Luz e Sombra

Friday, March 31, 2006

Um texto...

Não estou morta...pode parecer, eu sei. Não me sinto capaz de dar resposta ao desafio de D. U. Todavia, quis deixar aqui um texto...uma continuidade (espero que se sigam mais) de um texto que já aqui publiquei chamado "Corredores". Aqui vai a parte II...

Cá fora o sentido dilui-se. Cá fora não há sentido. Pelo menos assim o sentia.
Antónia correu, correu rápida e descoordenadamente, rompendo a chuva, gritando de uma forma lancinante. A segurança dos corredores, o ruído dos passos constantes das enfermeiras que se bamboleavam zombando da nossa (a)normalidade como se dominassem as regras do comportamento esperado, como se soubessem. Os corredores brancos, frios, inóspitos. Os ecos ensurdecedores de quem por ali ora se arrasta, ora se arremessa.
Correu, correu, correu…
Não havia ninguém àquela hora. No passadiço da praia não há seres vivos numa madrugada de Outono. Parou. Parou bruscamente e deixou-se cair de joelhos. Levou as mãos à cabeça e acocorou-se. As lágrimas insinuavam-se….regressara tudo outra vez…
Não sei quanto tempo assim esteve. A chuva havia abrandado. Reparei que Antónia se havia sentado junto do passadiço, meio na areia, meio no passadiço. Olhava, com um olhar incrédulo o mar….altivo, poderoso, ruidoso, descoordenado. Antónia agarra-se à vida por um fio. Desafia o limite. Não consegue dar-se a alguém, falar, de facto, com alguém…entregou-se à única solidão possível, a de nunca se saber só. Não consegue dar. Deu tudo e tudo lhe foi tirado.
Há quinze dias que é recepcionista de um hotel. Há quinze dias que procura não se esquecer de registar as mensagens na recepção. Há quinze dias que se esforça por não trocar os números dos quartos. Há quinze dias que repete de forma mecânica surda, as mesmas palavras ao telefone. Também há quinze dias que lhe exigem simpatia e dedicação. Como pode? Há quinze dias que vê amores de segunda subirem apressadamente as escadas ou entrarem no elevador. Há quinze dias que vê o amor se confinar ao momento, ao efémero.
Não era assim…não era assim…lembrava-se de Ana…sem elevador, sem escadas, sem chave do quarto. O amor dava-se no olhar, nas palavras abafadas pelo espanto, pela incógnita. O amor acontecia, embaraçado, no olhar.
Há quinze dias que se pergunta se o seu amor se renderia ao efémero…
Ana vivera sempre num mundo que não era o seu. A sua vida era leve, de uma leveza esmagadora que nos fere pela sua superficialidade, mas nos cativa pela sua força arrebatadora. Tudo para Ana tinha fronteiras bem definidas: o bem, o mal, o justo e o injusto. Ana vivia do ar que tragava sofregamente e que lhe inundava o peito de momentos vãos. A leveza estava no toque, no olhar, no andar altivo e saltitante, docemente desengonçado, como se simulasse, a cada passo uma dança qualquer.
Eu conhecia Ana muito bem, talvez melhor do que a própria Antónia. Costumava vê-las com frequência. Viviam juntas desde os anos da faculdade…seis, se não me engano, seis anos…viveram naquele prédio seis anos…até àquele fim de tarde…
Nas noites quentes de Verão, Ana vinha sentar-se no passeio a desenhar bonequinhos, no chão, com um pauzinho…aqueles bonecos infantis: uma bola a fazer de cabeça e “galhos” a fazer de mãos e braços…Antónia observava. Antónia era a terra, o peso, a dureza. Muito introspectiva, tragava e digeria cada momento ruminando, lentamente, as emoções. Nessas tardes imprevistas, depois de uma breve e silenciosa companhia a Ana, Antónia costumava subir para casa e deitar-se no chão da sala a ouvir música…Bach. Fechava os olhos e deixava que os acordes lhe trespassassem a carapaça feita de fragilidade recusada. Deixava que a música lhe entrasse pelos poros abertos do calor do dia e lhe causasse aquele formigueiro que gostava de sentir. Bach era o que havia roubado para si. Ana não percebia Bach, Ana não percebia o que era a arte da fuga….logo Ana, que vivia fingindo que a fuga não existe…Ana não entendia que a vida era muito mais do que perder-se no passeio a desenhar bonequinhos estilizados em tardes perdidas e imprevistas. Ana não compreendia que não há bem, nem mal, que há apenas e só, o possível. Ana não via que o mundo é real. Pairava algures, num cenário etéreo feito de leveza e oxigénio. O oxigénio saia-lhe pelos cabelos e inundava a sala de frescura. Era uma corrente de ar com toque de maresia, esse fresco que entrava pela sala, enquanto Bach invadia os poros… Ana era isso…Antónia era espessa.
Passaram quase oito dias desde que Fernanda, uma ex-vizinha do meu antigo prédio, me ajudou a regressar do passadiço da praia…

Thursday, March 30, 2006

Perdi o guarda-chuva e lembrei-me de...

Escrever: apetece. Nem se sabe bem porquê. Não é preciso. Pode ser do fígado ou dos intestinos. Ou simplesmente porque as pontas dos dedos precisam de ser polidas. Por sorte, as impressões digitais gastam-se e passo a ser ninguém. Bem, chega de metáforas e meios sentidos, quando se escreve é para ser a sério. Há que criar respeitabilidade na tasca, mostrar que se é profundo e circunspecto nas palavras. Quanto menos se compreender melhor, ganha-se ares de deprimido, sisudo e sabedor. Convém também cultivar a solidão, confere uma aura penetrante à coisa. E ao falar, carrega-se no sobrolho para a narração fluir erudita. E agora deixo-te um conselho: sempre que te dirigirem a palavra, pede para repetir e dá a entender que os teus pensamentos andavam longe… quem sabe entre Nietzsche ou Platão. E é tudo, por hoje não tenho mais nada a dizer.

Saturday, March 18, 2006

Morreste-me

Não acreditavas que o Homem foi à Lua. Agora chegaste finalmente lá.

Saturday, March 11, 2006

O Derradeiro Desafio Parte II: Der Uber's End

Desafio Parte II Especial

Conforme prometido, aqui está a explicação do que se vai passar:

O Der Uberlende vai ser eliminado. E a minha proposta é que (além da minha versão) sejam voces a fazê-lo, na sequência de uma primeira parte que vos apresento.
Cabe a cada um dos interessados escrever a segunda e derradeira parte da história do Der Uber, mas com 3 condições:

1 - Esta é a última vez que eu escrevo como Der Uberlende. A morte da personagem vai equivaler ao desaparecimento da blogosfera. O perfil do Der Uber vai ser efectivamente desactivado. No entanto, como dizia Lavoisier, "nada se perde, tudo se transforma..."

2 - Na vossa versão da Parte II tem que haver uma referência, directa ou indirecta, a pelo menos uma personagem dos contos do Der Uberlende, com o devido hyperlink para o conto em causa.

3 - A 13 de Abril de 2006 publico a minha versão II e dou por encerrado o Desafio. Não vai haver qualquer tipo de extensão do prazo. Mesmo.

A todos os que me acompanharam, o meu sincero agradecimento e reconhecimento por todo o apoio que deram ao longo destes 14 meses.

Cordiais saudações a todos,

Der Überlende

11 de Março de 2006


Der Uber’s End (Parte I)

De algum modo, parece que ele sempre soube como ia ser...

À primeira vista, não havia nada que o distinguisse dos restantes ‘zés-ninguém’ que passavam ocasionalmente pelo Hotel. No entanto, havia algo naquele homem, algo estranho e docemente perverso se escondia no sorriso assimétrico e no olhar arrepiante, pois tinha tanto de meigo como de sádico. De todas as criaturas iverossímeis que já haviam sido registadas no livro de visitantes do Hotel, este foi o que mais me chamou à atenção. Não porque fosse óbvio o que ele viera ali fazer. Precisamente o oposto. Não conseguia entender se se tratava de mais um quadro-médio à procura de uma noite de aventura com uma das pegas do bar do lobbie, se de um desses engenheiros prepotentes que viera para o Hotel assistir ao Encontro de Estruturas Anti-Sísmicas que decorria na ‘Sala Golden’, ou simplesmente um viajante, um vagabundo do limbo que decidira assentar a poeira e beber um copo no Hotel Cristal.

Ele vestia um fato cinzento escuro de corte italiano, casaco desabotoado a mostrar a camisa branca de seda e a gravata vermelho sangue que parecia escorrer do seu pescoço que rodava suavemente, parecendo querer descontrair a cabeça cansada que procurava repouso ou concentração. O porte elegante, embora pouco vistoso, contrastava fortemente com uma pasta de couro ‘batida’ e velha que segurava com firmeza na mão direita.

Chovia torrencialmente lá fora, a noite fria e tempestuosa dos primeiros dias de Março era o oposto do dia quente e ameno de Sol que estivera poucas horas antes. De facto, se bem me lembro, o temporal parecia rugir baixinho, como um cão ameaçador que permanece deitado e aparentemente calmo enquanto rosna ao se aperceber da chegada de um estranho. Uma das habitués do átrio comentou baixinho que a noite estava a deitar as garras de fora, adivinhando uma madrugada violenta e um alvorecer morbido e frio. Típica observação da Mary, sempre agarrada ao seu porta chaves, com um bonequinho de cordeiro meio sujo e desgrenhado, enquanto esperava pelo cliente certo, de preferência bem mais velho que ela, que não devia ter mais do que 20, 21 anos. Ninguém sabia bem de onde ela vinha, mas corriam boatos arrepiantes que crescera no campo no seio de uma família aparentemente pacífica e de boas maneiras. Até que um dia foram dar com eles brutalmente assassinados, despedaçados e desfigurados pela lâmina ferrugenta de uma foice. A Mary teria sido poupada ao massacre, e foi encontrada suja de sangue e catatónica, enrolada sobre si própria por baixo da bancada de ferramentas do avô. Não teria mais de 10, 11 anitos dizem. Nunca se soube quem fora o assassino, um brutal psicopata que se mantem a monte passado todos estes anos...

Ele dirigiu-se à recepcionista e perguntou pelo nome de uma tal Mafalda. Sarah, a recepcionista, afirmou não conhecer ninguém com esse nome, que ele deveria estar a fazer confusão com o Hotel, sugerindo mesmo que essa pessoa pudesse estar registada sobre outro nome, ou fosse apenas uma das frequentadoras do bar. Ele sorriu, com aquele charme oblíquo e quase enternecedor que o caracterizava, afirmando que pretendia um quarto para aquela noite, independentemente de Mafalda lá estar ou não. Sarah anuiu e pediu-lhe o nome. “Uberlende”, respondeu ele entre dentes, fixando os seus olhos escuros nos azuis metálicos de Sarah, que embora já nos seus ‘trintas’, mantinha o charme de criança atrevida que rouba beijos aos seus jovens pretendentes, às escondidas das amigas. A sua jovialidade e electricidade pareciam cativar o visitante, que passando suavemente a sua mão gelada sobre a de Sarah lhe segredou: “Trate-me por Der Uber”. Sarah respondeu com um risinho adolescente, mordiscando o lábio inferior enquanto volteava os olhos e mexia o cabelo, afirmando “Der Uber, bem vindo ao Hotel Cristal. Da minha parte tudo farei para que a sua estadia seja o mais agradável possível!”

Der Uber despedia-se de Sarah com um piscar de olhos e voltava-se agora para o bar. Ao passar no átrio não deixou de reparar em Mary, que cantarolava baixinho enquanto afagava o seu cordeiro, do mesmo modo que achou deveras deliciosa a maneira como duas mulheres muito bonitas, com um inconfundível sotaque brasileiro, faziam as delícias do playboy louro e atlético que as galava de alto a baixo, com a firme convicção de que hoje a caça era a dobrar, e que um festim de sexo sem tabus o esperava no quarto das graciosas garotas. “Hum, carninha fresca e deliciosa”, lia-se nos seus olhos de narciso..
.
No corredor que dava acesso ao bar via-se uma série de antigas fotografias, onde se podia ver a história dos antigos proprietários, com pequenos trechos de texto a acompanhar. Numa das fotos mais antigas, meio desgastada pelo tempo e pela passagem por outros sítios que a dourada moldura não deixava adivinhar, via-se um homem de aspecto duro e austero, bigode revirado e olhos minúsculos, vestido com um pesado fato negro típico dos nobres endinheirados e demasiado tementes a deus que fizeram fortuna e miséria no virar do século passado. Ao seu lado estava uma pequena rapariga, franzina e com um ar assustado, tranças longas e sardas, pálida como cera e com a face da doença estampada no rosto. Pobre criança, que teria sido feito dela, figura patética e fraca agarrada à sua bíblia revestida de couro negro. “O fundador do Hotel Cristal” D. Damião Trancoso de Arryaga e a sua Filha D. Augusta Benedita, 1919”. Ao lado, a foto do penúltimo dono, um empresário de Lisboa, falecido num brutal acidente de automóvel quase à porta da casa onde vivia a sua mulher e filha. Lá estava ele, com dois amigos ao seu lado, rindo despudoradamente. “Dr. Henrique Silvestre e seus sócios Eng. Braga Magalhães e Dr. José Batalha, Quénia 2001”. Em letra pequena se lia por baixo da legenda principal: “Para nós chegaste a casa, são e salvo, como estarás sempre no nosso coração. Laura e Sofia.”

Uber sentava-se tranquilamente no banco alto do bar, pousando a estoirada mala de couro no chão e esfregando os olhos de um cansaço ligeiro mas indisfarçável. Um rapaz magro e macilento sentava-se dele e com os braços cruzados sobre o balcão comentou “ Não sei como suportam esta música de elevador... a ter que aturar estes pianistas enfadonhos de pseudo-pop-jazz prefiro mil vezes ficar em casa a escutar rádio, de preferencia na solidão e silêcio da noite. Era o que deveria ter ficado a fazer hoje... mas enfim... dizem que mesmo os espectros gostam de companhia uma vez ou outra, não é?”. Uber ouvia-o, sem contudo olhar directamente para ele. Sentia-se incomodado com a sua presença, parecia que o ar se enchia de electricidade estática, crepitando com estalidos secos e gemidos agudos a sibilar baixinho. Devia ser a trovoada que se agravava, enchendo o ar de iões conflituosos à procura de almas instáveis para soltar aderradeira faísca. O barman entretanto aproximou-se deles e perguntou a Uber o que iria ser. Ele pediu um ’black russian’, ao que o barman respondeu “Vodka com licor de café, certo? Em copo alto ou curto?”. “Curto, pouco gelo por favor”, respondeu.

Nesse momento, entrava no Hotel uma morena de caracois largos e abundantes, corpo delicado mas extremamente bem torneado, com um vestido negro justo e um longo casaco de cabedal, igualmente negro como a noite que se pusera lá fora. Vinha sozinha e parecia saber perfeitamente ao que vinha. À medida que se aproximava de Sarah, a recepcionista, caminhava majestosamente, como a última das herdeiras de Lucrécia Borgia. Exibia um misto de candura inocente e de instinto assassino, marcando a lume a retina dos que ousavam olhar para ela. Sarah engoliu em seco quando ela chegou ao balcão e pousou a pequena bolsa de veludo vermelho sangue, exactamente da cor da gravata de Uberlende, baixando os óculos de lentes ligeiramente escurecidas enquanto perguntava: “Procuro um senhor chamado Uberlende, Der Uberlende”.

(Fim da Parte I)

Saturday, March 04, 2006

o último fôlego de Der Uberlende

...

all things come toward their end

o Der Überlende vai morrer

e vocês vão ser os autores da sua morte!

Brevemente contarei como vai ser...

Ave Caesar, Morituri Te Salutam


D.U.

Thursday, March 02, 2006

As minhas cinco manias; booklover

1. Gosto de dormir com uma meia de cada cor. Há anos que faço isto. Um dia calcei um par trocado para dormir e gostei tanto, tanto, tanto… que passei sempre a usar um par de cores diferentes. Não acredito que seja por superstição nem nada que se pareça. Gosto, só isso. E até me começo a sentir mal se, por distracção, me deitar com meias da mesma cor!

2. Quando não tenho nada que fazer e estou numa mesa/secretária começo a limpar o relógio de pulso. Com qualquer coisa que esteja à mão, tipo um clip ou a ponta de uma caneta… limpo minuciosamente todas as frinchas e cantinhos que possam ter acumulado sujidade. E acreditem, é incrível a quantidade de lixo microscópico que o nosso relógio pode acumular. Quando acabo a rotina do relógio, se continuar sem nada para fazer, passo ao telemóvel. E se estiver por casa passo depois para o teclado do computador.

3. Material de escrita. Não consigo escrever muito tempo com qualquer caneta. Tem de ter obrigatoriamente a ponta fina, de preferência tamanho 0,7. E não escrevo na primeira linha de qualquer folha, começo sempre pela segunda.

4. Tenho a mania que sei tudo sobre literatura. Que conheço todos os autores, todos os livros… E quando alguém me fala num escritor completamente desconhecido para mim, zango-me comigo própria e pergunto-me insistentemente: “Como é que é possível nunca ter ouvido falar dele?”

5. Gosto de dormir com a porta do guarda-fatos aberta. Desde pequenina que o faço. Achava que era um bom esconderijo se assaltassem a casa. Habituei-me e pronto, já a abro mecanicamente quando me vou deitar.

Wednesday, March 01, 2006

5 manias...é o fim!

Ai...fui desafiada para uma coisa impensável...ainda por cima ando "arredada" do blog por motivos profissionais...agora vou ser banida...depois de toda a gente ficar a saber as minhas manias...ai vai...

1- Tenho a mania terrível de não repor as coisas que terminam nas minhas mãos, ou pior, deixar um restinho que não serve para ninguém, do género: acabar o papel higiénico e não repor (ou deixar uma folhinha minúscula!!), acabar a água na garrafa e não repor (ou deixar o miserável restinho....), deixar uma tosta na caixa...ehehe...horrível, certo?

2- Acumulo no carro caixas de Trident Fruit vazias, bem como moedas da 50 cêntimos para os carros dos hipermercados...(as caixas andam no porta-luvas, na porta do carro, etc...).

3- Tenho a mania de passar "n" tempo a ler os rótulos de tudo quanto é produto que compro para ver se não tem aqueles E cancerígenos (tenho uma lista em miniatura no meu porta-moedas que serve para tirar as dúvidas) e, também, a ver se não tem leite, ovo ou clara de ovos, ou glutamato monossódico...

4- É horrível...às vezes parece que ando sempre com amesma roupa...tenho a mania de comprar tudo preto/cinza/castanho e ainda por cima, se encontro umas calças que me ficam bem, compro três ou quatro iguaizinhas, dentro dessa vasta paleta de cores...ou seja, tenho várias calças TODAS iguais, inclusive, na cor...

5- Tenho a mania de comer cenouras cruas a toda a hora e arroz frio, do frigorífico, cada vez que o abro e está por lá...

Xi.....chocados? Pois é...e contei as mais simples...as outras...UI...não me atrevo....
Beijinhos.
Adorei o desafio. Só não convoco outros bloggers porque não conheço...

5 Manias da Vera

Muito obrigada Der Uberlende por me fazer partir a cabeça a tentar encontrar 5 bloggers a quem passar a batata quente...:)
Bem então vamos lá chocar o pessoal...
ATENÇÃO tudo o que vai ser dito em seguida é pura verdade, por mais fictício que possa parecer..

1. Primeiro, uma das minhas piores manias, é a de falar sozinha, e não é pouco, pareço maluca, mas é de facto algo que não consigo evitar, é tão bom receber sempre as respostas correctas, chegar a conclusões a que não chegaria da forma convencional... Mas não em público, ainda tenho alguma vergonha na cara...Pergunto e respondo a mim própria (talvez seja por ser filha única), o que já me disseram ser sinal de que a minha conversa privada, passou para a próxima fase...
2. Como tenho uma memória pouco segura, escrevo compulsivamente listas do que tenho para fazer, por mais banal que a coisa seja. já cheguei ao cumulo de programar o dia numa folha A4 com tarefas com o nome almoçar e tomar banho...Já tentei parar, reabilitar-me, mas é mais forte do que eu... e pior ainda, eu nem preciso delas, não as leio...
3. Sou viciada em pipas de girassol, (são a minha verdadeira heroína), sempre que vejo X-Files, e o Mulder está a comer daquilo, penso, ora aqui está a minha alma gémea... chego a ficar com os lábios cortados e não conseguir parar...
4. Tenho a mania que canto bem, e acho que canto......mas sou demasiado tímida para cantar em público... por isso quando alguém me pede para cantarolar uma música que ninguém se lembra eu canto muito baixinho, dando a impressão de que sou uma cana rachada... mas não sou... são anos e anos de treino a cantar desde o pop ao fado num sótão com uma acústica maravilhosamente ecoante.
5. Finalmente, sou altamente crítica, tenho um humor negro, e faço, assim um bocado como Der Uberlende (coincidência que achei engraçada), um papel de analista Freudiana, criticando silenciosamente os desconhecidos que me passam pelos olhos, imaginando-os nas situações mais estranhas, e até chego a rir me sozinha, (em locais públicos), de tão absorta que estou nos meus cógitos...imagino os velhos novos, e os novos velhos, o que estão a pensar, o que pensariam, o que fazem sem ninguém saber, a monótona vida pessoal que levam, ou que não chegam a ter...enfim, é o mal de ser “escritora” J todos os pormenores são arte...

Agora a parte pior... nomear mais 5... muito sinceramente, não conheço bloggers, sou demasiado leiga nestas coisas de bloggar... por isso vou fazer como costumo fazer àqueles mails que nos mandam a dizer “se não mandares a 10 pessoas vais ter azar” e tal...ignoro a parte que não interessa, neste caso a que não consigo concretizar...


 

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