão integral, com a Parte II escolhida por todos&lt;br /&gt;8. Para publicar a vossa versão da Parte II enviem um e-mail para hopematches@portugalmail.pt ou para ngoli12@yahoo.com.br &lt;br /&gt;9. Posso contar convosco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Boas escritas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Der Uberlende&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cristal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros dias de Novembro fustigavam a aldeia com chuvas fortes e ventos castigadores. Era o Inverno, que deixava bem claras as suas intenções de ser longo e tenebroso. Era tempo das pessoas recolherem nas suas casa, nos seus abrigos, longe das tormentas da estação. E longe dos olhares dele.&lt;br /&gt;Era uma criatura peculiar. Alguns diriam pacato e recatado, outros chamavam-lhe “avozinho dos bonecos”. E também haviam aqueles que o olhavam com desconfiança... e medo, muito medo.&lt;br /&gt;A loja era de facto extraordinária, uma delícia para os olhares curiosos, um passeio entre o maravilhoso e o macabro. Centenas de pequenos bonecos de cristal, todos diferentes uns dos outros. Muitos, a maioria, eram para venda. Dizia-se que uns vinham da Bohemia, outros eram recordações do Brasil colonial, enquanto que muitos eram italianos ou mesmo chineses. Vinham de todo o mundo, e desfilavam nas prateleiras de carvalho antigo da loja do Mestre Fausto.&lt;br /&gt;Mestre Fausto vivia naquela aldeia desde sempre, nem mesmo os mais velhos se lembram da chegada dele. Era um homem alto e magro, de feições vincadas e pele encortiçada, olhar fundo e encovado, e tanto era capaz do sorriso mais cordial como da expressão mais esfíngica. Tinha o dom de encantar as crianças com as histórias dos seus bonecos de cristal. Entre tantas que foram contadas, houve duas que ficaram particularmente famosas: a do Tigre e a da Traça Aqueronte, a Caveira-da-Morte. Ninguém sabe todos os pormenores, pois foram as duas contadas há muito tempo e a várias pessoas, que ouviram de maneira diferente, a cada um a música que lhe encanta o ouvido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Tigre&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O Tigre veio da Índia, de onde mais. Dizia-se que teria feito parte da coleção luxuosa de um rico capataz inglês, dos tempos em que a Índia era a jóia da coroa do Império Britânico. Não tinha preço, era uma peça única, de detalhes fora do comum, um cristal deliciosamente fino e leve, sem uma única marca de entalhe, como se tivesse sido o próprio Shiva a esculpi-lo com o seu fogo. Mas tanta beleza tinha o seu lado negro. Não era possível contemplar o Tigre demasiado tempo, não mais do que um ou dois minutos de cada vez. Quem deixasse o seu olhar perscrutar o valioso espécimen com demasiada demora caia num transe profundo, onde era visitado por pesadelos violentos e claustrofóbicos, em que imaginava ficar perdido na selva, sem saber para onde ir, e em que o Tigre o perseguia... até à morte! Se conseguisse sair do transe antes do Tigre o apanhar, ficava apenas marcado para o resto da sua vida com terrores nocturnos, mas se o Tigre o reclamasse, ficaria remetido a um estado vegetativo, com o corpo contorcido pelo pânico e a cara deformada com a máscara da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Aqueronte&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Uma peça de classe incomparável. Uma enorme traça Aqueronte, mais vulgarmente conhecida por Caveira-da-Morte, dado o padrão que exibia no seu dorso, uma assustadora caveira de expressão fria e cativante. A Aqueronte era uma antiguidade que havia passado de geração em geração, sendo que o último dono, o Conde de Chambourcy, a deixou em legado ao Mestre Fausto, em honra da sua inigualável colecção de seres de cristal. A lenda rezava que a Aqueronte vinha da Grécia dos heróis e dos deuses. Constava que a infame pertencia à Pitonisa, que no seu Templo de Delfos, o Oráculo de Apolo, adivinhava o futuro e via para além do tempo. A Aqueronte era uma das suas duas companheiras, sendo a outra o Grifo Assírio, que se terá perdido numa das inúmeras trocas de dono ao longo dos séculos. Consta então que a Pitonisa ouvia o que a Aqueronte e o Grifo lhe diziam sobre o visitante que vinha à consulta do oráculo, e que eram portadores das vozes dos condenados, os esquecidos do reino profundo de Hades. A Aqueronte seria a voz do barqueiro que levava o mortos para o submundo. Ela sabia sempre o que as pobres almas tinham para pagar neste mundo... e no próximo. O que o Mestre Fausto dizia era que nunca fizessem nenhuma pergunta à Aqueronte, a não ser que estivessem seguros que queriam mesmo saber a resposta. Não, o boneco de cristal não se iria mover e desatar a falar. A resposta viria mais tarde, após o segundo sono da noite. Por vezes, quem obtinha a resposta da Aqueronte durante o pesado repouso acordava insano, tresloucado, profundamente apático ou simplesmente se suicidava em poucos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não lhe vou contar mais histórias de bonecos assustadores, ou de velhas lendas sem tempo. Vou-lhes contar a história de Angela, e de como ela procurou descobrir o segredo de Mestre Fausto e dos Cristais malditos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112811000889636134?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112811000889636134/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112811000889636134&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112811000889636134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112811000889636134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/cristal-o-novo-desafio-parte-2-dp2-por.html' title='Cristal - O Novo Desafio Parte 2 (DP2), por Der Uberlende'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112791172110369194</id><published>2005-09-28T13:43:00.000+01:00</published><updated>2005-09-28T13:48:41.110+01:00</updated><title type='text'>DT - Setembro: Umas parcas palavras sobre Solidão, por booklover</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://riscos.blogs.sapo.pt/arquivo/LaSolitude_w.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 297px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px" height="234" alt="" src="http://riscos.blogs.sapo.pt/arquivo/LaSolitude_w.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E&lt;/span&gt;stamos incrivelmente sós no mundo. Por mais amigos que nos rodeiem continuamos sós. Bem nos tentamos enganar do contrário, procurando estar sempre com alguém (mesmo que esse alguém seja um grande chato) ou então usamos o velho truque comum: ligamos a televisão e as vozes iludem-nos por breves instantes que estamos acompanhados. Conheço inclusive pessoas que dormem com a televisão ligada! Mas a dolorosa verdade acaba sempre por chegar: estamos SÓS tanto nas pequenas como nas grandes coisas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112791172110369194?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112791172110369194/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112791172110369194&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112791172110369194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112791172110369194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/dt-setembro-umas-parcas-palavras-sobre.html' title='DT - Setembro: Umas parcas palavras sobre Solidão, por booklover'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112782659644965554</id><published>2005-09-27T14:02:00.000+01:00</published><updated>2005-09-27T14:10:38.666+01:00</updated><title type='text'>DT - Setembro: CORACAO INDEPENDENTE EU NAO TE ACOMPANHO MAIS, por Joana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Recebemos mais um contributo para o &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/desafios-200506-por-silent-child.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Desafio Temático&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; de Setembro, vem directamente &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://blogaurelia.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;daqui&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. Um beijinho cheio de saudades. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dormia numa caminha de grades ao lado da cama dos meus avos,a minha avo segurava a minha mao no escuro ate eu adormecer. Lembro-me tambem de a ouvir cantar a noite, mas nao tenho a certeza que essa recordacao seja verdadeira.&lt;br /&gt;A minha avo era uma mulher pequena e magrinha, tuberculizou quando era nova e por causa disso sofreu de falta de ar a vida toda. Talvez porque ela soubesse tao bem o que era ser pequeno e vulneravel, quando saimos a rua apertava a minha mao com muita forca para que nao me perdesse. Nas fotografias da altura eu olho para a camara de frente e sorrio; se calhar porque sei que a minha avo nao vai largar a minha mao nem de noite nem de dia, se calhar porque estou a espera de ver sair o passarinho.&lt;br /&gt;Os meus avos tinham um canario amarelo que so cantava quando o sol batia na gaiola. Um dia o canario morreu e a minha avo explicou-me que o coracao dos canarios e muito fraquinho, que as vezes para morrerm basta um susto ou sentirem-se tristes.&lt;br /&gt;O meus avos compravam o Comercio do Porto a meias, quando o meu avo acabava de o ler eu levava-o ao vizinho de cima. O sr Assuncao falava pouco e muito baixinho, passava as tardes num terraco envidracado a apanhar sol e a recortar noticias do jornal para colar num album. Morreu numa terca-feira por volta da hora do almoco enquanto lia O Comercio. A minha avo contou-me que ele tinha uma angina de peito, e eu fiquei a cismar se ele teria morrido de susto, por estar triste, ou se por causa de alguma fraqueza de coracao.&lt;br /&gt;Depois foi a vez do meu avo e passado uma ano a minha avo teve um enfarte enquanto enfeitava a campa dele com um ramo de crisantemos brancos. O guarda do cemiterio de Agremonte disse-me que ela morreu como um passarinho, e eu acredito nele porque os canarios morrem de tristeza.&lt;br /&gt;O primeiro rapaz por quem me apaixonei nasceu com um sopro no coracao e nenhum medico deu fe. Morreu durante uma partida de hoquei em patins,o Sport estava a ganhar por 21 a 19 ao Nau Vitoria do Monte Aventino e o Manel jogava a defesa lateral esquerdo.&lt;br /&gt;Morrer nao deve ser triste de todo se voltar a encontrar os meus avos, o sr Assuncao e o meu primeiro namorado. Tambem gostava de voltar a ver o canario, mas isso e capaz de ser pedir muito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;a href="http://blogaurelia.blogspot.com/"&gt;Joana Andrade&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112782659644965554?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112782659644965554/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112782659644965554&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112782659644965554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112782659644965554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/dt-setembro-coracao-independente-eu.html' title='DT - Setembro: CORACAO INDEPENDENTE EU NAO TE ACOMPANHO MAIS, por Joana'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112743327206764710</id><published>2005-09-23T00:54:00.000+01:00</published><updated>2005-09-23T00:54:32.066+01:00</updated><title type='text'>DT Setembro: Um olhar sobre a calma; por Vera</title><content type='html'>E surge outra contribuição para o DT - Setembro!&lt;br /&gt;Mais um post da Vera, que está em alta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d.u.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Um olhar sobre a calma&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O suave baloiçar embalava-a, com a suavidade da brisa de verão, mas o silêncio inquietava-a. Aquele escuro misterioso que a envolvia era triste e assustador. Lembrava-se ainda de, naquele dia, ter sentido aquela forte luz branca, tão intensa que feria, mas era uma felicidade, uma grande excitação de cores, um outro mundo por explorar. Hoje porém as cores esbatiam-se numa única cujo nome ela não sabia nem poderia reconhecer.&lt;br /&gt;Quem seria aquele ser tão doce, cuja voz era bela e cristalina? Não o via... &lt;br /&gt;Como era possível não o ver? Se ele estava ali... Tão perto e tão presente. &lt;br /&gt;Bastava-lhe chorar, ou manifestar-se e ele vinha. Mas em vez de lhe mostrar as cores, a luz, tentava sempre acalmá-la alimentando-a ou limpando-a. &lt;br /&gt;“Será que ninguém percebe que algo não está bem? Porque não me mostram as cores, e &lt;br /&gt;me fazem feliz? Em breve perderei a esperança, desesperarei e algo terrível acontecerá...”&lt;br /&gt;Porque estava ela a imaginar semelhante discurso para um bebé recém nascido? &lt;br /&gt;Hoje com vinte anos tentava uma iluminação interior. Sempre se sentira assim? Conformada? Não, decerto que desde aquele primeiro momento em que vira a forte luz que questionara tudo e se sentira injustiçada. Era inútil, triste e desamparada. Não se podia considerar infeliz, mas...&lt;br /&gt;Gostava que hoje todas aquelas perguntas ainda fizessem sentido, que ainda se importasse. Que o mundo das cores ainda lhe parecesse mágico. Mas não. &lt;br /&gt;Ela conformara-se.&lt;br /&gt;Os sons e as formas eram o mundo que ela conhecia. Dependia da ajuda de estranhos para se guiar, mas conseguira também alguma independência.Poderia haver pior pesadelo? Uma vida frágil e inútil, sem sonhos, objectivos ou sentido...&lt;br /&gt;Vivia não por querer viver, mas porque estava viva. Era doloroso sair de casa todos os dias e viver a triste rotina. Queria Ter razões para ser triste. Queria chorar, importar-se, ouvir alguém troçar para poder indignar-se, tropeçar para poder levantar-se, ter uma razão para viver defendendo-se, já que (para ela) não lhe parecia ser possível ter uma melhor razão para viver.&lt;br /&gt;Mas não tinha, então para quê viver?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vera&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112743327206764710?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112743327206764710/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112743327206764710&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112743327206764710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112743327206764710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/dt-setembro-um-olhar-sobre-calma-por.html' title='DT Setembro: Um olhar sobre a calma; por Vera'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112743300079916234</id><published>2005-09-23T00:50:00.000+01:00</published><updated>2005-09-23T00:50:00.806+01:00</updated><title type='text'>DT - Setembro: Cair, por SweetSerenity</title><content type='html'>Mais uma resposta ao DT de Setembro, desta vez por &lt;a href="http://www.sweetserenitymemories.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;SweetSerenity&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cair &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É o sono e a confusão&lt;br /&gt;O nevoeiro e o cansaço&lt;br /&gt;O pesar e o turbilhão&lt;br /&gt;O frio de aço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gelo no coração&lt;br /&gt;O tapar da visão&lt;br /&gt;A pedra na mão&lt;br /&gt;A amarga desilusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cair do corpo&lt;br /&gt;O desistir da alma&lt;br /&gt;O olhar morto&lt;br /&gt;A estranha calma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um fechar&lt;br /&gt;Cerrar&lt;br /&gt;Calar&lt;br /&gt;Ficar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agonia e a dor&lt;br /&gt;Do fingir sentir&lt;br /&gt;O perder do amor&lt;br /&gt;Do que é existir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um morrer&lt;br /&gt;Perder&lt;br /&gt;Falecer&lt;br /&gt;Esquecer &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;17 de Novembro de 2004&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;SweetSerenity&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112743300079916234?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112743300079916234/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112743300079916234&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112743300079916234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112743300079916234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/dt-setembro-cair-por-sweetserenity.html' title='DT - Setembro: Cair, por SweetSerenity'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112729581142938880</id><published>2005-09-21T10:36:00.000+01:00</published><updated>2005-09-21T10:46:31.296+01:00</updated><title type='text'>DT: "O Monólogo da Praia do Inefável" por Joaquim Gilvaz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Caros familiares do Luz e Sombra,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Recebemos mais uma contribuição para o &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/desafios-200506-por-silent-child.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Desafio Temático &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;do mês de Setembro - solidão/sofrimento/dor - vindo directamente do nosso vizinho &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.joaquimgilvaz.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;BLOG DE UMA MORTE ANUNCIADA &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Deliciem-se...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quatro cães que viajam juntos carregam a bagagem do vento e as pernas do mar. – pensou o Sr. José enquanto mergulhava a mão direita na fina areia da Praia do Inefável. Esta seria uma óptima frase para iniciar um romance - aquele que anda há anos para escrever- ao passo que iniciar uma conversa com ela seria tremendamente absurdo. Talvez, porque nunca existe ninguém ao nosso lado, quando no final de uma tarde cinzenta vemos passar quatro cães no fundo da praia.&lt;br /&gt;É nesta ausência que o Sr. José tem vivido. Mas hoje seria o último dia que a sua vida seria guiada pelas suas condutas delineadas do quotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim! Amanhã vai escrever uma carta a alguém que tire à sorte da lista telefónica. Vai contar-lhe de como gosta de Schumann, do arrepio que estrutura nas mudanças de andamento e na impossibilidade humana de ouvir todos os sons numa sinfonia… Escreverá também, acerca daquele livro que leu no Verão passado que falava de um homem só. Um desenganado que só escutava o mundo pelas suas torturas intelectuais, sempre no arredor do sentimento - um académico dos silêncios e da prosa imaginada. Certo dia, todos os seus quadros se confundiram com um sentimento - a perda. A perda de si em si mesmo, a ilustração do que era numa vida que não lhe é; mas principalmente a perda de sensações por tudo. Por certo, o Sr. José identificou-se com esta personagem daí a sua exaltação por esse livro – mas isto são os devaneios de quem apenas podará narrar ou especular acerca do que vai na cabeça dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do nome que sair da lista telefónica, espera-se que feminino, nascerá a nova companhia do Sr. José, nem mesmo que seja por ficção. Apenas para dar um rosto a um amor que nunca teve…Tornar o sofrimento mais digno. Ter a quem dirigir os seus pensamentos; adormecer a imaginar histórias para lhe contar; estar sozinho na praia e dizer-lhe coisas antigas da sua infância:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O meu avô foi pescador...- dizia o Sr. José. - É estranho pensar que todos podemos escolher os nossos caminhos na vida, mas no fim todos se afunilam no esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- José, esquece os existencialismos e vem correr comigo na areia fria..- responderia a rapariga da lista telefónica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espera! Gostava de te contar um ensinamento que o meu avô partilhou comigo quando era pequeno. Os pescadores apenas têm duas mortes possíveis: no mar por afogamento; ou na terra por trombose. Os corações desses homens pertencem ao mar, na terra deixam de ser precisos...&lt;br /&gt;- E como morreu o teu avô? – Interrogaria a rapariga da lista telefónica.&lt;br /&gt;- Foi atropelado por um autocarro... – diria o Sr. José.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, não morreu afogado, nem de trombose, logo essa teoria está refutada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Era a minha avó que ia nesse autocarro… Queria fugir do meu avô por não aguentar o sofrimento de o ver partir todos os meses para o mar. Ele quis impedi-la de partir, pondo-se à frente da carreira das 5. E ali morreu atropelado. Não morreu do coração, mas pelo coração...&lt;br /&gt;O Sr. José, deixou de poder distinguir os quatro cães que por ele passaram, de súbito também ele deixara-se de reconhecer. Desenterrou a mão direita da areia fina, voltava para casa, onde o refogado o esperava no micro-ondas. E o imenso silêncio da solidão que escorria das paredes de sua casa. Para trás deixava o mar e os barracões quase teatrais dos profundos pescadores…assim como, o gesto perdido de procurar alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ass: &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.joaquimgilvaz.blogspot.com/"&gt;Joaquim Gilvaz&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112729581142938880?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112729581142938880/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112729581142938880&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112729581142938880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112729581142938880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/dt-o-monlogo-da-praia-do-inefvel-por.html' title='DT: &quot;O Monólogo da Praia do Inefável&quot; por Joaquim Gilvaz'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112716023097588367</id><published>2005-09-19T21:03:00.000+01:00</published><updated>2005-09-19T21:03:51.036+01:00</updated><title type='text'>E se....</title><content type='html'>E se amanhã já não estivesses aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se, afinal, tudo não passou de uma visita rápida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se a morte te levasse nos seus braços, o que é que terias deixado ficar para trás?....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se hoje fosse amanha, e tu não mais existisses aqui, de que serias recordado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se o amanhã for uma incerteza, que vais fazer hoje para que amanhã não sintas falta deste dia?....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se acordasses.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AGORA!!!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Der Uberlende&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112716023097588367?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112716023097588367/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112716023097588367&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112716023097588367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112716023097588367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/e-se.html' title='E se....'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112683053857396449</id><published>2005-09-16T01:28:00.000+01:00</published><updated>2005-09-16T01:28:58.613+01:00</updated><title type='text'>DT - Acreditar; por Der Uberlende</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Acredito em mim&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(mentiras sem fim)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma bela manhã de Sol banha-me a face&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(odeio a luz, doem-me os olhos)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;os pássaros chilreiam ao chapinhar no fontanário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(criaturas malditas, racham-me os tímpanos com tanto alarido)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;as flores desabrocham e presenteiam toda a gente com mil aromas e um festival de cor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(venha a seca, a geada, o ardiloso inverno, e leve estes abortos da natureza para longe de mim)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinto a relva com os meus pés descalços&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(não sou gente, não sou ninguém, não sou nada)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e alegro-me com o toque molhado dos restos do orvalho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(não sou gente, não sou ninguém, não sou nada)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e deixo que a brisa me acaricie a face&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(...nada...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;vejo as crianças que jogam à apanhada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(rio-me dos seus corpos frágeis, ...tão frágeis...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;os cães que deliciam os seus donos com joviais brincadeiras e corridinhas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(obedeceaodono obedeceaodono obedeceaodono obedeceaodono obedeceaodono obedeceaodono obedeceaodono obedec...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;os jovens casais, trocam beijos e carícias, envergonhados ou sorrindo maliciosamente&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(fornicai como porcos que sois, procriai e enchei o planeta com as vossas larvas)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;vejo meninas que volteiam nas suas bicicletas, cheias de fitas que ondulam ao vento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(todas as mulheres são patéticas, ridículas, execráveis e umas grandes putas)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;enquanto os garotos se entretem a jogar à bola&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(nunca me convidaram, nunca me deixaram jogar, nunca me deixaram sequer aproximar...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;conheci outros como eles, à tantos anos atrás, lá no antigo bairro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(um dia verei também os vossos cadáveres)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;como eles, miudos e miudas, andavamos todos no primeiro ano de escola&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(anormal, atrasado, monga, anormal, anormal, anormal, ...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;enquanto durante a hora de lição a professora nos ensinava a dança das palavras e o ritmo dos números&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(D. Isaura, tenho medo do anormal! D. Isaura, ele cheira mal e é feio! D. Isaura, não quero ficar ao lado do monga...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ficava para a mágica altura do recreio a troca de brinquedos, toques e afectos, coisas simples entre as crianças&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(não mexas ai não fales comigo não me toques sai daqui isso não é teu apanhas nos cornos se não desapareces!!!) &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;agora me lembro, das horas felizes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(não sou gente, não sou ninguém, não sou nada)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;agora me lembro de como era o grupo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(não sou gente, não sou ninguém, não sou nada)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e de tudo quanto vivi com eles&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(...nada...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e deixo as memórias vogarem como barcos ao vento &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(leva a mão ao bolso, obedeceaodono)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;enquanto o conforto das recordações me afaga a alma&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(já, faz o que te digo anormal!!)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;entrelaço a melancolia de viver com a esperânça de um novo dia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(já a sentes, na tua mão?)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e deixo que o beijo quente do Sol me conforte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(ouviste o click? Está engatilhada...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;14 de Setembro de 2005,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Der Überlende&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112683053857396449?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112683053857396449/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112683053857396449&amp;isPopup=true' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112683053857396449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112683053857396449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/dt-acreditar-por-der-uberlende.html' title='DT - Acreditar; por Der Uberlende'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112674679292873543</id><published>2005-09-15T02:13:00.000+01:00</published><updated>2005-09-15T02:13:13.020+01:00</updated><title type='text'>Sobrevivência; por Vera Fonseca</title><content type='html'>Olá a todos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;este é um texto que já deveria ter publicado à algum tempo, só que infelizmente ... falhei!&lt;br /&gt;Redimo-me agora, espero que me perdoem, especialmente a Vera, claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;boas escritas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Der Uber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Survive isn’t the fight for live, is a fight for happiness. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A felicidade talvez não suprema mas elementar… &lt;br /&gt;Travamos uma luta paralela à da natureza mas não necessariamente igual. Não vivemos pela vida mas pela busca da felicidade… Quantos não lhe põem termo por desesperar ao procurar ser feliz! &lt;br /&gt;A sociedade é a nova selva onde a lei do mais forte é a simples busca do elementar “ser feliz” e só aquele, (o mais forte), , cuja força sabe recuperar o inevitável, é que sobrevive ao desafio. É rei o que consegue chegar além da incompreensão da sua meta… sendo mais que medianamente feliz. &lt;br /&gt;Engana-se quem diferencia o Homem do animal pela fisiologia… afinal não somos todos diferentes? Ou aquele que os distancia pela racionalização, quando por tantas vezes connosco comunicam. A diferença reside na mais simples e velha batalha do animal pela vida e na constante busca da felicidade pelo Homem contemporâneo, ou seja no sentido que cada um dá a vida… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Vera Fonseca&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112674679292873543?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112674679292873543/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112674679292873543&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112674679292873543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112674679292873543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/sobrevivncia-por-vera-fonseca.html' title='Sobrevivência; por Vera Fonseca'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112672166420041484</id><published>2005-09-14T19:09:00.000+01:00</published><updated>2005-09-14T19:14:24.216+01:00</updated><title type='text'>DT: Final feliz, by Stela</title><content type='html'>&lt;em&gt;Peço muitas desculpas por não ter participado nos desafios anteriores. Apetecia-me escrever sobre isto, e acho que se encaixa bem no tema lançado pelo Silent Child. Prometo ser mais participativa nos próximos desafios!! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pegou no lápis de khol e traçou com mão firme uma linha escura por baixo dos olhos. Imediatamente o olhar mortiço ganhou nova luz. Aplicou cuidadosamente o rímel, primeiro por cima das pestanas, depois por baixo. Abriu e fechou os olhos, num código morse só dela. Baton… Escolheu o vermelho escuro. Olhou para o resultado final. Magra como um esqueleto, cara chupada e cabelo flamejante vermelho com caracóis rebeldes. Lá estavam os olhos, brilhantes agora, de inteligência e sedução. Nenhuma pergunta se via contudo neles. Estavam vazios de curiosidade pela vida, antes afirmavam claramente o desprezo que devotava a este mundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ia todos os dias à faculdade, apesar de tudo. E mesmo sem nunca estudar afincadamente, tirava notas brilhantes, mas nada lhe parecia ser digno de orgulho. «Podes ser tudo o que quiseres, Marta!» Mas não havia nada que quisesse de facto ser. Encontrava algum apaziguamento nas aulas de Matemática, mas tudo lhe era tão fácil… Até ser a melhor da aula, a melhor da faculdade, a aborrecia e cansava. Nada a fazia vibrar e por isso a única coisa que queria era ausentar-se. O sentimento de ausência de qualquer forma sempre a tinha acompanhado. Onde quer que fosse, sentia-se de fora. Então, porquê não concretizar essa ausência? Usou e abusou de tudo o que tivesse o potencial de a fazer sentir-se finalmente longe, a flutuar, muito acima da vida e da morte. Afinal havia outros mundos para explorar, nos braços do álcool e da droga. Por fim, só lhe sobravam amigos tão desligados e desinteressados neste plano existencial como ela. Mas mesmo esses se afastavam quando começavam a sentir o enorme peso da sua tristeza interior. Era como um manto negro de escuridão que se estendia suave e inexoravelmente sobre as suas almas, sugando-lhes o pouco de alegria que conseguiam esconder dentro de si. Rapidamente começaram a dar desculpas para não estarem com ela. «Desculpa, Marta, mas hoje não dá… A minha mãe já anda a estranhar.»&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mãe de Marta não estranhava nada, porque passava metade do tempo fora do país em trabalho e a outra metade dentro do país em trabalho. Mas amava muito a filha e demonstrava-o dando-lhe todo o dinheiro que ela lhe pedisse. Isso facilitava a compra das suas substâncias de distanciamento planetário.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nessa noite, Marta estava sozinha, vestida e maquilhada a preceito. Nos pés os seus novos sapatos D&amp;amp;G, nas suas mãos uma miríade de comprimidos multicolores. Tomou-os acompanhada de uma garrafa inteira de vodka. Sentiu o seu corpo desistir, aos poucos. “Vou morrer”, pensou. Até aí, não tinha nunca formulado em palavras ser esse o seu desejo, mas agora que a possibilidade de morrer se lhe afigurava muito possível, não era uma ideia que lhe desagradasse… E à medida que a luz se apagava dos olhos de cigana, sentia ter sido este o único momento dos seus 19 anos em que percebera que afinal, estava viva.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112672166420041484?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112672166420041484/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112672166420041484&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112672166420041484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112672166420041484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/dt-final-feliz-by-stela.html' title='DT: Final feliz, by Stela'/><author><name>smallworld</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_hBv9V_x9QoQ/SwcSSm9hsUI/AAAAAAAAAiU/q_c6lWqRNHg/S220/PICT1146.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112665680732278693</id><published>2005-09-14T00:57:00.000+01:00</published><updated>2005-09-14T01:20:22.686+01:00</updated><title type='text'>And the winner is...</title><content type='html'>Pessoal,&lt;br /&gt;passo a anunciar os resultados do Desafio Crimes Imperfeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Booklover (a.k.a. Curte-Livros) – "Pintaínho": 1 ponto&lt;br /&gt;Dasha – "A Galinha": 1 Ponto e uma menção honrosa (isto conta como 1 ponto e 1/2?)&lt;br /&gt;Der Überlende (a.k.a. O Berlinde):&lt;br /&gt;"Modelo" – 4 pontos/ "Prémio" – 1 ponto/ "Predador" – 1 ponto&lt;br /&gt;Earworm (a.k.a. O Bicho do Ouvido) – "No Parapeito": 3 pontos&lt;br /&gt;Lua de Inverno – "Palácio Eterno": 2 pontos&lt;br /&gt;Redbacksipder (a.k.a. Aranhiço) – "Os Corredores": 3 pontos&lt;br /&gt;Sweet Serenity – "Hoje Matei-me": 1 Ponto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vencedor é &lt;strong&gt;"A Modelo", por Der Überlende&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito obrigado a todos e ... venham mais desafios!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112665680732278693?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112665680732278693/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112665680732278693&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112665680732278693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112665680732278693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/and-winner-is.html' title='And the winner is...'/><author><name>Earworm</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10750763264850379791</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112656378711471615</id><published>2005-09-12T23:23:00.000+01:00</published><updated>2005-09-12T23:23:07.116+01:00</updated><title type='text'>Melancolia; Um contributo da PiP</title><content type='html'>Estimada 'minitribo',&lt;br /&gt;É meu enorme prazer e honra dar-vos a conhecer o primeiro contributo da nossa mais recente probacionária ;)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pipmts.blogspot.com/"&gt;PiP&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sem mais palavras (a não ser nos comentários)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Der Uber&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melancolia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A melancolia estende, lenta e silenciosamente, os seus múltiplos braços para me agarrar. Muito de mansinho. Penso poder recusar o seu abraço mansamente feroz, mas é apenas uma doce ilusão da mente. Não há maneira de lhe resistir. Os seus braços agarram-me, penetram-me, possuem-me, esmagando-me com uma força imprevisível. Deixo-me à sua mercê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como é suave, esta melancolia, tão doce e triste, tão cómoda, afinal! Aqui posso refugiar-me, erguer, no aperto forte dos seus braços, grossas muralhas que me permitem virar costas ao Mundo. Não quero ver e nada sentir, para além da dor, da minha tristeza sem fim. Injustificada, talvez, mas será preciso justificação? Os porquês dos sentimentos ficam muitas vezes fora do nosso alcance e não será melhor assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim me deixo, nestes braços negros em que me apoio e descanso, sabendo que neles estou segura, ninguém me pode fazer mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;9 de Setembro de 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PiP&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112656378711471615?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112656378711471615/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112656378711471615&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112656378711471615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112656378711471615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/melancolia-um-contributo-da-pip.html' title='Melancolia; Um contributo da PiP'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112651810925563654</id><published>2005-09-12T10:35:00.000+01:00</published><updated>2005-09-12T10:41:49.260+01:00</updated><title type='text'>'Poema em Linha Recta' de Álvaro de Campos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nunca conheci quem tivesse levado porrada.&lt;br /&gt;Todos os meus amigos têm sido campeões em tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,&lt;br /&gt;Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,&lt;br /&gt;Indesculpavelmente sujo,&lt;br /&gt;Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,&lt;br /&gt;Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,&lt;br /&gt;Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,&lt;br /&gt;Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso, arrogante,&lt;br /&gt;Que tenho sofrido enxovalhos e calado,&lt;br /&gt;Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;&lt;br /&gt;Eu, que tenho sido cómico às criadas do hotel,&lt;br /&gt;Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,&lt;br /&gt;Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado,&lt;br /&gt;Para fora da possibilidade do soco;&lt;br /&gt;Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,&lt;br /&gt;Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Toda a gente que eu conheço e fala comigo&lt;br /&gt;Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu enxovalho,&lt;br /&gt;Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quem me dera ouvir de alguém a voz humana&lt;br /&gt;Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;&lt;br /&gt;Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!&lt;br /&gt;Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.&lt;br /&gt;Quem há neste mundo que me confesse que uma vez já foi vil?&lt;br /&gt;Ó príncipes, meus irmãos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Arre, estou farto de semideuses!&lt;br /&gt;Onde é que há gente no mundo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Poderão as mulheres não os terem amado,&lt;br /&gt;Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!&lt;br /&gt;E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,&lt;br /&gt;Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?&lt;br /&gt;Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,&lt;br /&gt;Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Álvaro de Campos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quantas vezes também eu fui reles, vil, parasita, ridícula, absurda, grotesca, mesquinha, submissa, arrogante, cobarde, errónea, infame…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E vocês também nunca foram? Ou são todos &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Semideuses&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112651810925563654?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112651810925563654/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112651810925563654&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112651810925563654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112651810925563654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/poema-em-linha-recta-de-lvaro-de.html' title='&apos;Poema em Linha Recta&apos; de Álvaro de Campos'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112631013423035384</id><published>2005-09-10T00:55:00.000+01:00</published><updated>2005-09-10T00:55:34.250+01:00</updated><title type='text'>Chuva; por Dasha</title><content type='html'>Meus caros, abram bem os olhos e deixe a vossa alma respirar.&lt;br /&gt;Textos destes não aparecem todos os dias...&lt;br /&gt;cumprimentos entusiastas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Der Ü.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Chuva&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Agua escorre me pela face… Após meses de seca, sinto o renascimento e o sabor da vida… Ontem senti me morrer, e anteontem, e durante estes meses todos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A raiva e a fúria acumulados dissolvem-se nos riachos da chuva, sinto a dor e a solidão sairem com as lagrimas que me escorrem pela face e misturam-se com a chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Água do céu, céu de água, som de gotas a bater nos telhados e nas folhas de árvores. Pássaros molhados a procura do abrigo, um gato a fugir para a cave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinza que se mistura com a água que a leva para longe daqui. O meu corpo todo estica-se, espreguiça-se, sentindo a frescura do vento, da chuva, do nascimento da natureza. Ouro do outono que a Natureza põe nas suas vestes douradas e se exibe e se gaba perante todos. Os felizardos são os que sabem apreciar este esplendor do nascimento antes de um adormecer do inverno. Poucos são os que se sentem em bem tanto com o sol, tanto com a chuva, tanto no meio da neve. Eu sou ums indecisa. Ora faço pazes e rio com o sol do verão, ora canto com a chuva, ora adormeço com a neve. Gosto de me dissolver na chuva, chapinhando pelas poças a caminho da casa, sem chapeu de chuva. Chegar encharcada a casa e enfiar-me debaixo de um cobertor a frente de lareira. Olhar para o fogo e sentir que a minha angústia e dor estão la fora a caminho do mar, dissolvidos na chuva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt; Dasha &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112631013423035384?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112631013423035384/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112631013423035384&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112631013423035384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112631013423035384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/chuva-por-dasha.html' title='Chuva; por Dasha'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112622847905325618</id><published>2005-09-09T02:14:00.000+01:00</published><updated>2005-09-09T02:14:39.060+01:00</updated><title type='text'>DCP -  a vez da Dasha (sempre a tempo!!)</title><content type='html'>___________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“-Olha para isto! Estes gajos não se cansam de sacar dinheiro em troca de nada… Passaros “inteligentes”??? Acreditas nisto? Passaros que sabem ler???&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu passei ao Charlie o folheto que tirei da caixa de correio. Este anunciava a nova estreia do circo que chegou a nossa cidade. O Charlie olhou com despreso e ligou a televisão. Eu estive em mais uma das minhas estratégias de como ganhar o dinheiro: jogar cartas? Pedir algum donativo para a minha empresa inexistente? O meu cerebro, cansado de tantas ideias brilhantes, gerava cada vez ideias mais surreais, mas eu conhecia esta sua faceta e deixava o andar a inventar…&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã do dia seguinte ouvi um barulho estranho do quarto do Charlie, e encontrei a porta fechada, o que já era estranho, tendo em conta que o Charlie nunca, mas mesmo nunca fechava a porta do seu quarto. Como eu não costumo deixar as coisas por descobrir, facilmente abri a porta do quarto dele com um gancho e o que é que eu descubro? Num cubículo separado com as cadeiras e placas de cartão estava uma galinha! Dentro do meu apartamento! Isto é muito estranho, mas decidi fingir que não vi nada e voltei a trancar a porta.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite Charlie voltou com um ar misterioso e fechou se logo no quarto. Todo este suspence não me deixava sossegado, mas o que é que eu poderia fazer? Pus me a rever a correspondencia e jornais do dia, ainda a gerar as ideias brilhantes de “como ganhar muito dinheiro num dia” e encontrei um anuncio estranho: “Desapareceu a galinha inteligente do circo! A quem encontra-la a recompensa de 200 euros”. Um raio luminoso passou no meu cerebro! É isto! O Charlie está tramar uma sem me dizer nada! Ele roubou a galinha ao circo e agora vai devolve-la recebendo a recompensa! Não o posso permitir! Vou dar a volta a questão. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da manhã Charlie disse me que vai partir no comboio das 10 e não sabe quando volta. Tem coisas a tratar na sua cidade e estas irão levar um certo tempo. Reparei no seu quarto as malas feitas e a galinha do outro dia numa gaiola grande.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Charlie, para que a galinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Para a minha mãe. Tem uma quinta e precisa de uma galinha desta raça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas Charlie, esta galinha não tem raça nenhuma, é uma galinha vulgar, não precisas dela, só te vai complicar a viagem, queres 10 euros por ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-10 euros? Por uma galinha desta raça rara? Só podes estar a brincar. Isto é uma galinha procriadora de futuros campeões na luta de galos la na minha terra!- disse o Charlie, segurando orgulhosamente o chapeu velho a frente do peito. Parecia mesmo orgulhoso da sua galinha, mas eu sabia o que é que eles estava a tramar e não desisti. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Charlie, eu dou te 50 euros por esta galinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-50 euros? Mas para que queres pagar tanto por esta galinha? Tu nem tens onde guarda-la! Vives num apartamento! Não, uma galinha tem que viver no campo, no meio de outras galinhas e um galo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Charlie, eu dou-te 100 euros! E isto é o meu preço final! -  disse eu fazendo cálculos de cabeça de que sempre vou ganhar outros 100 euros de recompensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Oh meu amigo… Uma galinha não custa 100 euros! E eu gosto dela, a sério! Desde ontem que estou sentir uma certa afinidade com este passaro! Não posso vende-lo! Ainda por cima não tenho tempo para ir comprar uma outra para a minha mãe! Tenho comboio daqui 15 minutos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Oh, Charlie, pensa no dinheiro que te estou oferecer! Dizes bem, uma galinha não vale este preço, mas eu quero comprar esta galinha! Sinto que a tenho que comprar! Nunca sentiste isto? Com o dinheiro que te dou tu compras 10 procriadoras para a tua quinta! -  eu fiz um ar muito convincente e até consegui uma gota de lagrima a sair pelo canto e olho… Para quem não sabe, é muito dificil fazer sair uma lagrima! É uma arte, qual eu domino muito bem! (modestia a parte)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pronto… - Charlie parecia mesmo abalado, mas eu sabia que está se fazer, e talvez estava mesmo com pressa para apanhar o comboio e decidiu contentar-se com 100 euros em vez de 200, mas bazar da cidade o quanto antes -  Pronto… parece que tu precisas mesmo desta galinha. Vou aceitar a tua oferta e com este dinheiro compro outra quando chegar a casa…&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Radiante, eu dei-lhe os meus últimos 100 euros e peguei na gaiola com a galinha que olhava assustada a sua volta.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tarde vesti a minha roupa mais presentável e dirigi-me para a administração do circo com a galinha na mão. Bati a porta e encontrei um homem mal disposto a frente de uma secretária:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Boa tarde, venho por causa de anúncio que foi publicado ontem no jornal. Trago a galinha desaparecida, ai este passaro inteligente, já me leu todos os livros em casa!!! Agradecia que me passassem o cheque de recompensa!- fiz o sorriso mais doce que se pode imaginar…&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem olhou para mim, a sua má disposição ficou substituida por uma surpresa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O senhor está me dizer que esta galinha que tem na gaiola sabe ler? – senti ironia na sua voz estridente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Oh, claro que sabe! Ela lá em casa leu já todos os livros que encontrou! É a galinha que desapareceu do circo anteontem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Caro senhor – o homem estava ficar irritado – no nosso circo só temos corvos e papagaios! E digo lhe já que ainda não se conseguiu ensinar uma galinha a ler! Não demos anúncio nenhum sobre o desaparecimento de nada! O seu passaro maravilhoso devia estar num museu! Mas aqui ninguem engole esta treta! Adeus!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sai confuso… Reli o anúncio e decidi ir falar com o velho Dick do jornal que me deixava sempre uma cópia gratis nas alturas em que eu não tinha um tostão&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Boa tarde, senhor! O dia está lindo, não está? -  disse eu com o ar feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Não me venhas com esta… aconteceu te mais alguma coisa? Diz logo, não comeces com floreados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Ahh… não é nada, só queria saber quam deu este anúncio ontem no jornal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho Dick olhou para anúncio, depois fez um ar de pensamento, embora eu duvide que aquilo ainda pensa. E depois pronunciou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, este anúncio deu o teu amigo, que está viver contigo no apartamento! Aquele alto, que anda sempre de chapeu de feltro!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terra fugiu-me dos pés… então o meu amigo Charlie enganou-me? Ficou com todo o meu dinheiro e aproveitou-se da minha fase de procura de ideias para enriquecer?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrastei-me lentamente pela rua… Um único pensamento apoderou-se de mim… Era um crime sangrento que a minha cabeça planeava sem querer... Alguem vai morrer antes de por de sol! Decidido dirigi-me para a casa…&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite comi galinha assada…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dasha&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112622847905325618?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112622847905325618/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112622847905325618&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112622847905325618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112622847905325618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/dcp-vez-da-dasha-sempre-tempo.html' title='DCP -  a vez da Dasha (sempre a tempo!!)'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112608795876195748</id><published>2005-09-07T11:01:00.000+01:00</published><updated>2005-09-07T11:16:46.120+01:00</updated><title type='text'>DT: A Queda</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;ANYONE, ANYWHERE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No one seems to care anymore(as) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;I wander through this night all alone&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No one feels the pain I have inside&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Looking at this world through my eyes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No one really cares where I go&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Searching to feel warmth forever more&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;The wheels of life they turn without me&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Now you are gone... eternally&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Don't leave me here&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;The dream carries (me) on&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Inside&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;I know...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Its not too late&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lost moments blown away&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;TonightChorus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mankind, with your heresy&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Can't you see that this is killing me&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;There's no one in this life&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;To be here with me at my side*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;aí novamente no inferno, a amargura, a aflição e o desanimo apossaram-se de mim. Sinto uma força destrutiva brutal dentro do meu peito, apetece-me gritar até perder a voz, deitar-me e não acordar nunca mais. A dor é tão grande tão grande que as lágrimas brotam incessantemente dos meus olhos. A cabeça anda à roda, não me apetece falar com ninguém porque ninguém jamais compreenderá a dor de eu ser eu. À velocidade da luz, esta angústia inquietante percorre-me velozmente o corpo e tal como a seiva bruta ascende na árvore, o desespero escorre violentamente por mim e entranha-se nos sítios mais recônditos e inimagináveis do meu corpo. Os braços esbracejam violentamente na tentativa vã de me tirarem deste sufoco. Os ouvidos recusam-se a ouvir e bloqueiam, só suportando o barulho do silêncio. Os olhos, esses mergulham num livro, detêm-se num parágrafo qualquer para me abstraírem desta dor. São momentos preciosos que me permitem descansar… de uma guerrilha que a autodestruição trava com a minha vontade desmesurada de viver…&lt;br /&gt;Estou cansada de me sentir assim, dia após dia, noite após noite…&lt;br /&gt;Não sei o que busco…&lt;br /&gt;Não sei o que procuro…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;ps - esta letra foi-nos enviada pelo &lt;strong&gt;Silent Child&lt;/strong&gt; e como eu tinha este texto para publicar no desafio DT achei que podia servir de introdução... Espero que não te importes &lt;strong&gt;Silent Child&lt;/strong&gt; :)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Letra de Anathema ( www.anathema.ws ) do álbum "Judgement" (1999) ANYONE, ANYWHERE &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112608795876195748?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112608795876195748/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112608795876195748&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112608795876195748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112608795876195748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/dt-queda.html' title='DT: A Queda'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112596217287683748</id><published>2005-09-06T00:02:00.000+01:00</published><updated>2005-09-10T11:22:58.340+01:00</updated><title type='text'>Votem no Crime (Im)Perfeito</title><content type='html'>Pessoal;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá a votar no vencedor do Desafio Crimes Imperfeitos!&lt;br /&gt;And the nominees are...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. &lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/dcp-o-pintainho-por-booklover.html"&gt;Booklover: O Pintaínho &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. Der Uberlende: &lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/dcp-modelo-por-der-berlende.html"&gt;A Modelo&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/dcp-predador-por-der-uberlende-j-que.html"&gt;Predador&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/prmio-500-palavras-para-o-dcp-por-der.html"&gt;Prémio &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. &lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/no-parapeito-desafio-crimes.html"&gt;Earworm: No Parapeito&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. &lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/dcp-palcio-eterno-por-lua-de-inverno.html"&gt;Lua de Inverno: Palácio Eterno&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. &lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/dcp-os-corredores.html"&gt;RedbackSpider: Os Corredores&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. &lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/desafio-crimes-perfeitos-hoje-matei-me.html"&gt;Sweet Serenity: Hoje Matei-me&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. &lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/dcp-vez-da-dasha-sempre-tempo.html"&gt;Dasha&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bons votos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Espero contribuição de última hora... ouviste Stela?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112596217287683748?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112596217287683748/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112596217287683748&amp;isPopup=true' title='24 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112596217287683748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112596217287683748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/votem-no-crime-imperfeito.html' title='Votem no Crime (Im)Perfeito'/><author><name>Earworm</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10750763264850379791</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112586445025026034</id><published>2005-09-04T21:03:00.000+01:00</published><updated>2005-09-04T21:18:29.023+01:00</updated><title type='text'>"Ilusões" de Richard Bach</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1702/474/1600/IMAG0011.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 192px; CURSOR: hand; HEIGHT: 204px" height="240" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1702/474/320/IMAG0011.jpg" width="265" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Li este livro pela segunda vez num espaço de dois anos. Devo confessar que da primeira leitura não apanhei quase nada. Vivia então a minha fase de devoradora sequiosa de canhenhos sem lhes dispensar o mínimo de atenção, movida pela vil aspiração de aumentar a minha listinha ridícula de livros engolidos e não pensados ou sequer lidos verdadeiramente!&lt;br /&gt;Well… foi o meu estádio negro de leitora, afinal quem não passa por ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vontade de o ler (nem digo reler porque da primeira vez não o fiz) surgiu na semana passada quando um amigo me chamou a atenção para um trecho sobre a Verdadeira Família:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O elo&lt;br /&gt;que une a tua verdadeira família&lt;br /&gt;não é de sangue, mas&lt;br /&gt;de respeito e alegria pela&lt;br /&gt;vida uns dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raramente os membros&lt;br /&gt;de uma família crescem&lt;br /&gt;sob o mesmo tecto”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim comecei a ler Ilusões com “Ouvidos novos para uma música nova” e “Olhos novos para as coisas mais longínquas” (in “O Anticristo” de Nietzsche).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A base do livro é esta: R&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ichard, um piloto de aviões, encontra Donald Shimoda, mestre espiritual e Messias aposentado :) E há medida que começam a construír uma amizade, Shimoda ensina a Richard as coisas que um Messias deve saber... Seguem-se longas conversas sobre A Liberdade, o Futuro, o Poder dos nossos Pensamentos, as Decisões, as Opções que escolhemos tomar…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Somos transportados ao longo do livro numa viagem espiritual até ao fundo de nós próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cheirinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ - Ele ia sugar o meu sangue!&lt;br /&gt;- Que é o que fazemos a qualquer pessoa quando lhe dizemos que sofreremos se ela não viver à nossa maneira.&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;- O que te intriga - disse ele -, é verificar que um conceito geral se revela impossível. Esse conceito é prejudicar alguém. Nós próprios escolhemos sermos prejudicados ou não sermos prejudicados, independentemente de tudo o resto. Nós, é que decidimos. Mais ninguém. O meu vampiro disse-te que sofreria se tu não o deixasses sugar o teu sangue? Essa foi a sua decisão de sofrer, a sua opção. Aquilo que fazes perante isso é a tua decisão, a tua opção: dar-lhe sangue, ignorá-lo; amarrá-lo; trespassar-lhe o coração com um pão de azevinho. Se ele não quiser o pau de azevinho, é livre de resistir, da forma que quiser. E isto nunca mais acaba: opções, opções…&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;- Ouve - disse ele -, é importante. Somos livres. Livres. De fazer. O que quer. Que queiramos. Fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida mais um livro que me há-de acompanhar eternamente…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps - de Richard Bach já li as seguintes obras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fernão Capelo Gaivota” (leitura obrigatória!);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ponte para a eternidade” (sobre a esperança de encontrar a tua alma gémea);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma aventura do Espírito” (um excerto: “Será que Algo Notável significa que adoptas todas as crenças idiotas de todos os zés-ninguéns populares e insensíveis para fingires que tens amigos?”).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112586445025026034?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112586445025026034/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112586445025026034&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112586445025026034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112586445025026034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/iluses-de-richard-bach.html' title='&quot;Ilusões&quot; de Richard Bach'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112569681741865384</id><published>2005-09-02T22:25:00.000+01:00</published><updated>2005-09-02T22:33:37.426+01:00</updated><title type='text'>Desafio Temático: Dor, Tristeza e Solidão (Palavras Soltas, por Redbackspider)</title><content type='html'>Ora bem, isto nem sequer é, propriamente uma verdadeira resposta ao Desafio Temático...são umas &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Palavras Soltas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, uma breve e descuidada reflexão que eu arrisco partilhar com todos vós, &lt;em&gt;viajantes da alma&lt;/em&gt;...aí vai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Dor&lt;/strong&gt; é um espaço onde não nos sentimos sós. Paradoxalmente, a Dor é uma experiência intersubjectiva. A Dor é sempre &lt;em&gt;dor com alguém&lt;/em&gt;, alguém a quem a Dor também toca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Tristeza &lt;/strong&gt;é o oposto. Não há nada de mais pessoal e impossível de partilhar do que a Tristeza. Podemos levar os outros connosco, podemos até falar-lhes dela, mas a Tristeza é só nossa e, muitas vezes, completamente vazia, vazia de objecto, vazia de conteúdo. Todavia, é na Tristeza profunda que agarramos a alma e exorcisamos os demónios que nos consomem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Solidão&lt;/strong&gt; é o ponto onde começamos a SER...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112569681741865384?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112569681741865384/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112569681741865384&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112569681741865384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112569681741865384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/desafio-temtico-dor-tristeza-e-solido.html' title='Desafio Temático: Dor, Tristeza e Solidão (Palavras Soltas, por Redbackspider)'/><author><name>redbackspider</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09751631854123391646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112562291975041663</id><published>2005-09-02T01:58:00.000+01:00</published><updated>2005-09-02T02:11:43.153+01:00</updated><title type='text'>No Parapeito – Desafio Crimes Imperfeitos</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aqui vai. Longo, mais uma vez. Eu sei...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mais vale tarde que nunca!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No parapeito&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escusa de pôr água na fervura, doutor advogado. Percebi muito bem o que quis dizer. Nunca fui mesmo muito esperto, nunca dei para a escola. Mas se fizer o favor de me explicar o que é isso do “ónus da prova”, eu até lhe ficava agradecido. Se me está a perguntar se fui eu que matei o Dr. Contreiras, só tenho a dizer que sim. Lidei sempre com cabrõezinhos pedantes como ele, mas desta foi de vez. “A lâmpada do gabinete do Sr. Vasconcelos precisa de ser mudada, Alves. Se isso amanhã não está pronto, escusas de cá passar. Vais directo para a fila da Segurança Social!”. “Alves, o esgoto da casa de banho rebentou. A merda chega à porta de entrada! Quando voltar do almoço quero esta espelunca a cheirar a rosas!” De certo modo, ainda bem que aqui estou, doutor, porque me fartei de apanhar trampa para os lordes; cansei-me dos risos de escárnio daquelas putas cromadas a ouro das mulheres deles, afogadas em estolas de raposas empalhadas e chinchilas de capoeira. “Ó Senhor Alves, que linda camisa! Havia para homem na loja onde a comprou?”.&lt;br /&gt;Havia um gato amarelo, nas traseiras da empresa, que vinha ter comigo ao fim da tarde e de manhãzinha, quando ninguém tinha ainda chegado. Era cego de um olho e tinha uma pata partida e pendurada. Chamei-lhe Capitão Gancho. Acho que o bicho se afeiçoou logo a mim porque percebeu que éramos iguais. Vinha pôr-me os pardais de pescoço partido e as ratazanas esgoeladas que caçava, no parapeito da janela onde eu fumava um cigarro. Deixava-as ali, como presentes, acho eu. Comprava-lhe comida, dava-lhe uma malga de leite de vez em quando e o bicho procurava-me as festas, dava-me marradinhas no braço, como quem diz “Vá lá! Preciso de mimos...”. Achava-lhe piada.&lt;br /&gt;Sabe, eu não falo muito com aquela gente. Quer dizer... não falava. Não me parece que estivessem interessados em serem vistos a trocar prosas com um empregado de manutenção aleijado. O Capitão Gancho era o meu único parceiro. Cheguei a pensar levar o bicho para casa, para me fazer companhia naquelas noites em que a voz da apresentadora dos concursos da televisão se transforma em ruído branco e que a humidade se esgueira pelas frinchas das janelas para me gelar os ossos.&lt;br /&gt;Um dia, o Contreiras (pronto... o Doutor Contreiras, se isso o satisfaz, doutor) chegou de manhã e tinha um rato morto pousado no cadeirão de chefe onde ele se sentava. Não sei como é que aquilo lá foi parar, doutor, palavra! Chamou-me ao gabinete e começou a gritar comigo. “Alves, que merda é esta? Não estou farto de te dizer para fechares as janelas antes de saires? És um sacana incompente!” Depois, foi um chorrilho de humilhação que me agoniou: que me estava a fazer um favor e daquilo ser a paga da caridade dele, de estar pelos cabelos comigo.&lt;br /&gt;O sacana do gato devia ser a minha alma gémea porque lhe tinha um pó ainda maior que o meu e, a partir daí, dia sim, dia não, o Contreiras tinha um presentinho no gabinete: urinava-lhe no teclado, deixa-lhe mais bichos mortos na secretária. Chegou a apanhá-lo em flagrante, a cagar-lhe no cadeirão de chefe, doutor, veja-me lá a esperteza do bicho! Mas se eu lhe disser que não sei por onde o sacana entrava, o senhor acredita?! Trancava tudo antes de sair e cabrãozinho parecia continuar a vir de noite, como uma assombração, para lhe deixar surpresas. Isto passou-se durante umas três semanas, até que uma manhã, o gato não apareceu. E na manhã seguinte a mesma coisa, tal como em todos os dias da semana que se seguiu, e a malga de leite a azedar no parapeito e eu cada vez mais sozinho.&lt;br /&gt;Numa segunda feira, depois do expediente, saltei pelas traseiras para procurar o gato. Pensei que pudesse estar ferido das lutas e se estivesse a esconder a um canto, como os gatos e os homens acossados fazem. Fui dar com ele morto, de patas esticadas, o bucho inchado, sobrevoado por varejeiras, um cheiro de morte, de podre, de negro. Envenenado, doutor.&lt;br /&gt;O cabrão do Contreiras veio à janela, rir-se, o traidor. “Então, Alves? Morreu-te o Tareco? É pena... Sempre tinhas um aleijado como tu para te fazer companhia.” Eu voltei para dentro, cego. Só me lembrava do bucho inchado do bicho, de não lhe conseguir olhar para a cara; de me passar a mesma imagem, vezes sem conta, pela retina – como quando se é pequeno e se vê um morto, como quando se é pequeno e se está sozinho e se tem medo e o que a gente mais teme aparece na primeira curva da estrada. Só me lembro da raiva a crescer e da espuma a inchar-me como o veneno no bucho do animal.&lt;br /&gt;Entrei no gabinete, peguei no canivete trabalhado de marfim que o doutorzeco usava para abrir cartas e abri-lhe a goela como um sorriso de palhaço rico.&lt;br /&gt;Agora me lembro, doutor advogado, que ainda lá está a malga, a azedar no parapeito.&lt;br /&gt;....................................................................................................................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, o meu nome é Isaura Gonçalves, senhor doutor. Fui eu que encontrei o corpo do Dr. Sérgio Contreiras. Tinha acabado de lhe tirar um café quando ouvi o grito. O senhor desculpe, que isto custa recordar... Sempre tão simpático, o Dr. Sérgio. Tão boa pessoa, tão bom patrão! Perguntava-me sempre pelas melhoras da minha mãezinha! Acabar daquela maneira, tão novo, com um filhinho pequeno e uma mulher tão linda, tão requintada! Mas como lhe ía a dizer, doutor, cheguei lá dentro para encontrar aquele monstro, o coxo, parado e de olhar vazio como uma assombração. O Dr. Sérgio ainda se debatia, agarrado ao pescoço. Perdi os sentidos e a minha colega chamou o 115. A partir daí ficou tudo negro.&lt;br /&gt;Quanto ao coxo, era um tipo triste. Nunca lhe conheci companhia, tirando um gato amarelo e zarolho, imundo, que trazia ratos para dentro do escritório e que sujava tudo de fezes. Era uma praga tão grande, aquele animal! Uma vez, tentei apanhá-lo e ele arranhou-me toda. Vê como eu ainda tenho o braço? Não me orgulho de o dizer, mas tive que tomar medidas. Um perigo daqueles, que até tive de apanhar a vacina do tétano e da raiva e mais uma data de outras coisas que não me lembro!... Com o filhinho do Dr. Sérgio a brincar por ali tanta vez, sabe-se lá o que podia acontecer à criança! Comprei uma caixa de raticída e despejei tudo para dentro de uma lata de comida.&lt;br /&gt;Nunca gostei de gatos, sabe? Há lá raça de animal mais traiçoeiro e ingrato?! Como o coxo, doutor. Almas gémeas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112562291975041663?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112562291975041663/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112562291975041663&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112562291975041663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112562291975041663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/no-parapeito-desafio-crimes.html' title='No Parapeito – Desafio Crimes Imperfeitos'/><author><name>Earworm</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10750763264850379791</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112556952767961398</id><published>2005-09-01T10:53:00.000+01:00</published><updated>2005-09-01T11:12:07.690+01:00</updated><title type='text'>Desafio Temático: tristeza, solidão, dor (por Silent Child)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(Este é) Um Fim &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tanto que eu guardo para mim&lt;br /&gt;há tanto que me consome em mim&lt;br /&gt;não sei até onde posso ir&lt;br /&gt;não sei onde penso chegar&lt;br /&gt;nem sei até onde posso aguentar&lt;br /&gt;nesta angústia de existir&lt;br /&gt;quando já nem me lembro de sorrir&lt;br /&gt;quando já me custa suportar-me&lt;br /&gt;quando já nem sei como aturar-me.&lt;br /&gt;Entretanto continuo a falar comigo mesmo&lt;br /&gt;enquanto as dúvidas se avomulam&lt;br /&gt;e as respostas escasseiam.&lt;br /&gt;Até onde posso alcançar?&lt;br /&gt;Até onde poderei arrastar-me?&lt;br /&gt;Estou tão cansado...&lt;br /&gt;e mais que isso, desolado!&lt;br /&gt;Talvez, do meu modo de ser&lt;br /&gt;ou da minha maneira de estar.&lt;br /&gt;Nada me satisfaz completamente.&lt;br /&gt;Nada me entusiasma realmente.&lt;br /&gt;Não posso culpar ninguém&lt;br /&gt;(excepto a mim mesmo)&lt;br /&gt;nem quero culpar ninguém.&lt;br /&gt;Mas não posso deixar de ver&lt;br /&gt;o que não gosto ou o que desaprovo,&lt;br /&gt;o que não entendo ou nem consigo aceitar.&lt;br /&gt;Mergulho mais fundo em mim&lt;br /&gt;e já nem vejo como sair&lt;br /&gt;de um turbilhão ensurdecedor&lt;br /&gt;de um labirinto intrincado&lt;br /&gt;de um lamento infindável&lt;br /&gt;que queima esta dor além do insuportável.&lt;br /&gt;No ruir do que eu julgava ser&lt;br /&gt;observo atónito os destroços baralhados&lt;br /&gt;na imagem crua que o espelho me devolve&lt;br /&gt;na solidão que me envolve e engole&lt;br /&gt;e eu... incapaz de (re)unir os destroços&lt;br /&gt;do ser que me iludira ser.&lt;br /&gt;Se eu pudesse adormecer e acordar&lt;br /&gt;renovado, completo.&lt;br /&gt;Se eu pudesse descansar e reerguer-me&lt;br /&gt;satisfeito, esperançado.&lt;br /&gt;Pesa-me este corpo&lt;br /&gt;como se fosse um túmulo oco, selado,&lt;br /&gt;donde a vida se esquivou, assustada.&lt;br /&gt;Observo o mundo&lt;br /&gt;e continua tanto por ver e entender&lt;br /&gt;a cabeça vai andando à roda&lt;br /&gt;enquanto eu olho o mundo a girar&lt;br /&gt;ou serei eu que me volto a estatelar&lt;br /&gt;e, claro... ninguém me ouve cair.&lt;br /&gt;Mas eu não quero mesmo que me escutem&lt;br /&gt;assim evito que disfarcem que se importam&lt;br /&gt;que querem ajudar ou ser simpáticos...Patética representação&lt;br /&gt;sem qualquer laivo de emoção.&lt;br /&gt;Desprezo a mesquinhez!&lt;br /&gt;Vomito a hipocrisia!&lt;br /&gt;Estilhaço a indiferença!&lt;br /&gt;Solta as lágrimas, meu amigo&lt;br /&gt;sabes bem não estares sozinho&lt;br /&gt;mesmo no abismo em que te refugias.&lt;br /&gt;Liberta o coração, meu amigo,&lt;br /&gt;vem acariciar o momento e partilhar&lt;br /&gt;esta dor íntima, comigo.&lt;br /&gt;Este é um fim.&lt;br /&gt;Repara na beleza desta tristeza.&lt;br /&gt;Solta as lágrimas, meu amigo.&lt;br /&gt;Este é um fim.&lt;br /&gt;Mergulha na imensidão desta solidão.&lt;br /&gt;Abre o coração, meu amigo&lt;br /&gt;e vem comigo agora&lt;br /&gt;ao lado velado da dor&lt;br /&gt;e à face ignorada do sorriso que vem de dentro,&lt;br /&gt;do sentimento que irrompe&lt;br /&gt;e dilacera o momento.&lt;br /&gt;É a hora, meu amigo.&lt;br /&gt;Não temo o tormento, não fujo da mudança.&lt;br /&gt;Não há separação se há comunicação.&lt;br /&gt;Este é um fim&lt;br /&gt;e um princípio em mim.&lt;br /&gt;Que em mim eu não sou capaz&lt;br /&gt;de distinguir o que É.&lt;br /&gt;Mas por ti e em mim Eu Sou&lt;br /&gt;e através da dor eu vou ao encontro de mim.&lt;br /&gt;Contigo eu cedo e (me) dou.Este é um fim.&lt;br /&gt;E por fim... desperto em mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;3-7-2002 (rev. 25-8-2005)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Silent Child&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aqui vai meus amigos, para marcar a reentré e dar ínicio ao novo ciclo de &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/desafios-200506-por-silent-child.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;desafios temáticos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. A seu tempo irá aparecer na coluna direita, logo abaixo dos mails um aviso permanete dos temas do mês assim como de outros desafios que estejam a decorrer no blog. Abraço da boss aqui do blog: booklover!  &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112556952767961398?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112556952767961398/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112556952767961398&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112556952767961398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112556952767961398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/09/desafio-temtico-tristeza-solido-dor.html' title='Desafio Temático: tristeza, solidão, dor (por Silent Child)'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112544448468316909</id><published>2005-08-31T00:28:00.000+01:00</published><updated>2005-08-31T00:28:04.690+01:00</updated><title type='text'>Prémio; 500 palavras para o DCP por Der Überlende</title><content type='html'>&lt;em&gt;BSO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ordo Rosarius - Equilibrio In high Heels through Nights of broken Glass (Cocktails Carnage Cruxufixion And Pornography)&lt;br /&gt;Bjork – An echo, a stain (Vespertine)&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;Cranes – Joy Lies Within (Self-Non-Self)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prémio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o tempo passa, indiferente&lt;br /&gt;e corta toda a esperança rente &lt;br /&gt;deixando apenas alguns restos &lt;br /&gt;de corpos, sons, faces e gestos&lt;br /&gt;a mim resta marcar o passo&lt;br /&gt;enquanto o tempo aperta o laço&lt;br /&gt;escorrega o nó corrediço&lt;br /&gt;abre a porta do passadiço&lt;br /&gt;deixa entrar a fria aragem&lt;br /&gt;que lava toda a coragem&lt;br /&gt;de homens, crianças e animais&lt;br /&gt;apaga impressões digitais&lt;br /&gt;rasga tudo o que era eterno&lt;br /&gt;despreza o céu e ri-se do inferno&lt;br /&gt;marca a mágoa corta a alma&lt;br /&gt;torna violenta a noite calma&lt;br /&gt;esquece o som, a palavra dissente&lt;br /&gt;entra neste ritmo decadente&lt;br /&gt;entra neste carrossel&lt;br /&gt;assume agora o teu papel&lt;br /&gt;entra na dança segue o som&lt;br /&gt;esquece o que é o mau e o bom&lt;br /&gt;não és mais um ser diferente&lt;br /&gt;és mais outro indigente&lt;br /&gt;marioneta nas mãos do mestre&lt;br /&gt;deixa que a besta te adestre&lt;br /&gt;sê mais um, mais um de tantos&lt;br /&gt;encanta-te com os teus encantos&lt;br /&gt;sorri agora para a foto&lt;br /&gt;enquanto deslizas para o esgoto&lt;br /&gt;sorri outra vez, mas sê honesto&lt;br /&gt;esse sorrisinho que eu detesto&lt;br /&gt;o ódio é o teu melhor amigo&lt;br /&gt;tem-no sempre aqui contigo&lt;br /&gt;o amor é uma ilusão&lt;br /&gt;que não cabe na tua mão&lt;br /&gt;viver é apenas uma charada &lt;br /&gt;crês em tudo, não crês em nada&lt;br /&gt;e à medida que cresces acreditas&lt;br /&gt;nas palavras que te foram ditas&lt;br /&gt;por este, aquela, aquele e ninguém&lt;br /&gt;recolhes ao útero da tua mãe&lt;br /&gt;aninhas-te à espera que tudo acabe&lt;br /&gt;temes que o teu mundinho desabe&lt;br /&gt;te caia na cabeça e te parta os cornos&lt;br /&gt;te despoje do dinheiro e dos adornos&lt;br /&gt;tão úteis que são no ‘outro mundo’&lt;br /&gt;é a isso que te agarras a cada segundo&lt;br /&gt;queres comer, foder e dançar&lt;br /&gt;agarrar na teta e continuar a mamar&lt;br /&gt;até o leite sair escuro e vermelho&lt;br /&gt;e o teu sangue ficar mirrado e velho&lt;br /&gt;e quando pensares que acabaste&lt;br /&gt;ainda agora começaste&lt;br /&gt;e piscas os olhos a olhar para o nada&lt;br /&gt;e onde pensas encontrar a entrada&lt;br /&gt;encontras a saída deste sono profundo&lt;br /&gt;donde rastejas só, aterrorizado e imundo&lt;br /&gt;mas quem sou eu para te condenar&lt;br /&gt;quem és tu para me negar&lt;br /&gt;quem sois vós para esticar o dedo&lt;br /&gt;embrulhados num misto de raiva e de medo&lt;br /&gt;quem és tu para dizer quem eu sou&lt;br /&gt;como ousar negar o que te dou&lt;br /&gt;como podes dizer que não existo&lt;br /&gt;negar-me em nome de um tal cristo&lt;br /&gt;condenar-me a um poço de enxofre e chamas&lt;br /&gt;quando sou tudo aquilo que tu amas&lt;br /&gt;matéria, carne, sabor e orgasmo&lt;br /&gt;aceitas tudo com entusiasmo&lt;br /&gt;não te ouvi queixas enquanto engordavas&lt;br /&gt;nem lamúrias enquanto teu ouro contavas&lt;br /&gt;não me apercebi da tua candura&lt;br /&gt;quando aos teus crimes dei total cobertura&lt;br /&gt;engraçado que agora me peças a  soluçar&lt;br /&gt;por amor do outro para te libertar&lt;br /&gt;do compromisso que antes te deliciava&lt;br /&gt;sem te queixares que a tua alma era escrava&lt;br /&gt;é o prémio final do meu investimento &lt;br /&gt;é apenas o início do teu tormento&lt;br /&gt;é a conquista de tudo a que tenho direito&lt;br /&gt;é o prémio merecido do meu crime perfeito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;30 de Agosto de 2005,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Der Überlende&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112544448468316909?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112544448468316909/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112544448468316909&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112544448468316909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112544448468316909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/prmio-500-palavras-para-o-dcp-por-der.html' title='Prémio; 500 palavras para o DCP por Der Überlende'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112525832888508214</id><published>2005-08-28T20:40:00.000+01:00</published><updated>2005-08-28T20:45:28.896+01:00</updated><title type='text'>DCP - O Pintainho (por booklover)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Desde que a mamã partiu com o namorado novo que a nossa vida se tornou num inferno. O papá engelhou-se na bebida, todas as noites tenho de lhe dar um banho e enfiá-lo na cama, isto se ele estiver sem forças para me espancar. O seu cheiro a suor, álcool e sexo entranham-se na minha roupa e começo a sentir uma dor agrilhoada nas entranhas a pulsar ferozmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mágoa asfixia-me o peito, tenho os sentidos entorpecidos e as feridas da alma em chagas vivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a noite interminável e vazia oiço vozes mordazes que ecoam na minha cabeça até me deixarem louco de raiva, sobressaltado e com medo, muito medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias sou humilhado e enxovalhado na escola. Quando me chamam maricas, uma raiva incontrolável começa a cozer dentro de mim e metamorfoseia-se numa fístula espinhosa que carrego nos ombros. Observo-os a jogar futebol: a sujidade, o suor enojam-me, recolho-me nos muros que construí em meu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um dia em que ao regressar da escola atravessou-se um pintainho no meu caminho, instintivamente dei-lhe um pontapé. O pinto ainda deu umas voltas estonteantes antes do estertor final: caiu teso no chão. Deitei-me ao seu lado, a minha respiração provocava uma brisa que lhe levantava suavemente as penas. Não sei quanto tempo fiquei deitado ao seu lado, as lágrimas corriam-me pela face até que uma pequenina e bruxuleante luzinha luminosa me começou a aquecer intimamente. Foi assim que uma realidade espantosamente transparente chegou até mim: Eu era Deus. Podia facilmente acabar com a VIDA, tinha acabado de o fazer com o Pintainho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez desde que a mãe partiu senti-me feliz, uma inconcebível alegria e força descomunal apoderaram-se de mim, senti nas minhas mãos um Poder Indestrutível, Inquebrável e Inabalável. Todo o meu medo, fraqueza, angústia e amargura desapareceram repentinamente. Senti-me apaziguado interiormente, agora sabia o que tinha a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louco de alegria fui a correr para casa, na mesinha de cabeceira do pai estava a caçadeira que ele tão bem guardava. O cabrão ia agora ver quem mandava, quem era o Rei! Iria sentir toda a minha força e poder, iria olhar-me todo acagaçado nos olhos e reparar que eu era algo mais do que um saco de boxe.&lt;br /&gt;Coloquei Beethoven a tocar no volume máximo, não queria pensar nem distrair-me, tinha uma missão para cumprir. Finalmente tinha um objectivo a atingir, o frágil Jeremias sem metas, desta vez tinha algo a realizar. O pai chegou ao início da tarde aos ziguezagues, ficou atónico e perplexo ao encontrar a casa mergulhada em Beethoven no seu expoente máximo. Ia ter um manjar celestial: uma bala no meio dos cornos misturada com álcool. Nham Nham…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegou à sala vinha já com o punho cerrado e a espumar raiva mas eu nem lhe dei tempo de levantar o braço: apontei-lhe a caçadeira e aproximei-me até ele ficar de joelhos com o cano no meio da testa. Vi o Terror nos seus olhos e antes de começar a fraquejar da minha missão disparei até acabar com todos os cartuchos.&lt;br /&gt;Olhei para a sua face irreconhecível e interroguei-o: ficas-te agora a saber quem é Deus Todo Poderoso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia o que me esperava segui… Abasteci-me de balas na cave e parti para a escola. Todos os que se atravessaram no meu caminho foram abatidos, grandes cães. O pânico nos seus rostos estúpidos e anormais excitava-me a adrenalina. Procurei todos os cabrões que me vexaram durante todos estes anos. Colegas, conhecidos, desconhecidos, professores, empregados… não distingui credo, raça, cor dos olhos… foi tudo o que me apareceu à frente: afinal sou Deus e a TODOS amo igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois perdi os sentidos, quando acordei estava no hospital psiquiátrico de uma prisão de alta segurança. Apanhei prisão perpétua mas desde os incidentes que não pronunciei palavra: tudo o que tinha a dizer foi dito quando arrebentei os miolos a todos! Todos ficaram a saber o que precisavam de saber:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Eu sou DEUS!  &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música: &lt;em&gt;Jeremy &lt;/em&gt;- Pearl Jam&lt;br /&gt;Livro: &lt;em&gt;Aparição&lt;/em&gt; - Virgílio Ferreira&lt;br /&gt;Filme: &lt;em&gt;Bowling for Columbine&lt;/em&gt; - Michael Moore&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112525832888508214?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112525832888508214/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112525832888508214&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112525832888508214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112525832888508214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/dcp-o-pintainho-por-booklover.html' title='DCP - O Pintainho (por booklover)'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112498148140429615</id><published>2005-08-25T15:46:00.000+01:00</published><updated>2005-08-25T15:51:21.416+01:00</updated><title type='text'>Desafios 2005/06 (por Silent Child)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Viva cibernautas!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Saúdo-vos como mentes criativas que se querem descobrir, progredir e libertar no espaço-tempo virtual :))&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vou agora lançar-vos não um ... mas, SIM, vários desafios. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E para todo um ano... Preparados(as)?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bom, a ideia consiste em existir um grande estímulo, diferente, para cada um dos próximos meses. (Independentemente de cada pessoa poder  continuar a utilizar este blog para os diversos fins para que foi criado... ou de poderem existir outros desafios... o que é sempre positivo)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mensalmente, cada um(a) pode participar com vários registos se assim o desejar.&lt;br /&gt;E estes textos/registos podem ser originais ou não. Podem ser em formato de poesia, conto, texto livre, reflexão, desabafo, desenho, foto, etc., podem constituir citações (devidamente especificadas e identificadas, com o autor, a fonte, a página ou álbum, ...) de livros, artigos, frases dispersas, entrevistas, sites, letras de álbuns musicias ou de filmes. É claro que não existem limites para a imaginação e a criatividade! Possam(os) ultrapassar o limiar do (im)previsível e, num relance, olhar mais além ;-)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ok, aqui estão os temas, entre muitos outros possíveis, que proponho:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&gt; Agosto/Setembro 2005 - tristeza, solidão, dor&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&gt; Outubro 2005 - egoísmo, ignorância, maldade&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&gt; Novembro 2005 - beleza, equilíbrio, harmonia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&gt; Dezembro 2005 - mentira, hipocrisia, cumplicidade &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&gt; Janeiro 2006 - alegria, paz, esperança &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&gt; Fevereiro 2006 - ilusão, desilusão, realidade &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&gt; Março 2006 - perdão, ordem, liberdade&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&gt; Abril 2006 - nascer, renascer, transcender&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&gt; Maio 2006 - morte, perda, suicídio&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&gt; Junho 2006 - vida, consciência, inteligência&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&gt; Julho 2006 - medo, hesitação, culpa, julgamento&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&gt; Agosto/Setembro 2006 - amor, entrega, sabedoria&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora a decisão de concretizar ou não esta ideia é Vossa... o o que pensam disto?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Alea jacta est!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As minhas melhores Saudações,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Silent Child&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Se quiserem, pode também existir uma votação mensal para eleger o trabalho preferido do mês...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112498148140429615?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112498148140429615/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112498148140429615&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112498148140429615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112498148140429615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/desafios-200506-por-silent-child.html' title='Desafios 2005/06 (por Silent Child)'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112449229126604610</id><published>2005-08-19T23:47:00.000+01:00</published><updated>2005-08-19T23:58:11.276+01:00</updated><title type='text'>Deep, deeper.... (é um pequeno texto, acabadinho de nascer, enquanto estamos neste "compasso de espera"...)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2351/1108/1600/escultura.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 152px; CURSOR: hand; HEIGHT: 147px" height="202" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2351/1108/320/escultura.jpg" width="171" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Quebra-se o espaço nos limites do inimaginável. A escuridão cerca, como um animal feroz e faminto, à medida que o tempo sufoca. Os gritos abafados diluem-se num frágil eco. &lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quem está aí? Quem está aí, aí,aí..aí...aí......aí........aí.........aí&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Expulsa-se a esperança, o eco surdo do retorno, o espelho da alma, o lugar daquilo que não se é, o espeço de quem não se sente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem está aí? Quem está aí, aí,aí..aí...aí......aí........aí.........aí&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na pele sente-se um ar gélido...a luz cega e os estilhaços dilaceram o copro, cravam-se como agulhas no rosto e os olhos jorram lágrimas de sangue. O grito vem do fundo e rodopia nos ouvidos sem cessar, sem cessar..sem cessar......sem cessar.........sem cessar...............sem cessar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Algo que já não é...é......é...........é...................é......................é.............&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112449229126604610?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112449229126604610/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112449229126604610&amp;isPopup=true' title='19 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112449229126604610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112449229126604610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/deep-deeper-um-pequeno-texto.html' title='Deep, deeper.... (é um pequeno texto, acabadinho de nascer, enquanto estamos neste &quot;compasso de espera&quot;...)'/><author><name>redbackspider</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09751631854123391646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112415342023436696</id><published>2005-08-16T01:50:00.000+01:00</published><updated>2005-08-16T01:50:20.310+01:00</updated><title type='text'>DCP - Predador, por Der Uberlende (já que não tenho férias...)</title><content type='html'>Para ler ao som de:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nick Cave and The Bad Seeds - Stagger Lee&lt;br /&gt;Sister Machine Gun - Strange Days (cover dos Doors)&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;Cradle of Filth - Mannequin (para quem estiver meeeesmo com stress de quem PRECISA de férias com URGÊNCIA!!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;here it goes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Predador&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos sabem quem eu sou. &lt;br /&gt;Desde a escola primária que se habituaram a ser postos em segundo plano perante a minha presença. É natural, os deuses foram benfazejos comigo. 1,85 de homem, cabelo louro e suavemente encaracolado, olhos verdes de matador, um semideus de bronze e ouro, eis como todas elas me vêem. Desde a escola primária que estou acostumado ao arrasar de corações, ao destroçar de esperanças e despertar de paixões, aos gritos e sussurros que prometem todas as facilidades. E eu aproveito-as! Se é isso que elas querem, é isso que lhes dou. 1,85m mais 24cm extra se se portarem bem, e se tiverem o corpo que o mereça. &lt;br /&gt;Eu nem me esforço... é só mostrar-lhes o sorriso perfeito, semicerrar os olhos verdes de matador e conduzir-lhes a mão de modo a tocar-me nos abdominais... e está feito! Depois há os gajos delas, mas com esses posso eu bem. O ginásio dá muito jeito para levá-las para a cama, mas mostra aos imbecis que os posso levar para o coma. É porem-se na alheta enquanto podem e há que deixar o rei banquetear-se. De certo, não faltam ai gajas de sobra para eles, fiquem com as gordas, as freaks, as enjeitadas, as feias, deficientes e os restos, entretenham-se. Ou então esperem que eu acabe de me divertir. Sirvam de consolo, depois de elas perceberem que o carrossel só gira enquanto me apetecer. Entretanto ainda vão andar ali 4 ou 5 dias agarradas ao telemóvel à espera do telefonema que não vai chegar. Se tiverem sorte, e se forem realmente uma boa queca, aturo-as por 2 ou 3 semanas, até elas virem com ideias de apresentações aos amigos e compromissos. O meu único compromisso é entre mim e elas e o método contraceptivo em serviço. Se não usarem nada, podem sempre ir abortar a Espanha ou parir os putos e entregá-los à Santa Casa, tanto me dá!&lt;br /&gt;Esta noite é mais uma das minhas noites, em que vou até à discoteca por onde passeia o melhor gado da actualidade, a ver se saco um petisquito para a ceia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... – Lá está ela, a loira de cabelos compridos e cigarro na mão, a fingir que não me vê. Só que os olhos dela traem-na, e deslizam demasiadas vezes para o meu peito, a um palmo de distância dos meus anzóis verde-esmeralda... Olha que a amiga também não é nada má..., se calhar hoje temos prato de peixe e de carne... – &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pivot da TVI: &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Mais uma vítima da série de crimes horrendos que tem varrido a noite lisboeta. Não perca já a seguir ao intervalo! – &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Nódoas difíceis como chocolate, azeite ou até sangue já não são problema! Agora com o novo Brankwash™ a sua roupa volta a ficar limpa e fresca. Agora com aroma a essência de pinheiro e eucalipto-do-chile!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pivot da TVI:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Muito boa tarde. Esta noite deu-se mais um horrendo episódio da série de crimes já denominada “carne fresca”. Crê-se que mais uma vez estamos perante a obra das duas serial killers brasileiras que atraem as vítimas, homens jovens e com perfeita complexão física de preferência, através do convite para situações de intimidade a três. A vítima desta noite chamava-se Gonçalo Santos e Lima e era um conhecido playboy da noite glamourosa de Lisboa e Cascais. O procedimento das presumíveis autoras do homicídio macabro foi semelhante ao que já acontecera antes às suas mãos. A vítima é drogada e é feita a colheita de todos os seus órgãos passíveis de virem a ser utilizados no mercado negro de transplantes, desde as córneas ao coração, passando pelo fígado e rins, e mesmo os pulmões e o pâncreas. Este crime revestiu-se de um véu de atrocidade ainda maior. A informação de que dispomos é doentia e poderá ferir (certamente!) as susceptibilidades dos nossos telespectadores, donde que sugerimos (VEJAM VEJAM!!!) a maior descrição. Junto ao corpo deixado na banheira, quase vazio de entranhas, a polícia fez uma descoberta surpreendente em todos os aspectos. Ao levantar o tampo da sanita, os agentes da autoridade depararam-se com o escalpe do couro cabeludo da vítima, assim como dos seus olhos e os orgãos genitais... – &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 de Agosto de 2005,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Der Überlende&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112415342023436696?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112415342023436696/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112415342023436696&amp;isPopup=true' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112415342023436696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112415342023436696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/dcp-predador-por-der-uberlende-j-que.html' title='DCP - Predador, por Der Uberlende (já que não tenho férias...)'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112406684631408617</id><published>2005-08-15T01:45:00.000+01:00</published><updated>2005-08-15T01:47:26.323+01:00</updated><title type='text'>Desculpem!</title><content type='html'>Não deixei espaços no meu texto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço desculpa! Torna-se difícil ler, desta forma. Ainda não estou adaptada ao (muito giro) novo template!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112406684631408617?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112406684631408617/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112406684631408617&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112406684631408617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112406684631408617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/desculpem.html' title='Desculpem!'/><author><name>redbackspider</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09751631854123391646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112406460131322453</id><published>2005-08-15T01:10:00.000+01:00</published><updated>2005-08-15T01:10:01.376+01:00</updated><title type='text'>Um momento de amor nostálgico</title><content type='html'>Ainda estou a imaginar o meu próximo texto para o blog, &lt;br /&gt;entretanto, gostava de vos deixar com um dos temas mais perfeitos da história da humanidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;continuação de boas férias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d.u.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nick Cave › Are You The One That I’ve Been Waiting For?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I’ve felt you coming girl, as you drew near&lt;br /&gt;I knew you’d find me, cause I longed you here&lt;br /&gt;Are you my destiny? is this how you’ll appear? &lt;br /&gt;Wrapped in a coat with tears in your eyes? &lt;br /&gt;Well take that coat babe, and throw it on the floor&lt;br /&gt;Are you the one that I’ve been waiting for? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As you’ve been moving surely toward me&lt;br /&gt;My soul has comforted and assured me&lt;br /&gt;That in time my heart it will reward me&lt;br /&gt;And that all will be revealed&lt;br /&gt;So I’ve sat and I’ve watched an ice-age thaw&lt;br /&gt;Are you the one that I’ve been waiting for? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Out of sorrow entire worlds have been built&lt;br /&gt;Out of longing great wonders have been willed&lt;br /&gt;They’re only little tears, darling, let them spill&lt;br /&gt;And lay your head upon my shoulder&lt;br /&gt;Outside my window the world has gone to war&lt;br /&gt;Are you the one that I’ve been waiting for? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O we will know, won’t we? &lt;br /&gt;The stars will explode in the sky&lt;br /&gt;O but they don’t, do they? &lt;br /&gt;Stars have their moment and then they die&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There’s a man who spoke wonders though I’ve never met him&lt;br /&gt;He said, ’he who seeks finds and who knocks will be let in’&lt;br /&gt;I think of you in motion and just how close you are getting&lt;br /&gt;And how every little thing anticipates you&lt;br /&gt;All down my veins my heart-strings call&lt;br /&gt;Are you the one that I’ve been waiting for?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112406460131322453?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112406460131322453/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112406460131322453&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112406460131322453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112406460131322453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/um-momento-de-amor-nostlgico.html' title='Um momento de amor nostálgico'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112406658496501221</id><published>2005-08-15T00:44:00.000+01:00</published><updated>2005-08-15T01:43:07.413+01:00</updated><title type='text'>DCP- Os corredores</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Olá, viva!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho andado muito arredada, meio tolhida e sem inspiração. Não tenho o mínimo jeito para escrever sobre crimes...hesitei muito em mandar este texto para o desafio. Está acabadinho de fazer...duvido que interesse, sinceramente. Foi a inspiração de momento. Não li ainda os outros para não me sentir influenciada...vou  ler logo que publique o meu texto. Bem, aqui vai...não há-de ser nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A música, "Waves become wings"-This Mortal Coil. É o que estou a ouvir desde que comecei o texto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Foi sem querer! Foi sem querer. Eu amava-a mais do que a mim própria. Foi sem querer!&lt;/em&gt; Repito estas palavras para mim mesma, vezes sem conta. Arrasto-me por estes corredores sempre iguais, impecavelmente assépticos. São o lugar mais impessoal do mundo. Tudo aqui é distância.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sou só eu que digo &lt;em&gt;foi sem querer&lt;/em&gt;.&lt;em&gt; &lt;/em&gt;Os médicos, os enfermeiros e todos os que por aqui se arrastam, sussurram-me ao ouvido &lt;em&gt;foi sem querer, foi sem querer&lt;/em&gt;.&lt;em&gt;Não te martirizes, Antónia, foi sem querer. Eu sei que foi sem querer. Vão por-te boa aqui, vais ver. Vão por-nos boas aqui, vais ver,&lt;/em&gt; diz Carolina, uma rapariga muito nova que envelheceu e se cansou nda vida. Após inúmeras tentativas de suicídio falhadas, passou a arrastar-se por estes corredores com aquela camisa de dormir quase tão branca como a sua esquálida pele. De olhos vazios, rosto magro, lábios gretados, ela sussurra a todos os que encontra pelos corredores : &lt;em&gt;foi sem querer, eu sei que foi sem querer.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sento-me exausta num dos bancos, algures num dos corredores todos iguais. Solto os ombros, atiro a cabeça para trás. Sinto-me tonta, a desfalecer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estes corredores, estes sons arrastados. Sinto dor. Sinto que morro, aqui, aos poucos. Carolina procura, deseperadamente, todos os dias, alguma coisa com que se possa trespassar, definitivamente, enquanto sussurra, de forma absurda a quem passa: &lt;em&gt;eu sei que foi sem querer, eu sei que foi sem querer.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sei há quanto tempo estou aqui. Nunca ninguém apareceu. Também nunca tive ninguém. Arranquei ao mundo, com as minhas próprias mãos, quem eu mais amava. Não há mais nada. Oh, meu Deus! &lt;em&gt;Foi sem querer, foi sem querer&lt;/em&gt;, repito, repito, repito....&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Segure-a bem, enfermeira Andreia. Tenho de lhe dar outra injecção, bem mais forte. Ela tem de descansar-&lt;/em&gt; disse uma das médicas que  aparece no meu quarto de vez em quando com uns papéis, uma caneta e aquele ar de quem sabe ler pensamentos. Mas não sabe. Não sabe nada. Ela não sabe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu amava Ana. Amava-a mais do que a mim própria. Ana não compreendeu nunca. Eu não podia permitir que ninguém e, muito menos Ana, brincassem, zombassem com o que eu sentia. Naquela noite eu estava furiosa. A Ana tinha saído para ir tirar umas fotocópias que precisava para terminar um trabalho que tinha de entregar na faculdade. Disse que não demorava nada. &lt;em&gt;Até já!,&lt;/em&gt; disse. Regressou 6 horas depois, nos braços de uma colega com quem tinha ido beber "qualquer" coisa. Estava completamente embriagada. Riu-se às gargalhadas quando me viu. Zombou da minha preocupação. Insultou-me. Chamou-me tarada, esquizofrénica e desequilibrada. Disse-me que eu tinha de arranjar urgentemente um namorado. Fiquei transtornada, desvairada. Controlei-me. Tratei dela. Ela precisava de mim. Pu-la no chuveiro, ajudei-a a vestir o pijama enquanto ela continuava a dizer aquelas coisas. Fiz-lhe um chá de ervas. Abri-lhe a cama. Ajudeia-a a deitar-se. Ajoelhei-me ao seu lado. Levei a palma da sua mão esquerda ao meu rosto e beijei-a delicadamente, enquanto sussurrava o seu nome e as lágrimas rolavam silencisamente pela cara abaixo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De repente, Ana sacudei a mão. Afastou-me bruscamente e chamou-se louca e desequilibrada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sei o que se passou. Algo aconteceu dentro da minha cabeça, do mei peito...enchi-me de uma fúria ofendida, desaveinda, de um orgulho humilhado, de um amor que não conseguia conter e atirei, furiosamente, as minhas mãos para o seu pescoçoe apertei, apertei, apertei, apertei e chorava, choraa, chorava....apertei até o pânico esguichar dos seus olhos vermelhos. Debateu-se, mas não tinha forças. Continuei a apertar, a apetar...larguei. Ana sussurrou qualquer coisa. Fui a correr à secretária, ao fundo do quarto, buscar a minha faca de abrir a correspondência e espetei cada bocadinho do seu corpo. Precisava de sentir o sangue dela na minha pele. Ana! Ana! O que é que eu fiz? &lt;em&gt;Ana! Ana!&lt;/em&gt; Desatei a gritar...não sei quanto tempo isto durou..lancei-me a correr pelas escadas abaixo até ao exterior do prédio...lembro-me de correr, correr...o sangue da Ana estava quente, na minha pele...mais nada...&lt;em&gt;Ana, Ana&lt;/em&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Amor, meu amor...foi sem querer...Ana, meu amor...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O tempo parou. Não sei. Quando me lembro de mim, já aqui estou nestes corredores. Não sei o que mais se passou. Não sei onde enterrarram a minha Ana. Não sei onde ela está. Entre o momento em que corri pela rua fora cheia do sangue no meu corpo até ao dia em que acordei aui, não há nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi sem querer, foi sem querer. Repito incessantemente para mim própria estas palavras. A dor do olhar de Ana, o seu pavor, turvam-me os olhos e as lágrimas pingam sobre o meu orgulho ferido. &lt;em&gt;Não podias, Ana. Não podias ter feito aquilo...Ana, Ana...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Deixe estar, enfermeira. Está bom. Ela já fica. Amanhã dá-se mais.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Está bem, Dra. Eu vou ao outro casal.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ana, Ana...tu sabes que foi sem querer...foi sem querer...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112406658496501221?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112406658496501221/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112406658496501221&amp;isPopup=true' title='14 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112406658496501221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112406658496501221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/dcp-os-corredores.html' title='DCP- Os corredores'/><author><name>redbackspider</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09751631854123391646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112379658099997436</id><published>2005-08-11T22:43:00.000+01:00</published><updated>2005-08-11T22:43:01.073+01:00</updated><title type='text'>DCP - Palácio Eterno por Lua de Inverno</title><content type='html'>Mensagem da &lt;a href="http://luadeinverno.blogspot.com/"&gt;Lua de Inverno&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui vai a minha participação no desafio que lançaram no Luz e Sombra - "Palácio Eterno". &lt;br /&gt;O tema de fundo que sugiro é "Stein um Stein" dos Rammstein, principalmente por causa da letra. Espero que gostem ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah,é verdade... O texto tem aproximadamente 500 palavras, parece que o tamanho me serviu para os vossos desafios :P&lt;br /&gt;Beijinhos,&lt;br /&gt;Lua de Inverno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Palácio Eterno&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão linda, meu amor, tão linda! Como descrever a beleza dos teus cabelos atados à pressa, das tuas mãos cruzadas como asas atrás das costas, das pernas juntas como o tronco de uma árvore que te prendem ao chão para não voares… Como explicar o temor que se apodera de mim quando te vejo tão bela? Ah, o receio de me saber dono da jóia mais valiosa do Mundo! És tão linda, tão linda no teu medo, no teu pânico… A tua boca num sorriso rasgado pelo pano que te impede de falar, os teus olhos rebolando nas órbitas em busca de ajuda… Mas não precisas de mais ajuda, pois não minha querida? Eu sou tudo o que tu precisas… E vou proteger-te do resto do mundo, não tenhas medo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Oh, não chores, não tenhas medo, minha pequenina. Ninguém te vai conseguir atingir no castelo que vou construir para ti… aí ficarás segura, ficarás longe das garras maquiavélicas dos abutres que constantemente sobrevoam a tua cabeça, ficarás longe dos fantasmas que se alojaram debaixo da tua cama, esperando o momento certo para te levar com eles. Terás o teu próprio palácio, minha princesa, serás dona e senhora do teu domínio e ninguém te tocará…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	E sabes quem te vai construir o palácio, meu amor? Sou eu… Eu colocarei pedra sobre pedra até ter uma fortaleza que te imunize do mal do mundo, que te esconda da maldade e da impiedade dos homens que te vigiam de noite e de dia, que te cobiçam mesmo quando caminhas a meu lado no parque, que te desejam mesmo quando me beijas. O que é isso que queres dizer? Porque abanas essa cabecinha linda e dourada que reluz ao sol? Achas que não? Pensas que eu sou cego? Pensas que eu não vejo como eles te querem? Não, não tentes gritar, ninguém te vai ouvir… E quando estiveres no meu palácio, no meu castelo, na minha fortaleza – oh, deliciosa antevisão! – podes gritar o que quiseres… As paredes serão grossas, nenhum som perpassará, nenhum lamento será ouvido! Para mais, construirei o teu castelo aqui, mesmo ao lado da minha casa, para estares sempre ao meu lado. Vês algum vizinho? Vês?! Não… bem me parecia… apenas os pinheiros como testemunha, não é minha querida? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Agora fica quietinha, por favor, não te quero magoar… Os primeiros tijolos nem custam nada se não tentares mexer as pernas. Vês?! Já comecei… pensa nisto como um manto de ferro que te protege das armas dos inimigos, como um escudo, como uma redoma, está bem? Vês, meu amor? Esse teu corpinho sedutor já está quase tapado, já só te vejo a cabeça…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	… deixa-me beijar-te uma última vez, antes de te enviar para o exílio da tua segurança… O quê? Não queres?! Mas eu só quero o teu bem! Não me deixas beijar-te? Queres enfurecer-me? Ah, não deixarei nenhuma janela, não deixarei nenhum buraco por onde possas soprar esse vento venenoso que só me vem atormentar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus, minha princesa, goza esse palácio eterno onde te venho enterrar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 de Agosto de 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lua de Inverno&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112379658099997436?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112379658099997436/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112379658099997436&amp;isPopup=true' title='13 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112379658099997436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112379658099997436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/dcp-palcio-eterno-por-lua-de-inverno.html' title='DCP - Palácio Eterno por Lua de Inverno'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112306557869931469</id><published>2005-08-03T11:39:00.000+01:00</published><updated>2005-08-03T11:39:38.710+01:00</updated><title type='text'>DCP - A Modelo por Der Überlende</title><content type='html'>&lt;em&gt;proposta de temas de fundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nine Inch Nails - Something I can never have (versão OST Natural Born Killers)&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;Marylin Manson - I put a spell on you (OST Lost Highway)&lt;br /&gt;ou, se estiverem particularmente bem dispostos&lt;br /&gt;Kraftwerk - The Model&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A modelo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde criança que idealizava este dia, &lt;br /&gt;juntando pedaços de sonho e fantasia,&lt;br /&gt;o acto sublime da criação, &lt;br /&gt;transformação da ideia em carne, tecido e cabelo, &lt;br /&gt;da minha boneca, a minha modelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pele macia como a de um querubim&lt;br /&gt;quero-a toda, quero-a só para mim &lt;br /&gt;prende-la dentro do meu coração&lt;br /&gt;cheirar sua carne, sorver com sevícia&lt;br /&gt;amar com violência cada beijo ou carícia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou perseguir a sua boca, roubar cada beijinho&lt;br /&gt;Juntar o seu fôlego dentro de um frasquinho&lt;br /&gt;E não contar a ninguém do meu tesouro&lt;br /&gt;saber que ela vive porque o permito&lt;br /&gt;movendo seu corpo de ardor e delito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observo-a a sair da porta da escola&lt;br /&gt;de ar confiante, transportando a sacola&lt;br /&gt;cheia de lápis de cor e inocência&lt;br /&gt;Agora morde o lábio, ata o sapato&lt;br /&gt;eu aguardo cá fora pelo momento exacto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo voa para ti, minha menina adorada &lt;br /&gt;O tempo mata-me a mim, facada a facada&lt;br /&gt;e deixa-me morto, alma imaculada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lembro-me de ti, ainda nem tinhas nascido&lt;br /&gt;recordo como era meu coração partido&lt;br /&gt;e do cheiro das longas noites em branco&lt;br /&gt;das visitas crueis de amor paternal&lt;br /&gt;das cicatrizes na minha alma imortal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também eu boneca, fui divertimento&lt;br /&gt;nas mãos  de quem esperava alimento&lt;br /&gt;somente descobri mais e mais sofrimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando me sento em casa a ver a TV&lt;br /&gt;é a tua carinha que em cada mulher se vê&lt;br /&gt;repetida vezes sem conta, vezes sem conta...&lt;br /&gt;e desperta o desejo numa espiral sem fim &lt;br /&gt;de te fazer só minha, só para mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E penso e repenso em como faze-lo&lt;br /&gt;moldar-te a ti, a minha modelo&lt;br /&gt;feita de carne, pele, osso e cabelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manhã nasce, sem deformidade ou defeito&lt;br /&gt;E eu abro os olhos, encho o peito&lt;br /&gt;do ar frio e seco sorvo o éter&lt;br /&gt;e sei que nem me devo atrever a levantar&lt;br /&gt;nem ir ao portão da escola por ti esperar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o dia é para na cama ficar&lt;br /&gt;e deixar a demência lentamente arrastar&lt;br /&gt;esfumar os sonhos da infância que não o foi&lt;br /&gt;do papá que amava seu menino adorado&lt;br /&gt;e do sexo carnal de amor decepado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de ti, do primeiro sorriso&lt;br /&gt;deste-me tudo o que era preciso&lt;br /&gt;agora quero mais, o que posso e não posso&lt;br /&gt;moldar-te a face, quero tocar-te, &lt;br /&gt;quero sentir o que é amar-te&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vejo um corpo que agora floresce&lt;br /&gt;teu peito, teus lábios, tudo em ti cresce&lt;br /&gt;ao ritmo que a minha saninade senesce&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ver-te perfeita, corpo de bailarina&lt;br /&gt;recordo outra vez a minha menina&lt;br /&gt;de como ela era, de como ela é&lt;br /&gt;aproximo-me agora, com novo alento&lt;br /&gt;prepara-te boneca para o teu tormento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro esse sorriso no colo do papá&lt;br /&gt;ver-te abraça-lo quando ele te dá&lt;br /&gt;um beijo terno nas faces rosadas&lt;br /&gt;na minha mente recordo outros episódios&lt;br /&gt;de dor, tortura, esgares e ódios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que agora te amarro e te conto&lt;br /&gt;o que te vou fazer, ponto por ponto&lt;br /&gt;explicar-te maninha o que é sofrer&lt;br /&gt;talhar tua face, cortar teu cabelo, &lt;br /&gt;fazer de ti a minha modelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 de Agosto de 2005,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Der Überlende&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112306557869931469?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112306557869931469/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112306557869931469&amp;isPopup=true' title='13 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112306557869931469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112306557869931469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/dcp-modelo-por-der-berlende.html' title='DCP - A Modelo por Der Überlende'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112306335805162145</id><published>2005-08-03T10:57:00.000+01:00</published><updated>2005-08-03T11:02:38.063+01:00</updated><title type='text'>Decadência Literária?</title><content type='html'>Enveredei por atalhos diferentes como leitora. Posso passar o dia inteiro a ler mas já não devoro freneticamente todos os livros como antigamente, sempre num desassossego debilitante de passar ao próximo. Não. Hoje em dia já não é assim. Já não leio ou aceito tudo o que me vem parar às mãos. Pelo contrário, rejeito-os ou abandono-os logo de início. Ao entrar nas livrarias sinto-me esbofeteada por todas as novidades recém-chegadas, causam-me náuseas, enjoam-me. Perdi a vontade de ler as contracapas ou mesmo de lhes dispensar o mínimo de atenção.&lt;br /&gt;Após cada leitura concedo muito tempo a pensar no que acabei de ler. Talvez por isso as minhas leituras sejam extremamente fleumáticas e obstinadas. Mas fazem-me sentir bem, fazem-me pensar que talvez esteja a aprender alguma coisa realmente importante. Lancei-me há dias na literatura grega. Depois de uma pesquisa sobre Ésquilo, comecei a ler o "Prometeu Acorrentado". Durante o período lectivo, todos os dias ao chegar à Universidade do Minho sou recebida pela estátua de Prometeu logo à entrada. Há três anos que passo todos os dias por ele e só agora começo a conhecer e compreender o seu significado. Porquê perder tanto tempo em romances e historietas de ‘chacha’ que apenas conduzem à completa inércia e letargia mental? Hoje olho para a minha lista de leituras do último ano e reparo que, salvo raras excepções, sempre me agarrei ao mais fácil e imediato, leituras para embalar antes de adormecer…. Não quero mais isto! Se temos acesso ao que de melhor há em literatura para quê ler as frivolidades mais baixas e primárias? Tenho vindo a aprender a desperdiçar livros que não me interessam para nada.&lt;br /&gt;Resta-me dizer que toda esta modificação se começou a produzir depois de um manjar substancial: "Walden ou a vida nos bosques" - Thoreau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;ps - regressei de férias, como estou por casa sem fazer um chavo vou começar a responder ao desafio crimes perfeitos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112306335805162145?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112306335805162145/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112306335805162145&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112306335805162145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112306335805162145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/decadncia-literria.html' title='Decadência Literária?'/><author><name>Eduarda Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04091977773664733143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112302379487773886</id><published>2005-08-03T00:03:00.000+01:00</published><updated>2005-08-03T00:03:14.910+01:00</updated><title type='text'>Desafio Crimes Perfeitos - dar som ao DCP</title><content type='html'>Olá a todos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma sugestão: &lt;br /&gt;Quando comentarmos qualquer dos textos publicados no âmbido do DCP deviamos indicar qual a trilha sonora indicada para o texto em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Hoje matei-me"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; da &lt;strong&gt;Sweet Serenity &lt;/strong&gt;para mim lê-se ao som de &lt;strong&gt;"Hurt"&lt;/strong&gt; dos Nine Inch Nails ou então &lt;strong&gt;"Alone" &lt;/strong&gt;dos This Mortal Coil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;boas escritas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;d.u.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112302379487773886?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112302379487773886/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112302379487773886&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112302379487773886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112302379487773886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/desafio-crimes-perfeitos-dar-som-ao.html' title='Desafio Crimes Perfeitos - dar som ao DCP'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112297874240146235</id><published>2005-08-02T11:32:00.000+01:00</published><updated>2005-08-02T11:32:22.450+01:00</updated><title type='text'>Desafio Crimes Perfeitos - Hoje Matei-me por Sweet Serenity</title><content type='html'>E está aberta a primeira sessão do DCP (Desafio Crimes Perfeitos poixtáclaro!)&lt;br /&gt;A primeira a subir ao palco é a &lt;a href="http://sweetserenitymemories.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;Sweet Serenity&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aqui vai um abanão para agitar esta silly season&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enjoy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d.u.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Hoje, matei-me -&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hoje que me mato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta-me pensar numa forma de o fazer. A ideia dos compridos associo-a a uma morte indesejada com o objectivo de chamar a atenção. A ideia de me atirar para debaixo de um comboio não me satisfaz; é demasiado rápida, não se sente a dor como se deveria. Quero sentir a vida esvair-se do meu corpo. Quero sentir as picadas da morte roçarem a minha carne até aprofundarem a ferida da dor. Quero morrer de dor! Há quem diga que ninguém assim morre, mas eu quero. E como é hoje que o quero, vou contrariar os instintos que se apoderaram de mim por todos estes anos fétidos e vou ter iniciativa. Sim. Vou começar algo e vou acabá-lo. Vou ter a força de vontade para elevar o meu espírito e materializar uma ideia, escapando assim do mundo ilusório em que sempre vivi; um mundo de pensamentos, teorias, intenções, suposições…! Vou construir algo. E vai ser algo que vos vou poder mostrar. A seu tempo tudo se irá compor. Hão-de ver a minha energia numa criação minha. Numa criação minha, minha! Eu vou fazer algo… nem acredito nisto. Não posso perder tempo novamente com divagações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ao que interessa: a forma de me matar. Será uma criação vermelha, pintada com o meu sangue. A ideia de cortar os pulsos não me sai de mente, mas não é original, vão desprezar a minha criação por ser repetida. Como me mato então? Algo que doía muito. Tem que ser com dor! Não pode ser de outra forma porque é de dor que quero morrer. Já o disse e repito.Posso escrever Dor bem fundo na barriga e deixar o sangue escorrer até o corpo secar. Assim alio o desejo de morrer de dor à vontade fatal de escrever. A escrita da morte em mim. Eis uma ideia bonita. A navalha está já ao meu lado, juntamente com os meus outros instrumentos: a caneta e o papel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho o cenário perfeito! Um chão frio de cimento carregadamente cinzento e nada e ninguém ao meu lado exceptuando o meu consolo: os meus instrumentos. Mato-me com o que mais gosto. Mato-me da maneira que quero e realizando um desejo velho que havia guardado há já um tempo na gaveta dos pendentes.Deixei as roupas à porta de entrada. Sempre gostei da arte do nu e é assim que me vão fotografar quando me encontrarem. Vai ser tão belo... Espero poder apreciar esse momento do outro lado, como lhe chamam. Vão me encontrar na posição em que nasci, escondendo a Dor em mim, assim abraçada pelos meus braços, guardando-a bem junto ao peito que deixará de respirar em breve. Sim, vai ser a minha criação final, mas vai ser a melhor que alguma vez terei feito. Duvido que conseguisse, algum dia, fazer alguma que superasse esta que estou prestes a começar. Assim, despeço-me deste esterco numa beleza jamais vista por mim e pelos que me conhecem. Estou ansiosa por ver as expressões nas caras deles. Não que isso seja muito importante, mas quero &lt;br /&gt;ver reacções; é sempre bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspiro fundo… não por receio, mas por ansiedade. Não paro de repetir mentalmente que vou, finalmente, iniciar e finalizar algo com as minhas próprias mãos. Pego na caneta para desenhar as letras da Dor na minha barriga. Uma letra seguida da outra com espaço suficiente para não se atropelarem, para se distinguirem maravilhosamente umas das outras. A tinta sinto-a fria e é um primeiro sinal de que a minha criação começou. O papel ao meu lado está preenchido como há muito já não estava. Este dia é meu! A caneta já não treme nos meus dedos, está firme e desenha. A minha caneta desenha! Já não me lembrava de tal coisa. Estou prestes a emocionar-me, mas tenho que continuar, tenho que combater os meus instintos por mais fortes que eles aparentem ser. Pego na navalha com cuidado para ter a certeza que não me engano em nenhum passo. Levanto-a, agarro-a com firmeza e começo a desenhar com determinação. Já dói… Dói e os meus lábios erguem-se num ligeiro sorriso. O D está desenhado e sangra. O o ganha vida e seguidamente o r. O sangue escorre lentamente da barriga para as virilhas e daí para o centro de fertilidade. É tempo de me deitar… A caneta ensanguentada está sobre o papel que agora vive. Deito-me, abraço-me e fecho os olhos a metade. &lt;br /&gt;A dor torna-se aguda e invade-me o corpo como nunca. Sinto as feridas abrirem-se como quem se encontra no processo de nascimento. Gostava de poder descrever esta dor por que tanto ansiei, mas é demasiado real para a retratar só com palavras. A dor é tanta que de mim e dela já não há linha separadora. Somos uma. Unidas para a morte que se avizinha. Aos meus olhos o cinzento carregado, nos meus ouvidos o zumbido do silêncio e do escorrer do sangue. Sorrio… eu sorrio! Olho-me o melhor possível para que possa fechar os olhos e ficar com a imagem da minha criação gravada nas pálpebras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que a minha expressão facial é a de alguém que dorme tranquilamente um sono de satisfação. Consegui finalmente… Quem me achou incapaz de fazer algo por mim? Mais cedo ou mais tarde todos acabam por encontrar o seu momento de felicidade. Eu encontrei-o hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18 de Junho de 2005&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Sweet Serenity&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112297874240146235?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112297874240146235/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112297874240146235&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112297874240146235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112297874240146235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/08/desafio-crimes-perfeitos-hoje-matei-me.html' title='Desafio Crimes Perfeitos - Hoje Matei-me por Sweet Serenity'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112265502182333301</id><published>2005-07-29T17:36:00.000+01:00</published><updated>2005-07-29T17:37:01.836+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando era criança gostava muito de contos de fadas de príncipes e princesas encantadas (o meu pai levava-me ao cinema para ver os filmes de desenhos animados do Walt Disney como; “A Branca de Neve” “A Bela Adormecida” e outros); mal eu sabia (só descobri em idade adulta adiantada) que era a representação simbólica de certos conhecimentos ocultos inscritos nas diferentes tradições filosóficas/espirituais do nosso mundo.&lt;br /&gt;Portanto, gostei bastante de escrever esta pequeno texto; onde falo dos espíritos da natureza (os duendes ou elfos de luz), como antigos sábios os designavam, e que são de uma forma simbólica (e que pode ser observado do ponto de vista de uma ecologia profunda) aquilo que a Ciência designa (felizmente cada vez mais minuciosamente nesta e noutras vertentes do conhecimento), por partículas e sub-partículas da substância que compõem “invisivelmente” os Elementos da Terra, da Água, do Ar e do Fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou de férias por uns tempos, tão cedo não volto a massacrá-los!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando regressar vou tentar corresponder ao desafio. Não sei conseguirei fazê-lo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho Em Dia de Verão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A custo chegou finalmente ao topo da falésia. A segurança e a confiabilidade daquele local nunca encontrara em lado algum. Sentou-se tão confortável quanto as pedras duras o permitiam e, com a mesma comoção de sempre, lançou o olhar sobre a majestosa imensidão do oceano; inspirou a serenidade do azul do céu e imaginou-se uma da gaivota voando liberta dos grilhões que a prendiam à terra; o que contrastava com a agitação febril da multidão que se acotovelava na praia, procurando o melhor lugar ao sol,  como se desconhecesse o rumo a dar as suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que conhecera  aquele local, num dos seus passeios de enriquecedora solidão, este, ensinara-lhe, a interpretar no seu quotidiano, os grandes acontecimentos mundiais e individuais, como se os visionasse do cimo da falésia, e não com a visão estreita, de quem olha através de um funil, cuja pequena abertura só permite vislumbrar o limitado e o imediato, sem perceber as causas desses acontecimentos, onde, normalmente, todos, de dedo em riste, apontam culpados, esquecendo que, neste gesto insano, três dedos  estão dirigidos para si próprios; sem a noção de que, todos e cada um, neste emaranhado de causas e efeitos, somos co-responsáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele lugar de retiro abençoado, a pouco e pouco, iniciava, uma comunhão solidária com tudo que a rodeava, como se fosse feita da substância do sol, dentro de si ecoassem o murmúrio das ondas, e a cor da sua alma fosse dourada como a luz que a aquecia. Era como se estivesse a descansar  no reconfortante regaço de quem a gerara. E,  nesta absoluta tranquilidade, mergulhou os olhos na paisagem que a rodeava: - Viu uma mulher na praia angustiada à procura do filho que correra atrás de uma bola,  ignorando, que a criança estava um pouco mais à frente;  um casal jovem encontrara,  num recanto de umas rochas, o lugar ideal para trocar afagos, e, na sua felicidade, nem davam conta que a maré estava a subir; um praticante de wind-surf, ultrapassando o limite do bom senso, desviara-se excessivamente da praia, não se apercebendo, que a mudança das correntes marítimas, uns metros mais à frente, o impediriam de voltar em segurança; um pequena embarcação de pesca artesanal, parou repentinamente a sua faina, num respeito amedrontado, quando avistou um gigantesco porta-aviões que se deslocava quase na linha do horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos estes indivíduos, naquele diminuto universo, passavam por momentos de felicidade, tristeza ou embaraço; desconheciam-se, e, no entanto, o porta-aviões, com os seus sofisticados aparelhos de radar, não abalroaria o pequeno barco pesqueiro; este, poderia salvar o surfista em apuros, e assim, sucessivamente, numa contínua e ininterrupta interacção entre todos estes  seres até ao impensável, mas todos, todos, vivificados pela regeneradora energia Solar, como se cada um fosse um raio de luz desse grandioso Deus da Abundância. Então... então...o seu coração quase parou... e toda a Natureza consigo ficou suspensa, com aquela extraordinária descoberta... Os gnomos, expectantes, que esforçadamente trabalhavam a escassa  terra que havia no cimo daquele monte rochoso, detiveram-se no seu labor; as ondinas que dançavam sobre as minúsculas lagoas que se formavam quando a maré recuava, suspenderam o seu incessante bailado; as salamandras que estavam prestes a despontar através de uma pequena pedra vidrada sobreaquecida pelo portentoso calor do sol, acautelaram-se; os silfos que compunham a suave brisa  que brincava com os seus cabelos, emudeceram; as ervas rasteiras que arduamente brotavam das rochas e, teimosamente queriam ser flores, adiaram esse desejo; os caranguejos que passeavam  nas rochas com o seu estranho andar pararam desorientados. Então... então... se o Sol era a Fonte de toda a vida, eram todos pequenas unidades de vida com as suas peculiares formas, cores e sons, dentro daquela Vida Maior! Eram todos Um! Apeteceu-lhe correr ravina abaixo e avisar os que estavam na praia sobre esta verdade revelada para que a fizessem constar... mas estacou... os duendes em coro com os demais, segredaram-lhe que não o fizesse... seria considerada louca... Os homens pensavam-se muito importantes, ainda não estavam preparados para as grandes verdades; eram raros os que estavam dispostos a partilhar  algo das suas afuniladas vidas;  a transparente evidência que havia uma Vida comum, parecer-lhes-ia maléfica; a noção que eram pequenas e frágeis células, dentro de uma ordem cósmica num Ser Maior sem o seu tolo consentimento, causar-lhes-ia frustração; e a violência, a raiva, a guerra, o ódio, a intolerância recrudesceria. Eram-lhes incompreensível a ideia que constituíam como um todo, uma única Unidade de Vida, que se multiplicara em muitos, devido a uma necessidade misteriosa de origem inatingível; era-lhes por enquanto inacessível a percepção, de que, quando faziam mal  ao próximo, faziam-no a si próprios, e quando praticavam o bem, era-lhes igualmente devolvido. Tristemente anuiu. &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Mas, a alegria era geral... o coração batia aceleradamente parecendo não aguentar tão prodigiosa revelação. Os gnomos fizeram várias piruetas de contentamento antes de continuarem na terra o seu  diligente trabalho; as ondinas num ritmo nunca visto, iniciaram a sua dança interminável sobre as águas; as salamandras retiraram-se para outro local, onde as suas irmãs do fogo andavam muito activas; os silfos do ar, desprenderam-se do seu cabelo, continuando a ser brisa, aguardando para mais tarde a vontade de ser vento; as ervas ficaram mais decididas a um dia ser flor; os caranguejos retomaram o seu andar azarado, em obediência com o que a Mãe Natureza, por ora, lhes reservara; e o Sol imponente, no seu altar de Luz, a todos abençoava com a sua força de vitalizadora sem descriminar,  soubessem ou não aqueles entes da sua verdadeira natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntou as mãos e fez uma vénia de agradecimento ao Astro-Rei, que declinava no horizonte para ir iluminar outras paragens; tinha-lhe sido proporcionado um venturoso sonho em consciente estado de vigília. Desceu cuidadosamente a ravina de pedra, e, enaltecida por aquela transcendente certeza que desabrochara dentro de si... sabia... sim, sabia... que um dia, todos teremos almas de gaivota e, cada um, no tempo certo,  voará em direcção à Infinidade de Ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24/Julho/ 2005&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112265502182333301?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112265502182333301/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112265502182333301&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112265502182333301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112265502182333301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/07/quando-era-criana-gostava-muito-de.html' title=''/><author><name>sea-gullsoul</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112264621208867565</id><published>2005-07-29T14:45:00.000+01:00</published><updated>2005-07-29T15:10:12.136+01:00</updated><title type='text'>Desafio "Crimes Imperfeitos"</title><content type='html'>Eu sei, eu sei!... Está tudo de férias e a trabalhar muito e isso tudo.&lt;br /&gt;Mas, efectivamente, este blog está a precisar de motivação e novos textos. Por isso deixo aqui um novo desafio. Gostaria que respondessem em massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 -Criem um texto em que o narrador participante seja alguém que acabou de cometer um crime. Razões, personagens e desenlace ficam por vossa conta e risco. O crime é à vossa escolha, também. Mas tem de ser um texto onde vocês entrem na pele de um criminoso.&lt;br /&gt;2 - Não tem de ser escrito sob a forma de um policial tradicional: pode ser uma história de amor, de terror macabro, um poema, uma história com fundo humano e social, pode ser Dick Tracy meets Miss Marple. Não se acanhem e sejam criativos!&lt;br /&gt;3 - O texto não deve ter mais de 1500 palavras (já é bem grandinho, para poderem espandir-se).&lt;br /&gt;4 - Mandem os vossos textos até 4 de Setembro.&lt;br /&gt;5 - A votação será feita de 5 a 12 de Setembro.&lt;br /&gt;6 - Pedidos de adiamento de prazo devem ser feitos até 3 dias antes do termo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos sangue, suor e tinta!&lt;br /&gt;Bons crimes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bicho do Ouvido&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112264621208867565?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112264621208867565/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112264621208867565&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112264621208867565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112264621208867565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/07/desafio-crimes-imperfeitos.html' title='Desafio &quot;Crimes Imperfeitos&quot;'/><author><name>Earworm</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10750763264850379791</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112242524604011938</id><published>2005-07-27T01:30:00.000+01:00</published><updated>2005-07-27T01:47:26.063+01:00</updated><title type='text'>O Grupo – Desafio parte II</title><content type='html'>&lt;em&gt;Pessoal, sei que vai tarde mas não quis perder mais esta oportunidade e deixar O Berlinde ganhar por falta de comparência do adversário. :)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Está muito grande mas aqui vai: é o derradeiro esforço de uma desesperada.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Saudações literárias!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Earworm&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um segredo incómodo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel...Como um São João loiro, de cabrito sacrificial ao colo, a vítima perfeita dos amores colectivos, sempre; o eterno querubim de altar barroco que Laura, Rita e Dora disputavam num excesso de zelo para com aqueles olhos de orfãozinho de afectos.&lt;br /&gt;Miguel, que ía num instante a casa gamar a garrafa de wiskey manhoso do pai para as noitadas no parque infantil, quando todos se escapuliam de casa, já noite avançada, bicos de pés, cão amansado com subornos de carne, parentela na cama a ressonar sonhos de GTI’s, Totolotos e amantes.&lt;br /&gt;Miguel, que recusava sempre as ganzas que lhe passavam, que saía da cama às quatro da manhã para levar Sérgio a casa, podre de álcool e amargura, a tropeçar em estranhos e soleiras de porta, enquanto chorava ao telefone. Que mentia aos pais da Dora, a dizer que tinha ido com ela ao cinema, quando na verdade a Dora atravessava o rio para ir ter com o seu Xico a Almada.&lt;br /&gt;Miguel, que tratava dos dois irmãos menores e fazia o jantar, quando mãe estava de turno na fábrica. Que apesar das noites mal dormidas ainda arranjava pestanas para queimar com algum mérito, na escola. Que secava lágrimas como ninguém, com cacau quente e dois dedos de prosa, mas que chorava para dentro como as estátuas dos jardins e fingia sorrisos como ninguém.&lt;br /&gt;Não havia quem o detestasse secretamente mais que Eduardo. Naquele dia na praia, quando todos se esforçavam por falar dos pontos fracos do Miguel, Eduardo tinha sido o único a permanecer calado, deixando aos restantes a tarefa oca de lhe apontarem defeitos.&lt;br /&gt;“Nunca chegas cedo a nada.”&lt;br /&gt;“És calmo demais! Não sei como aguentas!”&lt;br /&gt;“Tens de aprender a pedir ajuda e a confiar mais em nós!”, rematava alguém, com um paternalismo nauseante.&lt;br /&gt;Eduardo não. Não precisava de se esforçar por lhe ter uma raivinha de estimação, nunca partilhada com ou por ninguém, porque os anjos sempre lhe fizeram impressão. Não se pode confiar em anjos, na tonalidadezinha âmbar das suas auras de bondade, no seu aparente equilíbrio de marionetes celestiais, na sua santidade lavadinha. Custava-lhe não poder ser honesto, conviver com aquela estranha amabilidade estampada no rosto a cada encontro, sem esperar nada em troca, o que constrangia ainda mais. Mas Eduardo sabia-se incapaz de repudiá-lo. Aceitar um era aceitar todos, como uma horda de irmãos siameses. As raparigas e as suas conversas emancipadas, tolas de tempos a tempos, davam-lhe uma estranha segurança, ainda que se mantivesse em silêncio a maior parte das vezes. Acompanhava-as as compras, arrastado como um perdigueiro, sentia-se protegido com elas.&lt;br /&gt;Já com os rapazes as coisas eram sempre perturbadoras. Assistia aos jogos de futebol sentado no banco, o peito a sobressaltar-se com a violência dos remates, com os gritos de guerra a anunciar passes e fintas de huno, com as pernas deles a tropeçarem umas nas outras, com a carne a tropeçar na carne. O coração a correr-lhe descompassado quando os tipos da sociedade recreativa vinham apagar as luzes do campo, nas noites de sábado, e o suor lhes corria em bica da cara afogueada, das nucas tenras a pingar, dos membros a ferver.&lt;br /&gt;Tinha percebido, finalmente, havia pouco tempo. Não queria dizer que se aceitasse mas tinha entendido e só lhe apetecia espancar-se e emparedar aquele ser estranho que agora encontrava em si, prendê-lo numa cave debaixo de todas as celas e subterrâneos do mundo e esquecer-se para sempre da chave.&lt;br /&gt;Miguel jogava sempre, aos sábados. Mas a carne dele era tenra demais, a aura ofuscava demais, o halo por cima da sua cabeça fazia-lhe sempre lembrar que o rapaz caíra por descuido de um coro de querubins e a voz não tinha a violência feliz da testosterona, os olhos eram demasiado inocentes e certos de alguma coisa que o irritava.&lt;br /&gt;Na véspera da partida de Miguel houve lágrimas e bebida a mais. Estiveram todos no parque infantil, na casinha de madeira onde os putos brincavam aos pais e às mães. Dora chorava agarrada a Miguel; Sérgio, Tiago e Paulo passavam uma garrafa de Macieira entre si, sem se olharem, sentados lado a lado, rostos no chão. Laura não parára de repetir, irritantemente, durante toda a noite, que em Abril os pais lhe tinham prometido uma viagem a Paris, que ía ter com o Miguel em pouco tempo, trazendo saudades de todos.&lt;br /&gt;Eduardo não sentira nada. Constrangia-o não sentir nada. Mas, quando as quatro da manhã bateram, quando todos trocaram abraços e lágrimas e voltaram para casa com o coração apertado e o sentimento de terem deixado para trás uma perna, um orgão vital, um pedaço do passado perdido para sempre numa fotografia de infância esquecida, os últimos a ficarem para trás, estranhamente, foram Miguel e Eduardo.&lt;br /&gt;– Bem... vou andando. Fica bem lá por França, vai dando notícias. – tentou Eduardo, estendendo um aperto de mão.&lt;br /&gt;– Não vás já. Tenho uma coisa para te dizer.&lt;br /&gt;Eduardo estancou e olhou-o, temendo um confronto de anjo para danado.&lt;br /&gt;– Há crise? Passa-se alguma coisa.&lt;br /&gt;– Não há crise nenhuma. Acho que não quero perder a oportunidade de te dizer uma coisa que já tenho entalada há uns tempos.&lt;br /&gt;Eduardo encostou-se ao muro do parque e cruzou os braços. Aquilo prometia. O querubim começou:&lt;br /&gt;– Pensas que passas ao lado de todos, sempre tão discreto, sempre tão calado.... Andaste sempre no meio de nós como um fantasma. Conheço-te há três anos e só há uns meses é que dei conta: ninguém te conhece a sério, pá. Ninguém sabe quem tu és. Ninguém foi a tua casa, ninguém sabe qual é o teu grupo preferido, ninguém conhece os teus pais, não sabem o que fazes longe de nós, se sofres por alguém, ninguém te conheceu namorada... &lt;br /&gt;– Escuta aí, Miguel.... não me parece que deva grandes satisfações e, sinceramente, não faço questão de publicitar a minha vida privada.&lt;br /&gt;– Não vás por aí. Não é um confronto. É para te dizer que sei o que sentes. Sei exactamente o que é isso e também sei que não é fácil.&lt;br /&gt;Eduardo riu, perturbado e confuso.&lt;br /&gt;– Sabes o quê pá? Não inventes!&lt;br /&gt;– Sei o suficiente para perceber que não vibras com mamas e tranças, amigo.&lt;br /&gt;Eduardo ficou em silêncio. Agora o anjinho mostrava as garras de abutre, pensou.&lt;br /&gt;– Estás a chamar-me paneleiro, é?&lt;br /&gt;– Não percebes, pois não?! Não estou a chamar-te nada, estou a dizer-te que sei e percebo o que sentes. Bem demais, até.&lt;br /&gt;– Não sabes nada! NADA SOBRE MIM, CARALHO! Como te atreves a insinuar sequer... Meu filho da puta!&lt;br /&gt;E no meio da raiva, antes mesmo do aperto que já cerrava o punho esquerdo ao Eduardo, antes da espuma do sangue lhe virem à boca, Miguel encostou-o à parede, segurou-lhe a cara contorcida entre as mãos.&lt;br /&gt;– É que eu também gosto de gajos. É fodido, não é? Queria esperar por hoje para te dizer isto, especialmente, por ser o último dia. Não sei se te vejo mais. Podes alardear e contar a quem quiseres para te vingares, caguei para isso. O meu objectivo não é com eles. Não estás sózinho nem és um anormal. Nem sequer tens o previlégio de sofrer mais por isso.&lt;br /&gt;Miguel largou-o e afastou-se dois passos olhando-o de frente.&lt;br /&gt;– Para onde eu vou agora, pode ser que me safe bem sem viver com dez velhos jarretas em cima a chamarem-me bicha, pode ser que viva bem com as minhas escolhas. Se queres que te diga até é um alívio para mim sair daqui. Seja como for, não queria perder a oportunidade.&lt;br /&gt;Miguel agarrou na mochila e pôs-lhe mão no ombro.&lt;br /&gt;– Adeus.&lt;br /&gt;E enquanto o querubim, agora menos âmbar, agora menos etéreo, se afastava, Eduardo ajoelhou-se na areia suja do parque. O choro de uma criança ouvia-se da janela das traseiras de um apartamento. Um carro chiou pneus ao longe.&lt;br /&gt;– Esse não sou eu – repetiu baixinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112242524604011938?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112242524604011938/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112242524604011938&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112242524604011938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112242524604011938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/07/o-grupo-desafio-parte-ii.html' title='O Grupo – Desafio parte II'/><author><name>Earworm</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10750763264850379791</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584562.post-112233447279218560</id><published>2005-07-26T00:34:00.000+01:00</published><updated>2005-07-26T00:34:32.863+01:00</updated><title type='text'>blogta abaixo!</title><content type='html'>Então minha gente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sugestão para o jantarog é sexta feira dia 29, diria 20:00h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora uma coisa é certa, anda tudo sem $$$....&lt;br /&gt;Portanto vamos lá a sugerir sítios e ementas :p&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...pois, parece-me que este primeiro blogta-abaixo terá mesmo que ser em Lx&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Mas é só o primeiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;toca a por o guardanapo no colinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;chopchop&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584562-112233447279218560?l=adoro-ler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoro-ler.blogspot.com/feeds/112233447279218560/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584562&amp;postID=112233447279218560&amp;isPopup=true' title='15 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112233447279218560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584562/posts/default/112233447279218560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoro-ler.blogspot.com/2005/07/blogta-abaixo.html' title='blogta abaixo!'/><author><name>Der Überlende</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_94yfFu39a58/THMt7Sq6z-I/AAAAAAAAAN8/ZSEiOirUi6Y/S220/28012010979.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry></feed>
